AGRONEGÓCIO
Live debate pesquisa, inovação e indústria na cadeia produtiva do cupuaçu
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Pesquisa, desenvolvimento e inovação para agregação de valor aos produtos da biodiversidade amazônica é o tema da segunda live sobre os desafios e as oportunidades da cadeia produtiva do cupuaçu, que acontece nesta quinta-feira, 12/05, às 18h (horário de Brasília), no canal da Embrapa no Youtube. O debate on-line marca o lançamento do kit clonal Cupuaçu 5.0 – coleção de clones de alta produtividade e resistentes à vassoura-de-bruxa.
É o segundo evento sobre a cadeia produtiva do cupuaçu, que visa fomentar o debate sobre o desenvolvimento sustentável da Amazônia com base na bioeconomia, destacando o potencial do fruto no mercado de produtos de alto valor agregado. O encontro terá como painelistas a economista Camille Bemerguy, que é diretora de Bioeconomia, Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais na Secretaria de Estado de Meio ambiente e Sustentabilidade (Semas); Ekkehard Gutjahr, CEO da empresa Amazon Oil, que processa óleos e manteigas da floresta amazônica; e Alberto Oppata, agricultor e presidente da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta).
| O Kit Cupuaçu 5.0 é composto pelas cultivares de cupuaçuzeiro BRS Careca, BRS Fartura, BRS Duquesa, BRS Curinga e BRS Golias e prometem boa resistência à vassoura-de-bruxa, principal doença que atinge os pomares, e alta produtividade de polpa e também de amêndoas. Essa dupla aptidão da fruta atende à demanda potencial da cadeia do cupuaçu, que aposta na versatilidade do produto e conquista mercados nacionais e internacionais a partir da valiosa manteiga que é extraída do processamento da amêndoa. |
Amêndoas promissoras
A fruta é marcante por seu sabor e fragrância exóticas, mas a amêndoa, até há pouco tempo descartada no processamento, tem conquistado mercados competitivos com a fabricação da manteiga, usada na indústria nacional e internacional de cosméticos e gastronômica e ainda na fabricação de cupulate, doce semelhante ao chocolate. Está na amêndoa, segundo os especialistas, o foco do mercado internacional em relação a esse fruto, que de acordo com dados da Transparency Market Research (TMR), deve movimentar até 62 milhões de dólares até 2030.
De acordo com o levantamento da produção agrícola, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), o Pará produz em média 27 mil toneladas de cupuaçu por ano em uma área de 8,5 mil hectares. Os principais produtores estaduais são os municípios do Acará, Tomé-Açu e Moju, todos localizados na mesorregião Nordeste Paraense.
Pesquisa e inovação
A Embrapa iniciou a pesquisa com o cupuaçu na década de 80 com a implantação de seu programa de melhoramento genético da espécie. O foco no campo e na agroindústria sempre esteve no cerne da pesquisa, que na década de 90 desenvolveu o processo de obtenção do cupulate em pó e em tablete. O produto foi patenteado em 2003 e atualmente é de domínio público. A patente foi concedida à Embrapa em 2003.
Em 2012, a Embrapa Amazônia Oriental lançou sua primeira cultivar de cupuaçuzeiro, a BRS Carimbó, que atualmente está presente em todos os estados da região Norte e na Bahia. De acordo com o Balanço Social 2021 da Embrapa, o benefício econômico gerado às regiões que usam essa tecnologia foi de aproximadamente 1,3 milhões de reais, decorrentes principalmente do aumento da produtividade e da estabilidade do preço do produto em 2021.
Os trabalhos com o processamento agroindustrial do fruto resultaram em bebidas mistas (blends), barras multifuncionais e estruturados de fruta. Além disso, a metodologia para a substituição de copa do cupuaçuzeiro no campo é uma das principais ferramentas de combate à vassoura de bruxa e aumento de produtividade utilizada atualmente nas lavouras.

Série de lives
Quem não acompanhou a primeira live da série “Cupuaçu: desafios e oportunidades”, realizada no dia 05/05, pode assistir neste link, que está disponível também no canal da Embrapa no Youtube. E a terceira e última live ocorre no dia 19/05 com o tema Sistemas integrados de produção com cupuaçu e modelos de negócios que promovam o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

