POLÍTICA MT
Em cerimônia de posse da Mesa, ALMT registra participação de 600 autoridades mato-grossenses
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A posse da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (biênio 2025/2027) na segunda-feira (3) movimentou o cenário político estadual. Dos presentes, 35 prefeitos e vice-prefeitos mato-grossenses, incluindo os líderes do Executivo das três maiores cidades do estado; 20 presidentes de câmaras e quase cem vereadores representaram as 142 cidades de Mato Grosso e compuseram o rol das autoridades municipais que registraram presença ao evento – corroborando para o perfil de atuação municipalista autoatribuído pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi.
“Sou um deputado que já fui vereador, prefeito e serei um presidente municipalista. Os problemas do cidadão estão nos municípios. Precisamos cada vez mais dar apoio e o Estado estar presente apoiando”.
No total, pelo menos 600 autoridades ligadas ao Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público e a entidades de classe como OAB e Aprosoja, da União, Estado e dos municípios fizeram questão de acompanhar a cerimônia diretamente do Plenário Renê Barbour juntamente com os familiares dos deputados estaduais. Ao usar a palavra, Russi reforçou a meta de construir uma jornada coletiva, baseada no diálogo.
“Um Legislativo forte e atuante é a espinha dorsal da democracia, pois é através dele que transformamos ideias em leis e garantimos que as políticas públicas atendam às necessidades da sociedade, promovendo justiça e equidade para todos.””, complementou em seu discurso.
Sob a presidência do deputado Max Russi (PSB), assumiram um cargo na Mesa da ALMT os parlamentares: Júlio Campos (1º vice-presidente), Gilberto Cattani (2º vice-presidente), Wilson Santos (3º vice-presidente), Dr. João (1º secretário), Paulo Araújo (2º secretário), Diego Guimarães (3° secretário), Elizeu Nascimento (4º secretário), Fábio Tardin – “Fabinho” (5º secretário) e Juca do Guaraná (6º secretário).
Fonte: ALMT – MT
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Abílio Brunini endurece fiscalização após Operação Gorjeta e mantém corridas de rua

Foto: divulgação
Em resposta aos desdobramentos da Operação Gorjeta, que investiga o desvio de mais de R$ 5 milhões em emendas parlamentares, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, anunciou uma mudança drástica na gestão de recursos públicos. Apesar do escândalo que afastou o presidente da Câmara, Chico 2000, e colocou outros sete vereadores sob suspeita, o Executivo municipal confirmou que o calendário de corridas de rua da capital será preservado.
O Novo Modelo de Controle: “Tolerância Zero”
Para garantir a continuidade dos eventos sem o risco de novas fraudes, a prefeitura implementará um sistema inédito de vigilância. A estratégia central é a criação de um setor de inteligência compartilhado dentro da estrutura administrativa da capital.
As principais medidas incluem:
* Parceria com a Polícia Civil: Agentes atuarão diretamente no monitoramento da execução de emendas e contratos.
* Termo de Ajustamento: Um novo regramento operacional para fiscalizar a destinação e o pagamento de recursos.
* Fiscalização Preventiva: O controle será contínuo e técnico, visando barrar irregularidades antes que os pagamentos sejam efetuados.
Preservação do Esporte e da Saúde
Brunini enfatizou a necessidade de separar a má conduta de agentes públicos do valor social dos eventos esportivos. Para o prefeito, suspender as corridas seria punir a população por crimes cometidos por políticos.
“As corridas são instrumentos de saúde e inclusão. O foco não é o cancelamento, mas o fortalecimento dos mecanismos de controle para que cada real chegue ao seu destino final”, pontuou o gestor.
Eventos tradicionais como a Corrida do Legislativo e a Corrida do Bom Jesus estão confirmados, mas agora operam sob o novo padrão de transparência e o olhar atento da Polícia Civil de Mato Grosso.
Impacto Político e Transparência
A iniciativa de trazer a polícia para dentro da Prefeitura busca dar uma resposta rápida à crise institucional e à forte cobrança da sociedade por accountability. Ao assumir o protagonismo da fiscalização, Abílio Brunini tenta transformar um cenário de corrupção em um marco de boa governança, estabelecendo Cuiabá como um modelo de cooperação interinstitucional no combate ao desvio de verbas parlamentares.

