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Aberto o edital de licenciamento para comercialização das variedades de açaí da Embrapa

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Está aberto o edital para licenciamento de produtores de sementes e mudas de açaí que tenham interesse em comercializar as cultivares BRS Pará e BRS Pai d’Égua, variedades de açaizeiro para terra firme desenvolvidas pela Embrapa. As cultivares são mais produtivas e recomendadas para as áreas de terra firme e já estão presentes em quase 50 mil hectares principalmente nos estados do Pará, Amazonas, Maranhão e Bahia, com potencial para ampliar o cultivo e ofertar mais frutos aos mercados nacional e internacional.

Qualquer produtor inscrito no Registro Nacional de Sementes e Mudas, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), pode participar do processo seletivo enviando mensagem ao e-mail [email protected], até às 17h do 17 de junho.

Acesse aqui o edital completo

Mais informações: (91) 3204-1299

O interesse do mercado é um dos principais fatores para expansão do cultivo do açaí em terra firme. A Embrapa estima que o crescimento anual da demanda de mercado por esse fruto está em torno de 15%, já o crescimento da produção é de 5% ao ano. “Então existe uma lacuna importante para esse crescimento e a produção, principalmente na entressafra, é uma oportunidade muito interessante aos agricultores”, afirma o pesquisador João Tomé de Farias Neto, da Embrapa Amazônia Oriental, Unidade que desenvolveu as duas variedades.

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O produtor selecionado pelo edital deverá celebrar contrato de cooperação técnica com a instituição para a gestão de campos de produção, multiplicação e comercialização de sementes e mudas das duas cultivares como “Tecnologia Embrapa”.

Mais produção o ano todo

Lançada em 2019 com o objetivo de promover a ampliação do cultivo do açaí em terra firme, a BRS Pai d’Égua tem como diferencial a distribuição bem equilibrada da produção anual, um passo importante para superar a sazonalidade da produção de frutos, segundo o pesquisador. Com irrigação e adubação adequadas, a BRS Pai d’Égua produz 46% no período da entressafra (de janeiro a junho) e 54% na safra (de julho a dezembro). Outro ponto forte desse açaizeiro é a maior produtividade, chegando a 12 toneladas ao ano por hectare, enquanto o açaí manejado de várzea e o cultivado em terra firme sem irrigação produzem cerca de três toneladas anuais por hectare. Além disso, seus frutos menores rendem 30% mais polpa que os materiais tradicionais.

Expansão do cultivo

O trabalho de monitoramento da adoção da BRS Pai d’Égua tem mostrado a ampliação dessa tecnologia no Brasil. As vendas de sementes e mudas da variedade atingiram o quantitativo de 11.516 quilos de sementes e 73.739 mudas em 2021, representando um aumento nas vendas de 158% nas sementes e de 395% na procura por mudas, em relação ao ano de 2020. Os estados que lideram o ranking da aquisição de sementes e mudas são Pará, Amazonas, Maranhão e Bahia.

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A Embrapa Amazônia Oriental estima que, em menos de três anos desde o seu lançamento, a BRS Pai d’Égua está presente em 9.964 hectares no país, marco previsto para ser alcançado a partir de 2025.

Mas a ampliação do cultivo do açaí fora da várzea e dos limites regionais tem como marco o desenvolvimento da primeira cultivar de açaizeiro para terra firme, a BRS Pará, lançada pela Embrapa em 2005. Estima-se que a cultivar está presente, atualmente, em 36.280 hectares, principalmente nos estados do Pará, Amazonas e Maranhão.

Produção nacional 

O Brasil produziu em 2020 aproximadamente um milhão e 700 mil toneladas de frutos nas áreas de várzea (manejo de açaizais nativos) e em terra firme (plantio), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado do Pará é o maior produtor nacional com cerca de um milhão e 540 mil toneladas (IBGE/PAM/PEVS, 2021). A produção nacional de açaí, que cresceu aproximadamente 10% em três anos, movimentou quase R$ 5 bilhões em 2020, um aumento de R$ 2 bi em relação a 2018 (IBGE/PAM 2021 – Ano de referência 2020).

Fonte: Embrapa

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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