AGRONEGÓCIO
Investidores italianos buscam a Embrapa para diversificar a produção
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Um grupo de investidores italianos visitou a Embrapa Trigo, em Passo Fundo, RS, no dia 04/04, com o objetivo de conhecer alternativas para diversificar a produção na propriedade administrada no Rio Grande do Sul. O interesse é a produção de pequenos frutos e cereais de inverno para rotação com a soja.
A família Bucchi chegou ao Brasil em 1954, quando fundou a Fazenda Santa Rita, em Campinas do Sul, município na região nordeste do RS. A criação de gado e o cultivo de milho deram lugar a soja, mas o herdeiro Massimo Bucchi acredita no potencial da agricultura no Brasil voltada à produção de alimentos de maior valor agregado.
“Acredito que podemos maximizar a renda por hectare utilizando a propriedade de forma mais intensiva e com melhor uso da tecnologia disponível”. O italiano, que ainda mantém seus negócios na região de Bolonha, ao norte Itália, decidiu ampliar os investimentos na propriedade rural no Brasil, hoje com 3 mil hectares (ha). A paixão pelo mirtilo, fruto amplamente consumido na Europa e com mercado crescente no Brasil, é a primeira alternativa elencada por Massimo. O projeto prevê a divisão da propriedade em 50% para a produção de grãos e outros 50% para a fruticultura.
De acordo com o pesquisador Luis Eduardo Antunes, da Embrapa Clima Temperado, Pelotas, RS, que participou do encontro de forma virtual, o Brasil conta hoje com menos de 300 ha com cultivo de mirtilo. A produtividade varia de 4 a 12 toneladas/ha. As variedades que estão em cultivo são argentinas e americanas, com adaptação aos diversos microclimas da Região Sul.
“Existem variedades que exigem mais frio e outras menos tolerantes a geadas, por isso é preciso conhecer bem as características do clima e ambiente da região. Nas regiões mais quentes as plantas podem começar a produzir frutos em até um ano, enquanto no frio a produção comercial pode demorar até três anos para iniciar”, explica o pesquisador.
“Os solos ácidos da região noroeste do RS podem favorecer o cultivo do mirtilo”, avalia Andrá Di Rossi, pesquisadora da Embrapa Uva e Vinho, mas é necessário fazer a correção do alumínio no solo, que limita o crescimento das plantas. “Vamos identificar os microclimas dentro da propriedade e fazer a amostragem do solo para testar o cultivo do mirtilo, previsto inicialmente para 10 hectares”, conta o consultor técnico Araquém Ranzeto.
O projeto com mirtilo prevê o abastecimento do mercado interno, nacional e regional, além de avaliar outras possibilidades como kiwi e azeitonas. Atualmente o estado do RS é referência para investidores estrangeiros em pequenos frutos, com iniciativas bem sucedidas na costa doce e na serra, com a produção gaúcha voltada à exportação para suprir a demanda de pequenos frutos durante o inverno europeu.
“Enquanto o inverno na Europa e nos Estados Unidos limita a produção de frutas, nosso inverno sul-brasileiro é propício para a produção de pequenos frutos e citros. Esta condição ambiental favorece as exportações”, explica Casiane Tibola, pesquisadora da Embrapa Trigo, .
Dependência da monocultura
“A soja tem se mantido atrativa, mas não podemos depender apenas de uma cultura. Qualquer problema climático ou mesmo oscilação no mercado pode inviabilizar a propriedade”, considera o investidor Massimo Bucchi.
Além de diversificar a matriz produtiva na propriedade com pequenos frutos, Bucchi pretende movimentar a área com grãos também no inverno, investindo em cereais para forrageamento animal. “Vamos experimentar os trigos para pastejo, que terão dupla finalidade: cobrir o solo, reciclando os nutrientes; e alimentar o gado gerando uma segunda renda na integração lavoura-pecuária”, conclui o técnico Araquém Ranzeto.
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

