AGRONEGÓCIO
Manejo integrado combate doenças do feijão-caupi com eficiência
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“Doenças fúngicas do feijão-caupi no estado do Pará” é a publicação recém-lançada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) destinada aos agentes da cadeia produtiva dessa leguminosa no estado. A obra orienta como fazer o manejo integrado das doenças para evitar ou minimizar os danos provocados, utilizando-se várias medidas culturais agregadas.
Editada no formato de circular técnica, a publicação traz também fotos ilustrativas dos sintomas causados por fungos nos plantios, e serve como um guia aos técnicos e produtores paraenses. A obra está disponível no Portal Embrapa (acesse aqui), de forma permanente e gratuita.
Ao apresentar um conteúdo diferenciado que visa minimizar as perdas na lavoura a partir do planejamento do cultivo, a circular técnica sobre as doenças fúngicas do feijão-caupi no Pará acaba se alinhando ao propósito de outros instrumentos de fortalecimento dessa cadeia produtiva, como o zoneamento agrícola de risco climático (ZARC) da cultura para o Pará (o primeiro lançado em 2020), que também requer planejamento da parte dos produtores.
As vantagens do melhoramento genético conquistadas pela pesquisa e embutidas nas plantas cultivadas, como a alta produtividade e a resistência a doenças, costumam ser potencializadas com o bom manejo da cultura. Mas, conforme explicado na publicação, há casos em que o controle e a prevenção são possíveis somente por meio de manejo – situação que por si só já revela a importância e impacto de um trabalho como esse no meio produtivo do Pará, responsável por 30% do feijão-caupi produzido na região Norte (safra de 2019/2020).
Feijão da colôniaO feijão-caupi [Vigna unguiculata (L.) Walp.], originário da África, é alimento de interesse econômico e social no Norte e Nordeste do país, com cultivos mecanizados em franca expansão no Centro-Oeste. Apreciado no Brasil desde a segunda metade do século XVI, rico em proteínas, aminoácidos essenciais, carboidratos, vitaminas, minerais e fibras, com ele se faz baião-de-dois, acarajé, saladas e outros pratos regionais. Nos Estados Unidos é chamado de cowpea (pronuncia-se caupi), planta comum em jardins residenciais e símbolo de prosperidade. Tem também o tipo denominado black-eyed peas – aquele com o ponto preto no grão parecendo um olho. Já no Brasil os nomes populares do feijão-caupi são muitos, como feijão de corda e feijão macassar, dependendo da região de plantio. Os paraenses o conhecem por feijão da colônia. |
Manejo programado
Para os autores da publicação, “o sucesso da cultura do feijão-caupi no estado do Pará está diretamente relacionado ao acompanhamento programado do cultivo”. Segundo eles, as técnicas de caráter preventivo, quando aplicadas no tempo certo e de forma eficiente, podem diminuir as perdas em volume e qualidade de produção decorrentes de condições de cultivo inadequadas.
“Nesse trabalho reunimos informações que permitem reconhecer facilmente os sintomas no campo e agilizam as decisões sobre medidas a serem adotadas contra a mela, a podridão cinzenta do caule, a mancha-café, a cercosporiose e a podridão de esclerócio, que são as doenças que causam perdas expressivas na cultura”, exemplifica Ruth Linda Benchimol, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA) e autora da publicação.
Há outras doenças de menor importância econômica, como carvão, mancha-alvo, oídio ou cinza e podridão das vagens, mas que também precisam ser manejadas, complementa a autora. Os resultados da pesquisa enfatizam a importância do manejo integrado das doenças, com adoção de várias práticas em conjunto, como é o caso da mela, cujo controle com medidas isoladas, de acordo com os estudos, não tem se mostrado eficaz.
A obra Doenças fúngicas do feijão-caupi no estado do Pará (clique sobre o título para acesso ao repositório Infoteca-e), resulta de uma pesquisa realizada no período que compreende os anos de 2011 a 2019, em campos do Marajó, Belém e Nordeste Paraense, este um tradicional polo de produção do grão no Pará.
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Tradição de pesquisa A Embrapa Amazônia Oriental tem tradição de pesquisa com feijão-caupi desde o início da década de 1960, quando a instituição ainda se chamava Instituto Agronômico do Norte (IAN). A publicação mais antiga que se pode encontrar no Portal Embrapa (internet) especificamente sobre feijão-caupi data de 1962, intitulada Feijão “cow-pea”: primeiros resultados experimentais no IAN. É de autoria de Natalina Tuma da Ponte, engenheira-agrônoma do IAN pioneira nos experimentos com essa cultura na Amazônia. Uma das das novas cultivares a serem lançadas em 2022 terá o nome da pioneira, BRS Natalina. |
Antes da recém-lançada circular técnica sobre doenças fúngicas, a Embrapa Amazônia Oriental abordou a temática do feijão-caupi no boletim de pesquisa e desenvolvimento intitulado Avaliação da produtividade de cultivares de feijão-caupi para cultivo no estado do Pará, que pode ser acessado diretamente clicando-se no título. O próximo boletim, prestes a ser publicado, virá em inglês, Phosphorus and zinc fertilization for cowpea in Amazonia, sobre fertilização de feijão-caupi com fósforo e zinco em condições amazônicas.
São coautores de Doenças fúngicas do feijão-caupi no estado do Pará, ao lado de Ruth Linda Benchimol, outros três pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental, Francisco Rodrigues Freire Filho, Rui Alberto Gomes Júnior e João Elias Lopes Fernandes Rodrigues; Carina Melo da Silva, professora na Universidade Federal Rural da Amazônia; Renata Sena Cardoso, engenheira florestal, ex-bolsista PIBIC; e Raquel Giselli Assis do Rosário, graduanda de Agronomia na Universidade Federal Rural da Amazônia.
Editada no formato de circular técnica,
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

