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Bombeiros aprendem sobre vegetação e importância da preservação do Cerrado
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Duas turmas do Curso de Formação de Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), totalizando 50 cadetes, realizaram um treinamento na Embrapa Cerrados (Planaltina/DF) nos dias 10 e 11 de agosto. A visita técnica integra a disciplina “Proteção ao Meio Ambiente” e visa conscientizar os oficiais sobre as fitofisionomias do Cerrado e a importância da proteção do bioma. Há mais de uma década, a Embrapa Cerrados recebe de forma periódica militares do Corpo de Bombeiros, Fuzileiros Navais e Polícia Militar com o objetivo de conhecer a diversidade de ambientes e respectivas fitofisionomias do Cerrado, assim como, a riqueza da flora do bioma.
Essas intervenções dos militares na unidade de pesquisa antecedem o período de exercício de sobrevivência no Cerrado que geralmente ocorre no Centro de Instrução e Adestramento de Brasília. “A missão do Corpo de Bombeiros também envolve proteção ambiental. Nesse sentido, é importante haver uma conscientização para sabermos a cultura e os valores agregados das plantas, dos frutos, para sabermos o que estamos protegendo’’, conta o tenente Arthur Luís, que coordenou o grupo no segundo dia do treinamento.
O supervisor do Setor de Avaliação e Prospecção de Tecnologias (SPAT) da Embrapa Cerrados, João Luís Dalla Corte, deu as boas-vindas aos cadetes. Ele falou sobre a atuação da Embrapa Cerrados no desenvolvimento de pesquisas e soluções tecnológicas sustentáveis para o bioma Cerrado. Os militares conheceram espécies nativas do Cerrado que podem ser aproveitadas para consumo e uso em situação de sobrevivência em ambientes diversos, assim como as formações vegetais e outros assuntos relacionados ao bioma, como a importância das bacias hidrográficas e os mananciais de águas superficiais e subterrâneas que ocorrem no Cerrado.
A atividade foi coordenada pela pesquisadora Araci Alonso, que ministrou os conteúdos durante visita guiada pela Trilha da Coruja e pela área verde da Unidade, e em uma palestra sobre frutos e formações vegetais do bioma Cerrado. A cadete Mariana Costa, de 31 anos, considerou inovadora a atividade prática com a fauna do Cerrado. “O que mais me chamou atenção foi ter o contato direto com os frutos, extrair os alimentos, saber distinguir o que é comestível do que não é, e o que é medicinal’’. A cadete também comentou sobre a experiência inesperada com a degustação de corós do fruto da palmeira gueroba. “Achei bem exótico, pois foi a primeira vez que comi larvas de besouro que se alimentam da amêndoa dos coquinhos”.
Segundo o tenente Arthur, todos os alunos passarão por uma instrução de sobrevivência. “É importante eles saberem reconhecer o que vai fazer bem a eles e o que não fará, no caso de uma necessidade de sobrevivência extrema’’, explica. O cadete Marcos Souza, de 37 anos, fala de sua experiência durante as atividades. “O curso está sendo mais proveitoso do que o esperado, porque recebemos um tanto de conhecimento em ambiente natural, olhando para a vegetação com a professora Araci, enquanto ela nos passava o conhecimento sobre diversas árvores do Cerrado. Isso é muito bom, muito importante para nossa profissão e para nossa carreira’’, compartilha o bombeiro.
O cadete Marcos falou sobre sua percepção a respeito da importância de conhecer a diversidade da flora e fauna do bioma. “O Cerrado é um dos biomas mais importantes do país devido à sua biodiversidade e eu acredito que grande parte da população não tem essa informação e acaba por não preservar o Cerrado, praticando muito crimes, principalmente os incêndios florestais. Então eu acredito que o conhecimento para todos a respeito da biodiversidade do Cerrado é de suma importância para que todos possam ter a consciência de preservá-lo. Você pode usufrui-lo, mas, de forma sustentável, porque se você destrói, você vai estar destruindo não só para as gerações de hoje, mas também para as futuras gerações’’, afirma o cadete.
Fonte: Embrapa
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

