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Municípios terão hortas comunitárias como apoio no combate à fome
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Ter alimentação adequada e saudável é um direito de todo cidadão, previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 e na Constituição da República do Brasil de 1988. Entretanto, conforme dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), apenas quatro em 10 famílias brasileiras têm acesso pleno à alimentação. Para debater o combate à fome e traçar estratégias para a preservação da segurança alimentar, o fortalecimento da agricultura familiar e a produção sustentável, o Ministério Público de Mato Grosso promoveu mais duas rodas de conversa do “Projeto Cibus – Você tem fome de quê?”, na quinta-feira (21).
Os encontros ocorreram em Tapurah (a 433km de Cuiabá) e em São Félix do Araguaia (a 1.200km da Capital), respectivamente coordenados pelos promotores de Justiça Ana Paula Silveira Parente e José Luciano da Silva. As rodas de conversa reuniram pequenos produtores rurais, gestores municipais, representantes de associações e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). Por fim, ficou acertada a implantação de hortas comunitárias em escolas públicas dos municípios, incluindo a de Itanhangá, município que é atendido pela comarca de Tapurah.
“A construção das hortas nas unidades de ensino possibilitará interação entre professores, alunos e demais envolvidos no processo de aprendizagem, oportunizando trabalhar o assunto de forma interdisciplinar, na medida em que envolverá questão de diferentes disciplinas”, defendeu a promotora de Justiça Ana Paula Silveira Parente. Segundo ela, foram selecionadas três escolas para a criação das hortas: Escola Municipal Vinícius de Moraes, localizada na cidade de Tapurah/MT; Escola Municipal Renascer, situada no Distrito Novo Eldorado; e Escola Estadual Bromildo Lawisch, em Itanhangá.
A promotora acrescentou que “os alimentos produzidos serão utilizados na própria merenda escolar da unidade de ensino em que a horta foi implantada e, caso haja excedentes na produção, poderá a escola realizar a doação a outras instituições do município, bem como distribuir aos familiares dos estudantes”.
O promotor de Justiça José Luciano da Silva reforçou que o debate chamou atenção para o problema da segurança alimentar não apenas no município de São Félix do Araguaia, como também nas cidades vizinhas de Alto Boa Vista, Luciara e Novo Santo Antônio. “O resultado foi o melhor possível. A comunidade demonstrou grande interesse em participar da próxima etapa do projeto, que consistirá na implantação de hortas sustentáveis em escolas da rede pública de São Félix do Araguaia”, considerou.
O projeto – Cibus é uma palavra em Latim, que na língua portuguesa significa comida, alimento. O projeto, idealizado pelo Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa dos Direitos Humanos, Diversidade e Segurança Alimentar, foi lançado em fevereiro deste ano e está entre as prioridades do Planejamento Estratégico Institucional (PEI) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso. As rodas de conversa começaram no mês passado, após a realização de escuta social, da estruturação do Cibus e da articulação junto ao Governo de Mato Grosso para efetivação da Política Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Pesan).
Fonte: MP MT
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Justiça indefere pedidos e marca audiência em processo de vereador
Em conformidade com a manifestação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) na ação penal ajuizada contra o vereador por Cuiabá e policial militar da reserva tenente-coronel Marcos Eduardo Ticiane Paccola, a Justiça não admitiu como assistente de acusação Janaína Maria Santos Cícero de Sá Caldas, indeferiu o pedido da defesa acerca da reprodução simulada dos fatos (reconstituição) e designou audiência de instrução e julgamento para o dia 31 de outubro de 2022, às 14h. A decisão foi proferida na tarde desta segunda-feira (12).
O vereador foi denunciado em julho deste ano por homicídio duplamente qualificado (mediante utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por motivo torpe) praticado contra o policial penal Alexandre Miyagawa de Barros.
Em agosto, o Núcleo de Defesa da Vida do MPMT se manifestou contrário à habilitação como assistente de acusação formulado por Janaína Caldas, na condição de convivente da vítima Alexandre Miyagawa de Barros. Conforme o MPMT, embora Janaína Caldas tenha requerido a habilitação como assistente de acusação na condição de convivente da vítima, não apresentou nenhum documento ou quaisquer outros elementos de convicção que comprovassem o alegado vínculo. O argumento foi acatado pelo juízo da 12ª Vara Criminal de Cuiabá.
A respeito do pedido da defesa do vereador, o MPMT argumentou ser “totalmente desnecessária a reprodução dos fatos, sobretudo porque o crime foi gravado pelas câmeras existentes no local, cujas imagens são claras e demonstram à saciedade toda a dinâmica delituosa”. E acrescentou ser evidente que o “requerimento da defesa tem o único e reprovável intuito de atrasar o andamento processual”, uma vez que não existiria razão para reproduzir um crime filmado.
O Núcleo de Defesa da Vida pediu ainda a designação de audiência de instrução, o que também foi atendido. Conforme a decisão, a audiência inicialmente será presencial, podendo ser realizada por videoconferência caso o MPMT e a defesa manifestem o desejo por isso.
Fonte: MP MT

