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Sustentabilidade da agropecuária brasileira é debatida em Congresso da Andav
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“O Brasil será uma potência agroambiental no futuro?”. Esse foi o questionamento do engenheiro-agrônomo e chefe-geral da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti, ao iniciar sua palestra na plenária do segundo dia do 11º Congresso da Andav, realizado de 17 a 19 de agosto, em São Paulo (SP).
“Não só irá, como já somos”, respondeu o palestrante. Spadotti apresentou dados que apoiam o seu entendimento de que o País conseguiu criar um modelo de agricultura sustentável e competitivo.
Os trabalhos de inteligência e gestão territorial da Embrapa revelaram a dimensão territorial das áreas brasileiras protegidas e dedicadas à preservação. Atualmente, o País conta com 1.871 unidades de conservação e 600 terras indígenas. Essas terras protegidas pelo Estado englobam 258 milhões de hectares, ou 30,3% do território nacional.
Somadas às áreas destinadas à preservação dentro dos mais de seis milhões de imóveis rurais – cálculo possibilitado pelo advento dos dados georreferenciados do Cadastro Ambiental Rural brasileiro (CAR) e do Censo Agropecuário de 2017 -, a dimensão territorial cresce para mais de 282 milhões de hectares, ou 33,3% das terras brasileiras.
Spadotti enfatizou que o imenso patrimônio dedicado à vegetação nativa dentro da porteira também possui dimensões ambientais, sociais e econômicas. A manutenção da vegetação nativa dentro das fazendas, ele exemplificou, gera serviços ambientais importantes para o ecossistema local, como a movimentação da fauna e da flora (pela polinização). O engenheiro-agrônomo defendeu que é preciso dimensionar essas áreas para valorar o preço dessas ações do mundo rural e, a partir daí, valorizar o esforço dos produtores.
Economia verde
O tema da bioeconomia e da economia verde foi ao debate no painel seguinte. O pesquisador Marcelo Morandi (Embrapa Meio Ambiente) salientou que a transição do uso de uma matriz energética dependente de recursos não renováveis e fósseis para uma de matriz baseada em fontes mais sustentáveis é premente e reforçou que acordos ambientais provêm de uma demanda real.
“Os eventos extremos já estão ocorrendo e uma grande parte ocorre em função de práticas antrópicas, ou seja, uso de carbono base fóssil. Então, os acordos internacionais estão vindo nesse propósito de conduzir a economia para esse viés”, disse.
O pesquisador defendeu que o Brasil não é uma ilha e que o relacionamento com concorrentes é fundamental para o mercado de carbono nacional. “A agenda do futuro está sendo estruturada dentro desses acordos globais. Temos de aproveitar essa conjuntura para mostrar as nossas vantagens comparativas, competitivas e colaborativas. Não podemos nos isolar do mundo. Temos de fazer acordos com os nossos concorrentes; trocar tecnologias com eles. Isso é fundamental para o nosso desenvolvimento; seja em mercado de carbono, seja em mercado verde futuro”, disse.
Ele destacou que a agricultura depende de um clima estável, proveniente do bom uso da natureza. “Isso nos garante que continuaremos em nossas terras produtivas sendo produtivos”, finalizou.
O painel foi moderado pelo empresário Marcos Fava Neves (Markestrat) e contou com as participações da advogada Samanta Pineda (Pineda e Krahn) e de Edsmar Carvalho (Agrivalle).
No último dia do evento (19), a chefe-geral da Embrapa Agrossilvipastoril, Laurismar Vendrusculo, moderou o painel “Panorama sobre sustentabilidade, ESG e novas tendências do mercado”.
Congresso Andav
O Congresso Andav é uma oportunidade para atualização do setor de distribuição de insumos agropecuários nos principais temas que envolvem o segmento, e de relacionamento entre produtores com instituições de crédito e de venda de produtos da área. A Embrapa apresentou algumas de suas tecnologias no estande montado no salão de exposição, onde estavam alocadas mais de 90 marcas, e levou profissionais para as palestras e para os painéis realizados na plenária e no Fórum de Distribuição Veterinária.
Fonte: Embrapa
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

