RONDONÓPOLIS
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Unidade de Execução de Pesquisa (UEP) da Embrapa em Balsas completa 36 anos de implantação

Publicados

AGRONEGÓCIO

Atualmente parte da atuação da Embrapa no Maranhão, a UEP marca o sucesso da soja  em solos maranhenses

No dia 20 de maio, comemora-se 36 anos da instalação física da Unidade de Execução de Pesquisa – UEP da Embrapa em Balsas, cujo foco inicial foi a pesquisa e desenvolvimento de cultivares de soja adaptadas à região, com sustentabilidade. Segundo o coordenador técnico da UEP, Dirceu Klepker, a maior contribuição da UEP Balsas foi viabilizar a produção de soja na região, onde anteriormente não havia cultivares de soja adaptadas às condições tropicais locais, de baixa latitude, produtivas e resistentes às principais doenças. Além das cultivares, diversas tecnologias de manejo da cultura da soja vêm sendo desenvolvidas e difundidas aos produtores da região. A localização estratégica da UEP no Sul do Maranhão, região denominada MATOPIBA  (formada por áreas majoritariamente de cerrado nos estados do MAranhão, TOcantins, PIauí e BAhia), permitiu a expansão da agricultura na segunda metade dos anos 80 graças às tecnologias agropecuárias adaptadas e desenvolvidas pelas pesquisas realizadas pela Embrapa, que transformou os solos de Cerrado com baixa fertilidade natural em aptos para a produção mecanizada de grãos.

Atualmente são cultivados mais de um milhão de hectares de soja no Maranhão, além de aumentos significativos de culturas associadas ao sistema de produção de grãos, incluindo milho, feijão, sorgo, milheto e algodão, entre outras, e ainda a Integração Lavoura-Pecuária (ILP). “O aumento da área cultivada com soja ao longo dos anos vem viabilizando a sua industrialização, gerando subprodutos para a alimentação animal, fabricação de rações e maior demanda por milho e, conseqüentemente, agregação de valor, geração de empregos e renda, principalmente para a população local, favorecendo a inclusão social”, explica Klepker.

Infraestrutura física atual – A Unidade de Execução de Pesquisa (UEP) de Balsas, vinculado à Embrapa Cocais (São Luís-MA), está localizada numa área de 5,0 ha. Nessa base física estão alocados 11 empregados da Embrapa. Possui infraestrutura física para atuação em pesquisa e desenvolvimento e inovação, tendo 4.000 m² construídos, incluindo salas e laboratórios de apoio à pesquisa (preparo de ensaios e beneficiamento de amostras), máquinas e equipamentos para atividades de pesquisa a campo e beneficiamento de amostras em laboratórios de apoio a pesquisa (estufas, balanças), casa de vegetação, câmaras frias para sementes, galpões, Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS) para beneficiamento de semente do melhorista (pequenos volumes) e UBS para beneficiamento de sementes básicas, para volumes acima de 1.000 kg.

Leia Também:  Embrapa e parceiros mostram alternativas para o produtor na feira Norte Show

Histórico e perspectivas – A origem da produção de soja em Balsas tem o seu marco histórico na década de 70 (1974), quando chegaram algumas famílias de agricultores, oriundas do Sul do Brasil. A agricultura praticada até então era de subsistência. Até o final da década de 80, a cultura principal era o arroz de terras altas (sequeiro), iniciando a partir daí o cultivo de soja e milho em maior escala. “A expansão da fronteira agrícola ocorreu em função da migração de produtores das regiões Sul e Sudeste do Brasil para estas regiões, atraídos pelos baixos preços da terra e pelo sonho de tornar-se produtor proprietário, associado a subsídios aos produtores (crédito); conhecimento dos agricultores da técnica de produção; apoio de órgãos governamentais (pesquisa), dentre outros fatores. Haviam muitas dificuldades a serem vencidas como crédito, desenvolvimento de tecnologia adequada à região, infraestrutura deficiente, mercado consumidor limitado, entre outras”, relembra Klepker.

A Embrapa Soja (Londrina-PR) iniciou ações de pesquisa e desenvolvimento na região em 1977, por meio de visitas periódicas de pesquisadores. Em 1986, foi instalada a base física em prédio alugado na cidade de Balsas – MA. No ano de 2007, após 20 anos, foi inaugurado espaço físico próprio na cidade de Balsas, viabilizado a partir de doação, pelo Governo do Maranhão, de uma área de 5,0 ha para a Embrapa. As ações da Embrapa Soja na região foram focadas ao desenvolvimento da pesquisa agropecuária com ênfase para a cultura da soja, tendo sido lançadas dezenas de cultivares de soja adaptadas às condições edafoclimáticas locais e que impactaram fortemente no desenvolvimento regional.

Leia Também:  Embrapa seleciona bolsista para projeto de monitoramento de cultivos de grãos via sistemas espaciais e computacionais

A implantação da base física da Embrapa em Balsas ocorreu em 1986 e foi denominada de Unidade Avançada de Apoio aos Programas Nacionais de Pesquisa – UAAPNP. A UAAPNP foi extinta em 01 de setembro de 1989, após decisão da Diretoria-Executiva da Embrapa. No mesmo ano passou a ser denominada de Campo Experimental da Embrapa Soja. Em 2011, com a criação da Embrapa Cocais, o campo experimental transformou-se na Unidade de Execução de Pesquisa – CPACP/UEP-Balsas.

Além dos trabalhos focados inicialmente na área de melhoramento genético e de fitopatologia, a partir de 1997, vêm sendo realizados estudos de manejo da fertilidade do solo no intuito de dar sustentação à atividade agrícola com enfoque em sistemas de produção de soja e de culturas associadas. Esses estudos contribuíram para se explorar melhor o potencial produtivo das cultivares desenvolvidas e adaptadas à região e proporcionar maior sustentabilidade aos sistemas de produção.

Desde a elaboração do primeiro boletim de recomendações técnicas para a cultura da soja intitulado “Sistema de produção para a soja na região de cerrados de Balsas”, em agosto de 1978, diversos trabalhos vêm sendo realizados com o objetivo de agregar valor à soja, bem como para identificar fatores que possam limitar a produtividade dessa cultura.

Linha do tempo

1977 – Início das atividades de pesquisa da Embrapa na região de Balsas

1986 – Implantação da base física em Balsas, denominada Unidade Avançada de Apoio aos Programas Nacionais de Pesquisa – UAAPNP, em 20 de maio de 1986. Sua extinção ocorreu em setembro de 1989, após decisão da Diretoria Executiva da Embrapa.

1989 – Passou a denominar-se Campo Experimental da Embrapa Soja.

2011 – Com a criação da Embrapa Cocais, o Campo Experimental passou a nomear-se Unidade de Execução de Pesquisa (UEP)

Fonte: Embrapa

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Publicados

em


Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

Leia Também:  Soja da Embrapa na Expoagro Afubra

Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA