AGRONEGÓCIO
Embrapa debate desafios e oportunidades para o setor de alimentos e bebidas na Anufood Brazil 2022
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A Embrapa e representantes das principais associações da indústria de alimentos e bebidas debateram na tarde do dia 13 os desafios e oportunidades para o setor, no espaço Food Trends da Anufood Brazil 2022.
O evento reuniu a Associação Brasileira de Alimentos (ABIA), a Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS), a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados (ABIMAPI), a Associação Brasileira de Nozes, Castanhas e Frutas Secas (ABNC) e a Associação Brasileira de Veganismo com o objetivo de apontar para a pesquisa agropecuária demandas e possíveis soluções que podem ser viabilizadas por intermédio de projetos de inovação aberta com as empresas desses setores.
O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ), André Dutra, destacou as ações de sustentabilidade da Embrapa como o desenvolvimento de protocolos para a descarbonização nas cadeias produtivas da carne, leite, soja e café, bem como as inovações e soluções tecnológicas que visam atender desafios do mercado de alimentos e bebidas e características que agregam valor para consumidores brasileiros como a valorização dos produtos da biodiversidade, a redução de perdas e desperdícios e a promoção da economia circular.
Demandas para a pesquisa
O uso sustentável de produtos da biodiversidade brasileira, especialmente frutas e castanhas como ingredientes para os Sorvetes Marca Brasil, é a principal demanda da ABIS. “Para isso queremos conectar fabricantes e fornecedores, que são nossos associados, com a Embrapa e promover capacitação para agricultores familiares e extrativistas a fim de melhorar a qualidade e a segurança desses produtos e também contribuir com o desenvolvimento local, a geração de emprego e renda e a fixação desses trabalhadores na região”, defendeu Eduardo Weisberg, presidente da associação.
Para o presidente da ABNC, José Eduardo Cardoso, estimular o consumo de nozes e castanhas no País é uma alternativa importante para promover uma alimentação mais saudável e nutritiva para a população, uma vez que são ricas em zinco, ferro, cálcio e selênio e possuem propriedades funcionais, além de gerar renda aos extrativistas e agricultores e garantir a manutenção da floresta em pé.
As nozes e castanhas estão presentes em todos os biomas brasileiros, a exemplo do baru no Cerrado, a noz pecã nos Pampas, a castanha-do brasil na Amazônia, a macadâmia na Mata Atlântica, a castanha de caju no Nordeste e a Macaúba em diversas regiões. Mas os desafios do setor, para os quais precisam do apoio da pesquisa agropecuária, estão vinculados principalmente a questões sanitárias e para o registro dos produtos pelas pequenas culturas (minor crops).
Os principais desafios para as empresas da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados, de acordo com a sua diretora técnica, Sonia Romani, estão nas novas legislações, prestes a entrar em vigência, tais como a rotulagem frontal (outubro/2022) – em relação aos teores de açúcares nos alimentos, para a redução de sódio, quanto aos alimentos considerados integrais (22/abril/2022) e a exigência da logística reversa de embalagens.
Mas, a principal e mais urgente demanda do segmento em relação à contribuição da Embrapa é buscar a autossuficiência do trigo, em razão do risco do prolongamento da guerra entre Rússia e Ucrânia, principais países exportadores do grão, e o consequente impacto na elevação do preço do trigo no Brasil.
Alexandre Novachi, Diretor de Assuntos Regulatórios e Científicos da ABIA – entidade que reúne 120 empresas do segmento – destacou que são quatro os desafios principais do setor: o combate à fome, a segurança alimentar, o respeito às questões ambientais e a transformação digital, e que é necessário trabalhar no combate à desinformação, porque há muito mito e informação desvinculada de comprovação científica circulando entre a população a respeito desses temas, além da necessidade de também se combater a fraude alimentar.
“Hoje os consumidores estão em busca de novidades, de produtos diferenciados que tenham confiabilidade e qualidade, sejam eles veganos ou não. E, quando o produto possui certificação, o interesse é maior, porque se agrega valor àquela marca”, lembrou Laura Kim, presidente da Associação Brasileira de Veganismo. A associação já creditou, a pedido de empresas do setor de alimentos e bebidas, mais de 3.200 produtos certificados como veganos.
Anufood
A Anufood Brazil é o maior evento nacional do setor de alimentos e bebidas, e nessa terceira edição em que a Embrapa participa como parceira estratégica, o evento deve receber mais de 15 mil visitantes nacionais e internacionais que atuam direta ou indiretamente na indústria de alimentos e bebidas, interessados em novos produtos, tendências e boas práticas que serão apresentadas pelos mais de 300 expositores do evento.
Serviço
Anufood Brazil 2022 (https://www.anufoodbrazil.com.br/)
Data: 12 a 14 de abril de 2022
Feira: 10h às 19h
Local: São Paulo Expo
Endereço: Rodovia dos Imigrantes Km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP
Localização Estande Embrapa: Rua D-600
Site da Embrapa na Anufood Brazil 2022 (https://www.embrapa.br/embrapa-na-anufood-2022)
AGRONEGÓCIO
Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

