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Revista Brasileira de Milho e Sorgo completa 20 anos e lança edição especial
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Em 2022, a Revista Brasileira de Milho e Sorgo (RBMS) completa 20 anos de existência. De acordo com o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo Roberto dos Santos Trindade, editor-adjunto da publicação, para marcar os 20 anos do periódico será lançada uma série de revisões em edição especial intitulada “Melhoramento de Milho em Regiões Tropicais”. “Nessa edição, solicitamos a um grupo de pesquisadores e professores de diferentes instituições públicas e privadas, com grande expertise em suas áreas de atuação, 13 artigos de revisão em temas relacionados ao melhoramento de milho no Brasil. Esses artigos já começaram a ser disponibilizados gratuitamente no site da revista, sendo que a cada semana dois novos textos serão liberados”, antecipa.
Iniciando a série de revisões, dois artigos estão disponíveis para leitura. O primeiro, intitulado “Genetically modified corn in Brazil: historical, results and perspectives”, é de autoria de Ivan Schuster, Ricardo Augusto de Oliveira Rodrigues e Edimilson Linares, pesquisadores da Longping High-Tech Biotecnologia Ltda. O segundo trabalho, intitulado “History, development and market of maize cultivars with low seed cost in Brazil”, é de autoria da pesquisadora Maria Elisa Ayres Guidetti Zagatto Paterniani (Instituto Agronômico – IAC, de Campinas-SP) e do engenheiro agrônomo Sylmar Denucci (Coordenadoria da Assistência Técnica Integral – CATI).
Segundo a pesquisadora Maria Elisa, a presente revisão apresenta um breve histórico do melhoramento convencional de milho no Brasil, iniciado no Instituto Agronômico em Campinas (IAC) em 1932, bem como as principais alternativas de sementes de baixo custo para pequenos e médios agricultores desenvolvidas por empresas públicas de P&D, destacando-se os híbridos intervarietais.
Descreve ainda o programa de variedades da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), no estado de São Paulo, num depoimento do colega Sylmar Dennucci, e mostra o programa de melhoramento da Embrapa Milho e Sorgo, que obteve variedades de destaque para nichos de mercado e condições especiais de cultivo, como as do Cerrado e do Nordeste. “As instituições públicas têm importante contribuição no desenvolvimento de cultivares de baixo custo de milho e de variedades para nichos específicos e, mesmo que o mercado atual seja dominado por sementes transgênicas, deverão continuar oferecendo alternativas para o pequeno e médio produtor”, complementa a pesquisadora.
Para o editor-adjunto Roberto Trindade, pesquisador da área de Melhoramento de Milho, a divulgação científica desses trabalhos tem o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o estado da arte do melhoramento do cereal no Brasil. “Esperamos que esta série de trabalhos, para além do marco histórico deste ciclo de sucesso da Revista Brasileira de Milho e Sorgo, colabore também com o avanço do conhecimento sobre o melhoramento de milho nos trópicos e incentive novos leitores e potenciais autores para contribuir com a RBMS”, destaca.
Milho – Segundo a pesquisadora do IAC e melhorista de milho Maria Elisa A. G. Zagatto Paterniani, a cultura do milho é uma das mais complexas e importantes do mundo, dados a sua enorme variabilidade genética, os avanços científicos, as variadas formas de utilização e a amplitude de cultivo, desde por pequenos produtores até como uma das maiores commodities brasileiras. Os artigos enfocam essa imensa gama de conhecimentos e resultados do melhoramento de milho, desde o melhoramento clássico até os avanços biotecnológicos, incluindo ainda sistemas de produção, resistência a doenças, tolerância a estresses e outros.
Sobre a Revista – Desde seu início, em 2002, a RBMS tem sido referencial de conhecimento nas culturas do milho, sorgo, milheto e espécies afins. O periódico é de fluxo contínuo, sendo editado pela Associação Brasileira de Milho e Sorgo (ABMS). Tem por objetivo divulgar artigos científicos originais, revisões, comunicados técnicos e outras publicações de todas as áreas referentes às culturas do milho, sorgo e espécies afins que sejam significativos para o desenvolvimento das ciências agrárias e do agronegócio, relacionados às cadeias produtivas das espécies mencionadas.
Nova política implementada a partir de janeiro de 2022
A filosofia da revista, a partir de 2022, é somente publicar artigos em inglês, editorados e publicados no formato on-line tão logo sejam aprovados; portanto, sem esperar completar o número total de trabalhos previstos para o volume, sem divisão por número.
Todo artigo submetido à revista receberá a tramitação normal de revisão por revisores ad hoc qualificados e, tão logo seja aprovado tecnicamente, será traduzido para o inglês, revisado, editorado e publicado on-line.
Para acessar o conteúdo da revista, clique em http://rbms.cnpms.embrapa.br/ .
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

