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Embrapa inicia projeto com tecnologias ABC no Tocantins
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Encontro com técnicos aconteceu em Palmas
Começou mais um projeto da Embrapa no Tocantins na perspectiva de incentivo à prática de uma agricultura com baixa emissão de carbono. O ABC Agrossustentável trabalha com transferência de tecnologias para a produção de grãos numa das regiões de expansão dessa atividade no país.
Quem explica o objetivo é a pesquisadora Márcia Grise: “incentivar a adoção de práticas agropecuárias sustentáveis com foco em tecnologias de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), notadamente plantio direto, integração lavoura-pecuária e recuperação de pastagens degradadas”. Ela explica que o novo projeto é uma continuação do ABC Soja Sustentável que, apesar do nome, trabalhou também com outras culturas agrícolas.
Encontro – E uma das primeiras ações do projeto foi um encontro presencial, ocorrido na última semana em Palmas, em que Embrapa e parceiros apresentaram aos técnicos presentes o funcionamento, os objetivos e a metodologia do ABC Agrossustentável.
Como acontece em outros projetos de transferência de tecnologia, a ideia é que também nesse cada técnico conduza ao menos uma Unidade de Referência Tecnológica (URT). Nessa área, que fica dentro de alguma propriedade rural que o técnico atenda, são implantadas tecnologias específicas para as condições de solo e clima da região.
O ideal é que cada URT seja uma espécie de vitrine, uma referência para outros produtores rurais da região, que nela podem ver, na prática, os benefícios trazidos pelas tecnologias apropriadas. Todo esse trabalho tem a coordenação da Embrapa, cujos técnicos periodicamente também farão visitas às propriedades participantes do projeto.
Foi o primeiro de uma série de encontros do projeto. “Conseguimos levar a ideia geral do ABC Agrossustentável aos possíveis técnicos participantes e vamos continuar com esse trabalho de buscar novos técnicos para entrarem no projeto”, explica Márcia. Participaram cerca de 30 técnicos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (Ruraltins), da Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (Coapa) e de empresas privadas de consultoria.
Um dos participantes foi Mardônio Vilanova Queiroz, agrônomo do Ruraltins que trabalha em Tocantinópolis, na região do Bico do Papagaio. Ele aprovou o encontro: “é muito interessante, traz muita informação, muito incremento tecnológico, muitos testes de campo que a gente vai tentar replicar, levar esse conhecimento para os produtores na tentativa de melhorar a produção e a produtividade, seja na área da pecuária, seja na agricultura”.
Fonte: Embrapa
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

