AGRONEGÓCIO
Mídia e Pesquisa vai debater divulgação científica e mídias digitais
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O 5º Encontro Mídia e Pesquisa, esta edição com o tema Divulgação Científica e Mídias Digitais, vai reunir cientistas, professores, jornalistas e estudantes no dia 11 de maio de 2022, das 8h30 às 16h30, para discutir e debater a comunicação em apoio a políticas públicas e como as mídias digitais podem ajudar a promover a divulgação da ciência.
O evento, com transmissão pelo YouTube e certificado para inscritos, é uma iniciativa da Embrapa Agricultura Digital (Campinas, SP), Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) e Embrapa Territorial (Campinas, SP), com o apoio da Embrapa Alimentos e Territórios (Maceió, AL), para promover e estimular o diálogo sobre a divulgação da ciência e a importância da sua popularização nos dias atuais, em especial o papel do jornalismo científico entre alunos e professores de jornalismo e comunicação social, profissionais de jornalismo, imprensa e pesquisadores.
De acordo com a comissão organizadora, com o avanço da internet e sua capacidade de multiplicar as mídias voltadas para a divulgação de assuntos de ciência e tecnologia, o panorama do jornalismo científico brasileiro e mundial foi mudando gradativamente, desafiando a qualidade e a credibilidade da informação científica. “O jornalismo científico tem como desafio não só transmitir ao público informações especializadas, mas também promover reflexões e discussões sobre a forma como a ciência é desenvolvida nas instituições de pesquisa e como é divulgada na grande imprensa”.
O Mídia e Pesquisa sempre buscou, em todas as suas edições, promover e estimular o amplo diálogo sobre a divulgação e o jornalismo científico nos dias atuais e a sua importância para a popularização da ciência no País. Atualmente, há muita divulgação, porém, a qualidade e a credibilidade são aspectos que necessitam ser discutidos, em especial diante da quantidade de fake news que são disseminadas, sobre diversos assuntos científicos.
A jornalista do Instituto Agronômico (IAC) Carla Gomes é uma das palestrantes do evento. Para ela “a percepção dos pesquisadores sobre a importância de divulgar a ciência por meio da imprensa tem tudo a ver como esse diálogo entre quem faz ciência e quem se apropria de seus resultados para viver melhor. E nós, profissionais das instituições científicas, não podemos silenciar sobre tudo que é feito. Vem prosear com a gente no 5º Mídia & Pesquisa sobre como o cientista percebe a relevância de interagir com jornalistas para levar seu trabalho ao conhecimento da população em geral”, convida.
José de Moura Leite Netto, jornalista da Rede ComCiência e também palestrante de um dos painéis, enfatiza que em linhas gerais, a construção de um press release ou aviso de pauta segue uma metodologia inversa ao raciocínio adotado em um estudo científico ou na formatação de uma aula para congresso. “O objetivo com a minha apresentação é trazer ao cientista, que deseja fazer divulgação científica, elementos que possam ajudá-lo a identificar, em seus estudos, independentemente de qual seja a sua linha de pesquisa, os elementos que possam ser mais interessantes para compor a pauta, de tal forma que ela seja informativa, objetiva e atraente, sem perder o rigor científico”, explica.
O jornalista e supervisor de Comunicação Digital na Embrapa (Brasília, DF) Daniel Medeiros vai falar sobre narrativas, abordagens verbais e formatações visuais para tratar de ciência nas mídias sociais na palestra Histórias sobre ciência para gerar engajamento em mídias sociais. “Serão apresentados exemplos de como uma mesma história pode gerar mais engajamento de acordo com o tratamento que recebe e de como a Embrapa conseguiu melhorar indicadores de engajamento em plataformas como o Instagram”, explica ele.
Painéis
O debate ocorrerá em torno de dois painéis que trarão um panorama da área do jornalismo científico, bem como novas formas e canais de divulgação da ciência.
O Painel 1, com o tema Comunicação em apoio a políticas públicas e divulgação da ciência, vai debater sobre o interesse da população em ciência, a importância da divulgação e as oportunidades e estratégias comunicacionais para instituições públicas apresentarem projetos que contemplem a divulgação da ciência e a captação de recursos. Abordará também a importância das políticas públicas alimentares, citando alguns dados de pesquisa e como a comunicação pública pode promover esta agenda.
O Painel 2 versará sobre os canais inovadores para divulgar ciência – Ciência na web, podcast e redes sociais – e pretende mostrar como a ciência tem sido divulgada na web e nas redes, aproximando jornalistas, pesquisadores e público, transformando o olhar sobre o tema nas novas formas de divulgação científica.
Oficina
À tarde, a partir das 14h, será ministrada a oficina Como divulgar ciência de um jeito interessante? pela jornalista Mariana Lenharo, diretora de Comunicação e Conteúdo da Rede ComCiência, que usará sua experiência em jornalismo científico para orientar pesquisadores e estudantes a desenvolverem uma narrativa interessante e envolvente a respeito da ciência que produzem. “No fundo, todos sabemos o que faz uma boa história. É esse conhecimento que devemos aplicar na divulgação de ciência”, enfatiza ela. Ao final da oficina, os participantes terão produzido um texto curto destinado ao público geral a respeito de uma pesquisa que estão desenvolvendo ou sobre um assunto científico pelo qual se interessam.
As vagas são limitadas a 20 participantes e as instruções para inscrição na oficina serão enviadas aos interessados inscritos no Encontro.
Programação
8h30 – Abertura e boas-vindas
9h-10h30 – Painel 1: Comunicação em apoio a políticas públicas e divulgação da ciência
Moderadora: Maria Paola de Salvo, tradução do conhecimento para todos os públicos (EasyTelling) – 20 minutos
Debatedores (20 minutos cada):
- Carla Gomes, Instituto Agronômico (IAC) – Cientista, qual o habitat de seus resultados científicos? Os palcos ou as coxias?
- Gustavo Porpino, Embrapa Alimentos e Territórios – Políticas públicas alimentares
Discussão com perguntas dos participantes
10h30 – Intervalo
10h45-12h15 – Painel 2: Ciência na web, podcast e redes sociais
Moderador: Vinicius Kuromoto, Embrapa Agricultura Digital
Debatedores (20 minutos cada):
- José de Moura Leite Netto, Rede ComCiência – Como transformar um estudo ou evento científico em pauta para a imprensa?
- Daniel Medeiros, Embrapa – Histórias sobre ciência para gerar engajamento em mídias sociais
- Beatriz Guimarães, Unicamp – Podcast 37 Graus: histórias e viagens pela ciência
Discussão com perguntas dos participantes
12h15-14h30 – Almoço
14h30-16h30 – Oficina (20 vagas)
Como divulgar ciência de um jeito interessante?
Moderadora: Magda Cruciol, Embrapa Agricultura Digital
Facilitadora: Mariana Lenharo, RedeComCiência
As inscrições para a Oficina serão feitas em separado, conforme orientação a ser enviada por e-mail aos inscritos no Encontro.
As inscrições para o Encontro devem ser feitas neste link: https://bit.ly/38qAqRD
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

