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Embrapa renova parceria com a Universidade A&M do Texas
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Foi assinado terça-feira (31) memorando de entendimento entre a Embrapa e a Universidade A&M do Texas (Tamu), dos Estados Unidos, que representa a retomada de ações de PD&I em áreas de interesse bilateral. A iniciativa tem por referência projeto de cooperação conjunto, aprovado em edital publicado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A solenidade oficial para formalização da parceria está confirmada para 13 de junho, no campus da universidade, com a presença do diretor-executivo e do secretário de P&D da Embrapa, Guy de Capdeville e Bruno Brasil, e do coordenador do Labex EUA Canadá, Alexandre Varella.
“Trata-se de uma cooperação importante, a partir da qual serão fortalecidas áreas prioritárias bem específicas dentro da agenda da Embrapa”, disse Varella, referindo-se ao potencial de projetos em edição gênica de cultivo e produção animal, mudanças climáticas, agriculturas de precisão e digital, melhoramento genético, ciências de alimentos e bioeconomia. A partir de agora, terão início as articulações entre as equipes das duas instituições, com a possibilidade de um worshop para construção de propostas.
Segundo o coordenador, os contatos iniciais que resultaram na assinatura foram feitos pela Embrapa Pecuária Sudeste, na área de melhoramento genético. “Com a manifestação do interesse da Unidade, buscamos a aproximação com a instituição norte-americada, considerada uma das mais inovadoras do País”, contou. No encontro programado para a próxima semana, está prevista a avaliação de novas colaborações de projetos, a partir dos principais desafios dos portfólios Biotecnologia, Mudanças Climáticas, Nutrientes e Insumos Biológicos, entre outros. “Além disso, estarão na pauta o intercâmbio de pesquisadores e possibilidades de chamadas conjuntas e captação de recursos com parceiros externos, como o Instituto Nacional de Alimentação e Agricultura (Nifa), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)”.
Intercâmbio histórico
Há décadas, a Embrapa e a Universidade A&M do Texas têm trabalhado em temas de interesse comum relacionados à agropecuária. O histórico de parcerias entre as instituições, por meio de memorandos de entendimento celebrados em 1979 e entre 2010 e 2015, envolve a execução de projetos de pesquisa e intercâmbio de pesquisadores (pós-graduação, pós-doc e cientistas visitantes).
Segundo o supervisor de Gestão da Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste, José Alberto Portugal, a parceria vai fortalecer a promoção de oportunidades de intercâmbio de pesquisadores, com duração de médio e longo prazo, para submissão a agências de financiamento externos. “O memorando de entendimento assinado faz parte do projeto que envolve a Fapesp e poderá resultar na submissão de novas propostas, com oportunidades inclusive para participação de outras UDs”, diz.
O projeto “Desvendando a variabilidade genética de espécies de Paspalum: Genômica e citogenética para uso no melhoramento de materiais forrageiros perenes/Unlocking the genetic variability of Paspalum species: Genomics & cytogenetics for improved perennial forage feedstocks” é liderado pela pesquisadora Alessandra Pereira Fávero (Embrapa Pecuária Sudeste) e pelo professor Russel W. Jessup (Tamu).
O trabalho é resultado da linha de pesquisa iniciada entre as equipes das duas instituições, quando a pesquisadora brasileira esteve como cientista visitante na Universidade A&M do Texas por 13 meses, entre abril de 2017 e maio de 2018, para desenvolver protocolos otimizados para as técnicas de poliploidização de cromossomos, caracterização citogenética e molecular e modo reprodutivo de espécies de Paspalum, em colaboração com os pesquisadores Russell Jessup e Byron Burson (USDA-ARS).
Os objetivos principais do projeto são induzir a poliploidização de duas espécies diploides de Paspalum, determinar o comportamento citogenético e reprodutivo de todos os poliploides obtidos e identificar marcadores moleculares ligados à apomixia em Paspalum.
Em 18 de maio, foi promovido pela Embrapa Pecuária Sudeste workshop de integração relacionado a projetos sobre a espécie de forrageira Paspalum, em parceria com a Universidade A&M do Texas, na área de melhoramento genético de espécies perenes.
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

