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Embrapa apresenta no Senado estudo sobre Campos de Cima da Serra
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Estudo feito pela Embrapa sobre as atividades agropecuárias na região conhecida como Campos de Cima da Serra, no Rio Grande Sul, foi apresentado durante audiência pública no Senado para debater o Projeto de Lei PLS 194/2018. Os dados do trabalho foram expostos pela chefe-adjunta de Pesquisa de Desenvolvimento da Embrapa Territorial (Campinas, SP), Lucíola Magalhães, em 24 de março. Além da unidade paulista, outros 11 centros de pesquisa da Embrapa participaram do estudo, realizado em 2018, que envolveu 46 pesquisadores e analistas, sob coordenação da Diretoria-Executiva de Pesquisa & Desenvolvimento.
De autoria da senadora Ana Amélia (RS), o projeto de lei em debate dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa dos Campos de Altitude associados ou abrangidos pelo bioma Mata Atlântica. A região dos Campos de Cima da Serra, de que trata o estudo da Embrapa, é uma das que se enquadram na categoria de que trata a proposta. Abrange 49 municípios e possuía mais de 50 mil imóveis registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR), em fevereiro de 2018.
Magalhães disse, na audiência pública, que a antropização da região é uma das mais antigas do Brasil. Ali, a pecuária expandiu-se, principalmente do século XVIII ao XIX. Depois vieram a exploração madeireira, da erva-mate e de outras atividades agrícolas. Uma nova aceleração da antropização ganhou espaço no século XX, com a expansão da produção de grãos, frutas e da silvicultura. Em 2018, era a maior produtora nacional de maçã, com destaque também no cultivo de uva, milho, soja e hortaliças, especialmente batata. A pecuária seguia em destaque, sendo que a produtividade média de leite do rebanho é 83% maior do que a média nacional. “A pecuária continua evoluindo na região, trazendo mais tecnologia, forrageiras melhoradas, integração com sistema ILPF, fazendo com que seja mais intensiva e melhore a produtividade”, analisou. “A Embrapa tem trabalhado para levar as melhores técnicas para os produtores rurais dessa região”, completou.
De acordo com os registros no CAR até fevereiro de 2018, analisados pela Embrapa, os imóveis rurais dos Campos de Cima da Serra ocupam quase 1,5 milhão de hectares, o equivalente a 63,5% da área da região. Os proprietários desses imóveis declararam destinar mais de 520 mil hectares para a preservação da vegetação nativa, o que representa 34,7% de suas terras, em média. A porcentagem é maior do que a média no Rio Grande do Sul – 20,5%.
O estudo da Embrapa também avaliou que a pobreza rural é um dos maiores desafios da região. Análise feita com base no Censo Agropecuário 2006 do IBGE, considerou em situação de pobreza 72,3% dos estabelecimentos agropecuários. A renda mensal deles é inferior a 10 salários mínimos mensais.
Além de Magalhães, apresentaram dados e opiniões sobre o PLS 194/2018, na audiência pública: João de Deus Medeiros, professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Marcelo Camardelli, assessor da Presidência da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Valério De Patta Pillar, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Adelar Mantovani, professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (UFSC), Rodrigo Justus, consultor jurídico e ambiental da Coordenação de Sustentabilidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e Leonardo Papp, consultor da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Promovida pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal, a audiência foi conduzida pelo senador Esperidião Amin (PP/SC) e contou com a participação do relator do projeto, o senador Jean Paul Prates (PT/RS).
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

