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Chefe-geral da Embrapa Agroenergia fez palestra de abertura na Green Rio 2022

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“Contribuições da agricultura para bioeconomia e descarbonização” foi o tema da palestra de abertura a Green Rio 2022, proferida pelo chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, que representou o presidente da Embrapa, Celso Moretti. A palestra aconteceu no dia 1 de setembro, no Rio de Janeiro, palco da 10ª edição do Green Rio/ Green Latin America, uma plataforma para negócios, inovação e pesquisa em bioeconomia e economia verde.

Futuro: desafios globais

O primeiro tópico abordado por Alonso em sua apresentação fôramos desafios globais do futuro. Para Alonso, os cinco principais serão, em ordem de importância: energia, água, alimento, ambiente e pobreza. “Temos diversos desafios pós-pandemia de Covid e conflito Rússia/Ucrânia, e boa parte deles tem relação com a produção de alimentos e energia”, disse Alonso.

Sobre o tema “Desenvolvimento Sustentável”, o pesquisador afirmou que os desafios globais são multifacetados e persistentes, e localizados em domínios interligados e interdependentes, como a biosfera, o sócio-institucional e o tecnológico/econômico. 

“Estamos gradualmente aprendendo que há  um erro de design nos processos de desenvolvimento (e em especial na economia tradicional). É imperativo que se promova desenvolvimento fundamentado em processos mais inteligentes de produção e consumo, de solução de conflitos, de promoção de progresso mais justo, menos assimétrico e, nesse sentido, políticas e ciência são elementos críticos”, afirmou.

Alonso também falou da visão sistêmica e os nexos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU/Agenda 2030, considerados por ele como “a reinvenção do conceito de desenvolvimento”.

Outra “reinvenção” apontada como necessária por Alonso é a do modelo econômico corrente, no qual as palavras de ordem passam a ser Bioeconomia, Economia Circular e Economia Verde. “Há muitos sinais indicando a necessidade de reinvenção do paradigma econômico dominante. A nova economia e a agricultura tem muito em comum e ambas são dependentes de sistemas biológicos, renováveis”, disse Alonso. 

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Descarbonização

O chefe-geral da Embrapa Agroenergia também falou do mercado de carbono, considerado por muitos a “commoditie do futuro”. “O Brasil é uma potência agroambiental e por isso podemos ser os maiores geradores de crédito de carbono do mundo”, disse Alonso.

Na apresentação, Alonso mostrou que cerca de 75% da oferta de créditos de carbono virá da agricultura, pecuária e florestas, e o Brasil poderá suprir até 37,5% da demanda mundial voluntária até 2030, gerando US$ 100 bilhões em créditos (ICC, 2021).

“Temos o desafio de recuperarmos 15 milhões de ha de pastagens degradadas, e implementarmos sistemas lavoura-pecuária-floresta (ILPF) em mais 5 milhões de ha até 2030, práticas que representam 98% do potencial de mitigação do setor”, disse Alonso, citando dados do ICC.

Ele também citou o caso de sucesso do RenovaBio, política pública brasileira que somente em 2022 já emitiu 57,41% da meta anual de créditos de descarbonização. Se a meta total for atingida, o Brasil deverá mitigar 20,66 milhões de toneladas de CO2, valor equivalente a 144,6 milhões de árvores em termos de captura de carbono. 

Bioeconomia e Agricultura Brasileira

Sobre bioeconomia/economia circular, Alonso citou a participação estimada da bioeconomia no Brasil, que é de aproximadamente13,8% do PIB, o que equivale a 286 bilhões de dólares.

O pesquisador também falou da pujança da agricultura brasileira, baseada em mais de 300 espécies de cultivos e que contribui com 26,6% do PIB e 20,1% da força de trabalho do País.

“Temos mais de 350 tipos de produtos que chegam a cerca de 200 mercados do planeta. E tudo isso mantendo 66,3% da vegetação nativa intacta”, ressaltou Alonso.

Alonso também falou do papel dos biocombustíveis na economia circular do carbono lembrando que, desde o lançamento dos veículos flex até fevereiro de 2019, o uso do etanol evitou a emissão de 535 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, o que equivale ao plantio de 4 bilhões de árvores ao longo de 20 anos. 

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“O Acordo de Paris nos trouxe a meta de reduzir 37% das emissões de gases do efeito estufa até 2025, em relação aos níveis de 2005, e tudo indica que até 2030 a meta será de reduzir 43% das emissões”, lembrou.

O futuro é bio

Concluindo a sua apresentação, Alexandre Alonso lembrou que ciência, tecnologia e inovação são os “drivers”, ou seja, o que move a bioeconomia, e que o futuro é bio.

“Hoje já temos novos mercados para os bioinsumos, bioprodutos e químicos renováveis e, por meio de tecnologias como a das biorrefinarias, onde se aproveita todo o potencial das biomassas, já se provou que é possível conciliar a produção de bioenergia sem impactar a produção de alimentos”, afirmou.

“Nosso planeta é finito, mas criatividade e inovação são processos sem limites, infinitos”, foi a mensagem final deixada por Alonso aos participantes da Green Rio 2022.

Reunião – Além da palestra, Alonso também participou da III Reunião do Comitê Diretivo da Cooperação Brasil-Alemanha em PD&I em Bioeconomia, também no dia 1/9. A Cooperação Bilateral vem sendo estruturada desde 2015, quando foi assinado um Memorando de Entendimento entre o MCTI e a BMBF (Ministério de Educação e Pesquisa da Alemanha) para Cooperação Científica e Tecnológica na área de Bioeconomia. 

Desde então os países articulam ações conjuntas, como as Chamadas Conjuntas lançadas em 2020 para a contratação de quatro projetos de desenvolvimento conjunto entre Brasil e Alemanha nos temas “Uso industrial da biomassa” e “Plantas medicinais e aromáticas”. Ambos os projetos tiveram seus resultados preliminares apresentados na Green Rio 2022.

Fonte: Embrapa

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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