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Embrapa sugere alteração no limite máximo tolerável de cobre para o mercado das castanhas

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Nota técnica assinada pela Embrapa Agroindústria Tropical forneceu subsídios para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitisse parecer favorável à alteração do limite máximo tolerável de contaminantes (LMT) de cobre em castanhas, passando de 10 mg/kg para 30 mg/kg. A medida abrange castanhas, nozes, pistaches, avelãs, macadâmia e amêndoas. 

Havia preocupação, por parte do setor, com o limite anteriormente estabelecido, que poderia inviabilizar a produção e a comercialização do produto. Atendendo a uma demanda da indústria de amêndoas de caju, a Unidade realizou o estudo que determinou os novos parâmetros de segurança alimentar. Os pesquisadores Marlos Bezerra e Carlos Taniguchi assinam a nota técnica que descreve como se manifesta a presença do cobre nas castanhas de caju, comprovando que o material faz parte da fisiologia da planta. Os teores de cobre encontrados no fruto são oriundos do processo natural de nutrição da espécie.

Após analisar as evidências apresentadas, a Anvisa concluiu que “o LMT anterior era desproporcional, já que não refletia adequadamente a ocorrência natural do cobre nestes alimentos”. O novo índice foi publicado na Instrução Normativa nº 152, de 3 de maio de 2022. A indefinição sobre os indicadores colocaria em risco a indústria de processamento de castanha de caju no Brasil, uma vez que os produtos estariam sendo comercializados fora da norma.

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“Não houve nenhum problema para a indústria, haja vista que a correção foi realizada um dia antes da instrução normativa entrar em vigor. Caso não tivesse havido essa reversão com o nosso trabalho, aí sim, as indústrias iriam sofrer restrições para a venda das amêndoas”, avalia Bezerra. 

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Gustavo Saavedra, os pesquisadores realizaram um levantamento meticuloso a fim de encontrar alguma relação entre doenças relacionadas ao consumo de cobre. “Nada foi encontrado, muito pelo contrário: o cobre presente nas amêndoas é apontado como um fator benéfico para a saúde humana. Nós seres humanos também precisamos de cobre, em pequenas quantidades, por isso a Anvisa é tão cuidadosa com isso”, afirma.

“O estabelecimento do novo valor garante a segurança do alimento que chega ao consumidor, bem como a viabilidade operacional de todo um segmento industrial e dos produtores a ele associados. Além disso, em outros países consumidores e produtores da castanha de caju, o indicador é equivalente ou superior ao previsto pela instrução da Anvisa”, complementa o chefe.

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Articulação e reconhecimento

De acordo com Marlos Bezerra, o pedido de correção foi feito pela Associação Brasileira de Nozes, Castanhas e Frutas Secas (ABNC). Em resposta, a Anvisa solicitou dados técnicos que fundamentassem a solicitação. “Fomos contactados e preparamos a nota técnica que foi enviada à Anvisa por meio dessa associação. Em seguida, a Embrapa Agroindústria Tropical atuou junto aos setores produtivo e político para que a nota fosse colocada em discussão antes da entrada em vigor da instrução normativa”, explicou. 

Em virtude da repercussão do acontecido na cadeia produtiva de caju, a UD realizou uma transmissão ao vivo, em seu canal no YouTube, no último dia 5, para prestar mais esclarecimentos.  Em reunião ocorrida em Brasília (DF) no começo deste mês, a deputada federal e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, destacou o papel da Embrapa na elaboração da nota técnica que estabeleceu os limites máximos tolerados de contaminantes na castanha de caju, permitindo que a atuação do setor não fosse inviabilizada. 

Fonte: Embrapa

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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