RONDONÓPOLIS
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Mídia e Pesquisa debateu divulgação científica e mídias digitais

Publicados

AGRONEGÓCIO

Em 11 de maio de 2022 foi realizado o 5º Encontro Mídia e Pesquisa no formato on-line com o objetivo de discutir e debater a comunicação em apoio a políticas públicas e como as mídias digitais podem ajudar a promover a divulgação da ciência.

Esta edição com o tema Divulgação Científica e Mídias Digitais reuniu cerca de 100 pessoas, entre cientistas, professores, jornalistas e estudantes de graduação e pós-graduação.

Após a abertura inicial feita pela relações públicas da Embrapa Meio Ambiente Cecília Zitto com a participação dos três chefes gerais Stanley Oliveira, Marcelo Morandi e Gustavo Spadotti das Unidades organizadoras Embrapa Agricultura Digital (Campinas, SP), Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) e Embrapa Territorial (Campinas, SP), respectivamente, teve início o painel Comunicação em apoio a políticas públicas e divulgação da ciência, que abriu os trabalhos.

Contar histórias com base em evidências científicas foi destaque nas falas da mediadora e dos palestrantes como forma de ampliar o alcance e o impacto da comunicação da ciência. A mediadora Maria Paola de Salvo, da empresa EasyTelling, focalizou a importância de diminuir a lacuna comunicacional entre pesquisadores, investidores e gestores para que os resultados “não fiquem imóveis nos papers” e sejam transformados em políticas públicas para benefício da sociedade. “Contar histórias sobre a pesquisa motiva a audiência a adotar as evidências para tomar uma decisão”, defendeu.

Parceria entre cientistas e divulgadores

A jornalista e diretora do Núcleo de Comunicação Institucional do Instituto Agronômico (IAC), Carla Gomes levou para o debate a relação dos profissionais de comunicação com as equipes de pesquisa, fundamental na tarefa da divulgação científica. Carla mostrou que o estereótipo de que pesquisadores são arredios ao contato com jornalistas não se sustentou em estudo que realizou junto a 623 pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), por meio de sua dissertação de Mestrado.

Cerca de 75% dos respondentes da pesquisa, realizada em 2018, disseram gostar de atender a imprensa e identificam benefícios nessa relação, além de entenderem que textos redigidos pelas assessorias de imprensa ajudam a reduzir erros cometidos pelos profissionais dos veículos – que foram bem avaliados.

O cenário, segundo ela, indica oportunidades na busca por impactos positivos na comunicação com os segmentos e na tarefa da divulgação científica. “O caminho está na parceria entre cientistas e divulgadores”, afirmou. Para a jornalista, encontrar personagens, entre pesquisadores e adotantes das soluções desenvolvidas pela ciência, permite contar histórias que deixem o conteúdo técnico-científico mais compreensível para os diversos públicos, além de conquistar espaços para a ciência nos veículos de comunicação.

Educação para a ciência

Como forma de atrair o interesse da mídia e da sociedade para a ciência, o jornalista da Embrapa Alimentos e Territórios Gustavo Porpino de Araujo recomendou a prática da comunicação voltada à educação, para fazer frente ao desafio imposto pelas notícias falsas, inclusive. “Foco em problemas reais, com personagens que permitam contar boas histórias, e fontes com dados baseados em conhecimento científico”, apontou.

Porpino, antecipou ao público do evento parte de dados coletados em pesquisa inédita, que lidera na Embrapa Alimentos e Territórios, com lançamento previsto para junho deste ano. “Existe percepção social da importância de políticas públicas alimentares e vários temas de alta relevância social”, afirmou. A temática, no entanto, precisa estar mais presente na agenda de PD&I e também na mídia, avaliou o jornalista.

Ciência em todo lugar

Na sequência, o Painel 2, com o tema Ciência na web, podcast e redes sociais, são três espaços importantes para a comunicação segundo o relações públicas Vinicius Kuromoto da Embrapa Agricultura Digital, moderador do painel.

O jornalista José de Moura Leite Netto fez inicialmente uma breve apresentação da criação e funcionamento da Rede ComCiência, da qual é presidente, e enfatizou que “a ciência está em todas as coisas, que não é obra de ficção científica dos Jetsons e evolui a cada dia”. Para Leite Netto a comunicação deve ser democrática e qualificada para os mais diferentes públicos, e que os interlocutores devem falar de ciência da forma que as pessoas possam entender nas mais variadas áreas e com isso trazer elementos para elucidar mentiras, combatendo o negacionismo.

Leia Também:  MANDIOCA/CEPEA: Demanda ativa sustenta preço da raiz

Em sua apresentação, ele fez uma analogia entre a construção de uma pesquisa científica por meio de um artigo científico, dissertação ou tese, e uma pauta para gerar um texto jornalístico sobre ciência, mostrando os elementos comuns entre ambos. Mostrou como a construção de um press release ou aviso de pauta segue uma metodologia inversa ao raciocínio adotado em um estudo científico ou na formatação de uma aula para congresso. Como exemplo citou a divulgação de um evento da Embrapa, transformado em notícia, o Congresso Brasileiro de Soja, a ser realizado de 16 a 18 de maio, em que discorreu didaticamente como transformar um evento em pauta interessante para as diferentes mídias.

“O objetivo com a minha apresentação é trazer ao cientista, que deseja fazer divulgação científica, elementos interessantes que possam ajudá-lo a identificar, em seus estudos, independentemente de qual seja a sua linha de pesquisa, a confecção da pauta, de tal forma que ela seja informativa, objetiva e atraente, sem perder o rigor científico”, explicou ele.

Finalizando sua fala, Leite Netto salientou que “é fundamental construir uma ponte ente cientistas e sociedade, e neste caminho o profissional de comunicação é essencial, para que juntos sejam capazes de mostrar que a ciência, apesar de aparentemente complexa, está presente na vida de todos, mesmo que a maioria da população não se dê conta disso”.  

Storytelling no Instagram e em podcasts

O jornalista da Embrapa Daniel Medeiros falou de Histórias sobre ciência para gerar engajamento em mídias sociais, e principalmente, de storytelling, assunto que sempre o intrigou. Em abril de 2021, quando se iniciou a reformulação do Portal Embrapa, a ideia do storytelling ou de contar histórias, gerou para ele também ideias para reformular o modo de pensar a divulgação científica da empresa por meio do Instagram. “A proposta foi  trabalhar elementos de storytelling nas postagens para trazer informação sobre ciência para o público diverso da Embrapa, para que as pessoas conheçam a empresa e se tornem também defensores da ciência e da pesquisa agropecuária”.

Contar histórias é uma técnica bastante antiga, pois desde antes da linguagem verbal já havia a ideia de se representar histórias por meio da representação visual, depois com narrativas, abordagens verbais e formatações visuais.  O jornalista falou sobre o importante papel das histórias na evolução humana. Atualmente, usando-as para comunicar mensagens que reflitam positivamente na imagem da empresa. Mostrou exemplos com posts do Instagram Embrapa e de como uma mesma história pode gerar mais engajamento de acordo com o tratamento que recebe. Falou também como a Embrapa conseguiu melhorar os seus indicadores de engajamento na plataforma, citando exemplos como o post sobre a fruta pitaya, que teve 13.076 likes e gerou 367 comentários, e da fossa séptica biodigestora, que teve também um número considerável de likes (5.795), comentários em sua maioria positivos (191), 1.004 compartilhamentos e o alcance de cerca de 81.460 pessoas. Para ele, “um sucesso com o uso da narrativa de storytelling”.

Segundo Medeiros, a disseminação do storytelling para outras áreas, como educação, apresentações, branding, gerando informações e conteúdo para a marca é uma realidade. Ademais, ele enfatizou que o conteúdo clássico, os princípios do jornalismo e da comunicação em geral usados na atualidade continuam válidos mais do que nunca, seja com storytelling ou outras técnicas de divulgação em mídias sociais. No entanto, “a relevância do conteúdo ainda é o fator mais importante para aumentar o engajamento de seguidores, aliada à constante repetição da divulgação, que leva à excelência”, finalizou ele. 

Leia Também:  TRIGO/CEPEA: Semeadura começa no RS; cotações seguem em alta

Podcast 37 Graus: histórias e viagens pela ciência foi o tema da palestra de Beatriz Guimarães da Unicamp. A jornalista, que começou sua trajetória no jornalismo científico como estagiária na Embrapa Agricultura Digital e depois continuou na área de podcasts por meio do site Oxigênio do Labjor/Unicamp, criou o 37 Graus Podcast em 2018 para divulgar ciência por meio desta técnica. Ela enfatizou que apesar da modernidade, o rádio ainda consegue engajar muitos ouvintes e que divulgar ciência por esta mídia, ainda é muito promissor. “São contadas histórias em 30 minutos, com elementos científicos ou não, às vezes sociais, como se fosse um documentário, usando a narrativa sonora”, explica ela. O objetivo principal do programa é “fisgar” a atenção de pessoas que nem sempre vão procurar conteúdos de ciência na internet, fazendo com que elas ouçam o podcast e se identifiquem com a narrativa, o formato e os diálogos produzidos para o programa”, explicou Bia.

“Fazemos um jornalismo científico guiado pela dúvida, pela incerteza, pela curiosidade. É isto que nos move! Gostamos das perguntas sem resposta, da ciência de fronteira, de especular sobre o futuro, de entender conexões entre o passado e o presente, e de ‘pegar’ uma pauta na mão e ver no que vai dar e tentar trazer o ouvinte para o programa e tentar descobrir”, finaliza ela com entusiasmo.

Para quem está aprendendo ou pretende aprender como elaborar podcasts, Bia indica o site O Cochixo também produzido por ela e sua sócia, onde tem muita informação sobre podcast narrativo, com dicas, entrevistas e técnicas de storytelling, principalmente o narrativo.

Oficina

Como divulgar ciência de um jeito interessante? foi o tema da oficina ministrada pela jornalista especializada em divulgação científica Mariana Lenharo da Rede ComCiência durante a programação do 5° Encontro Mídia e Pesquisa. A mediação foi da jornalista da Embrapa Meio-Norte Maria Eugênia Ribeiro.

Mariana apresentou as principais estratégias que usa em seu dia a dia para tornar a divulgação atrativa e prender a atenção dos leitores. Os participantes tiveram a oportunidade de exercitar a produção de textos, que foram avaliados pela facilitadora durante a atividade prática.

A principal preocupação de quem divulga uma pesquisa deve ser identificar o que mais chama a atenção no estudo. “Instigue a curiosidade do público. Se ele não for convencido logo de cara a ler aquele texto, o conteúdo não chegará a quem precisa”, ressaltou Mariana. Outras estratégias são evitar termos técnicos e usar metáforas, para ajudar as pessoas a entenderem temas complexos.

Também é importante começar o texto explicando o problema que a pesquisa busca solucionar e como a ciência avança na resolução desse problema. Além disso, é interessante focar no aspecto humano e apontar como foi o processo de desenvolvimento, quais desafios os pesquisadores tiveram que superar e quais são os impactos do desenvolvimento.

A atividade contou com a participação de jornalistas, estudantes, profissionais de transferência de tecnologia e inovação, além de pesquisadores de áreas diversas, como ciências da computação, engenharia agronômica e biotecnologia. Fábio Kreft, graduando em engenharia agronômica pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, afirmou que teve interesse em participar “para poder entender as dificuldades existentes na divulgação de pesquisas científicas, e também para entender melhor o cenário”.

Para o jornalista da Embrapa Algodão Dalmo Oliveira, a oficina e o evento são oportunidades para reciclar conhecimentos. “Embora a Embrapa tenha uma larga experiência na área, temos recebido novos desafios, como a questão das redes sociais”, destacou.

A analista da área de Relacionamento com Clientes da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) Regina Piellusch disse que a oficina possibilitou novos aprendizados e interações.

Quem perdeu e quiser assistir aos painéis realizados na manhã do dia 11 de maio, pode acessar a gravação do evento no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=eps8jaEx9Xw

Fonte: Embrapa

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Publicados

em


Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

Leia Também:  Gilberto Figueiredo está entre os mais lembrados em pesquisa de intenção para estadual

Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA