AGRONEGÓCIO
Técnicas de manejo proporcionam alta produtividade do milho
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Confira práticas simples que garantem melhores resultados da lavoura
Produtores, estudantes, consultores e técnicos puderam conferir diversas orientações sobre manejo de milho para alcance de alta produtividade. Mais de 100 pessoas participaram do dia de campo realizado na Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) no último dia 2 de junho.
Nas estações, foram apresentadas informações sobre fisiologia do milho, plantabilidade, qualidade de silagem, manejo de cigarrinhas e enfezamentos. Profissionais da Embrapa e da KWS Sementes ofereceram explicações sobre práticas para garantir melhores resultados nas lavouras.
Enfezamentos
Um dos principais problemas enfrentados pelos produtores nas últimas safras têm sido os enfezamentos do milho, doenças que comprometem o desenvolvimento das plantas e causam perdas severas. Os enfezamentos são causados por bactérias da classe Mollicutes, transmitidas de plantas doentes para plantas sadias pela cigarrinha Dalbulus maidis.
Os pesquisadores da Embrapa Ivênio Rubens de Oliveira e Dagma Dionísia da Silva explicaram a importância da adoção de um conjunto de medidas para manejo dos enfezamentos e da cigarrinha do milho.
“A prevenção envolve a escolha da semente de milho. Há materiais mais suscetíveis e outros mais tolerantes aos enfezamentos. É preciso escolher um híbrido que apresente boa resistência”, explicou Ivênio. Além disso, já foram percebidas diferenças na reação dos materiais de acordo com as regiões. “Em condições de alta pressão da praga e da doença, o comportamento da planta pode ser diferente. Por isso, é preciso que haja avaliação regional dos materiais e diálogo entre os produtores”, analisa Dagma.

O pesquisador Ivênio explica que a cigarrinha tem alto poder de migração. “Com o fluxo constante do inseto, o controle químico é difícil. Por isso, não adianta fazer 11 pulverizações, como temos visto”.
A prevenção e o manejo envolvem uma série de medidas que devem ser seguidas, entre elas: evitar semeaduras vizinhas às lavouras com alta incidência das doenças; fazer tratamento das sementes; diversificar e rotacionar cultivares de milho; realizar aplicação de inseticidas de acordo com a incidência da praga.
Dagma ressaltou que não existe produto disponível e registrado para combater os enfezamentos. Por isso, é importante focar no controle do inseto e nas práticas de manejo da cultura. Os cuidados englobam uma colheita bem feita para minimizar os restos de grãos no campo, pois as plantas espontâneas na área favorecem a permanência do inseto e dos microrganismos causadores das doenças.
Outra prática cultural importante é a semeadura em épocas que garantam o desenvolvimento das plantas em boas condições fitossanitárias. Recomenda-se também evitar semeaduras sucessivas de milho e plantios tardios.
Para saber mais, confira a cartilha “Manejo da cigarrinha e enfezamentos na cultura do milho”.
Fisiologia
“Estádios diferentes de desenvolvimento da planta implicam em demandas diferentes”. A frase do pesquisador Paulo César Magalhães deixa clara a necessidade de se entender a fisiologia da cultura para realizar um manejo adequado.
Em cada etapa, há práticas importantes para garantir bons resultados de produtividade. Nas fases iniciais, são primordiais a adubação, o controle de plantas daninhas e de pragas, pois nesse período se define o potencial de produção da planta. 
Em cada período, um tipo de dano ou estresse pode comprometer determinadas estruturas. Por exemplo, quando a planta está em V7 (com sete folhas desenvolvidas), define-se o número de fileiras de grãos nas espigas. O pesquisador destacou que também nesse momento é importante o bom desenvolvimento do colmo, que dá sustentação à planta e faz reserva de água.
Lucas Miranda, da KWS Sementes, ressaltou a necessidade do cuidado com a sanidade das folhas. Ele recomenda o uso de fungicidas para evitar doenças e perdas e permitir que as plantas garantam uma melhor alimentação para os animais.
Veja mais informações na publicação Fisiologia da Produção de Milho.
Silagem
Processos para garantir a qualidade de silagem foram apresentados pelos profissionais Maicon Paloschi e Douglas Sales, da KWS. Segundo Paloschi, 80% dos produtores atendidos pela empresa colhem o milho para produção de silagem antes do ponto ideal. 
Ele demonstrou dados sobre o ganho em quantidade e qualidade de amido na silagem ao acertar o momento da colheita, que deve ser feita quando os grãos estão no ponto farináceo.
Douglas apresentou uma pesquisa sobre altura de corte das plantas e explicou que, quando se aumenta a altura do corte, melhora a qualidade da fibra da silagem. Também foi ressaltada a importância de uma boa compactação do silo.
A Embrapa disponibiliza a cartilha Sete passos para uma boa ensilagem de milho. Para baixar o material, clique aqui.
Plantabilidade
Os cuidados para um bom resultado final da lavoura começam no planejamento do plantio. O consultor João Cesar Viana, da KWS, destaca que “50% do sucesso de uma lavoura estão ligados ao plantio”.
João Cesar explicou a importância da regulagem da plantadeira e da escolha de disco e anel adequados ao tipo de semente para evitar falhas. É possível verificar a indicação desses implementos nos sacos de sementes.
Além disso, antes do início do plantio, é preciso fazer o manejo da palhada, em áreas de sistema de plantio direto, com a dissecação no tempo certo para evitar embuchamento da máquina. Em áreas de plantio convencional, evitar torrões de terra para não ter perdas na distribuição de sementes.
Outro fator muito importante é a velocidade de plantio. Recomenda-se 5 quilômetros por hora para uma boa distribuição das sementes. E é necessário ter atenção à pressão adequada da plantadeira.
“É preciso cuidar da população e também da distribuição de plantas, e ainda da uniformidade na profundidade de plantio”, destaca Álvaro Oliveira, da KWS. Ele receita um item fundamental para o sucesso da lavoura: “o insumo mais barato que o produtor pode usar e que dá ótimo resultado é o capricho”.
Dia de Campo
O dia de campo “Tecnologias de manejo da cultura do milho para alta produtividade” encerrou a programação da Semana de Integração Tecnológica, SIT 2022. A última atividade da SIT foi realizada pela Embrapa Milho e Sorgo em parceria com a KWS Sementes.
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

