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Segurança alimentar e transição energética vão pautar mercado da soja

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As movimentações da China visando garantir sua segurança alimentar e a transformação da matriz energética nos Estados Unidos e em outros países são dois pontos importantes para definir os rumos do mercado da soja nos próximos anos. Esta foi a mensagem deixada por Roberta Paffaro, da Chicago Mercantile Exchange em conferência proferida no terceiro dia do IX Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja 2022, em Foz do Iguaçu.

De acordo com ela, a pandemia de covid-19 e mais recentemente a guerra entre Rússia e Ucrânia fez com que a China ampliasse sua preocupação com a segurança alimentar. Para isso, o país asiático está se reposicionando e pretende ampliar a produção interna de soja.

“Como a China importa 80% da produção brasileira de soja, se ela diminuir as compras, nós teremos reflexos aqui. Temos que ficar de olho, ver o quanto irão produzir e quanto deixarão de comprar”, disse Roberta Paffaro.

Outro ponto destacado por ela é o aumento da demanda por óleo vegetal nos Estados Unidos, segundo maior produtor de soja do mundo. De acordo com Paffaro, o aumento foi de 20% no último ano. Com aumento da demanda interna pelo produto, poderá haver menor quantidade disponível para a exportação.

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Paffaro também falou sobre o aumento na procura por soja orgânica, que dobrou nos últimos cinco anos nos Estados Unidos.  A área cultivada cresceu 123% desde 2008.

“Será que este deveria ser um novo mercado? Será que devemos olhar para isso? Estamos falando de segurança alimentar e de sustentabilidade. Temos muita demanda nova surgindo”, afirmou.

A palestrante destacou ainda a necessidade de o Brasil buscar ampliar seus mercados para soja, sobretudo buscando compradores no Oriente Médio e Europa. No caso de países do Oriente Médio ainda é possível obter investimentos para melhoria de infraestrutura para escoamento da produção brasileira.

A conferência de Roberta Paffaro foi uma das seis realizadas no IX Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja 2022, realizado pela Embrapa Soja em Foz do Iguaçu (PR). O evento conta ainda com 18 painéis, totalizando 50 palestras, e apresentação de 287 trabalhos técnicos em formato de pôster ou oralmente.

O Congresso também tem a Arena de Inovação Soja, onde participantes do ecossistema de inovação podem interagir, e uma feira de expositores com participação de 35 empresas.

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Fonte: Embrapa

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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