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Em missão aos Emirados Árabes, presidente da Embrapa consolida parcerias com empresas privadas e abre novas frentes
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Uma delas é com a G42, empresa privada de inteligência artificial com sede em Abu Dhabi que pretende estabelecer com a Embrapa uma parceria para o desenvolvimento de uma árvore genômica para animais, vegetais, plantas e micro-organismos. Durante entrevista a jornalistas internacionais e brasileiros, Moretti afirmou que Embrapa segue sendo uma empresa do Estado brasileiro.
Em missão oficial aos países do Emirados Árabes, Dubai e Abu Dhabi, o presidente da Embrapa Celso Moretti vem realizando um conjunto de reuniões técnicas com empresas do setor privado com o objetivo de compartilhar conhecimentos e abrir novas frentes que permitam, ao mesmo tempo, o desenvolvimento de tecnologias para a agricultura mundial e a geração de recursos que possam ser investidos na pesquisa agropecuária brasileira. “As parcerias são importantes, pois geram novos conhecimentos e recursos para a Embrapa, mas seguimos sendo uma empresa pública responsável por importantes ativos”, afirmou o presidente durante entrevistas concedidas aos jornalistas locais e brasileiros presentes à Gulfood 2022.
Acesse e conheça – www.gulfood.com
Moretti falou a diversos canais de televisão, nos dias 13 e 14 de fevereiro, na maior feira do setor de alimentos e bebidas do Oriente Médio. Ele explicou que a Embrapa seguirá sendo pública, fazendo a gestão de seus ativos como o Banco Genético, considerado o maior da América Latina e avaliado pelo presidente como assunto de defesa nacional. “A Empresa também seguirá cumprindo o seu papel social em gerar e entregar soluções para pequenos e médios produtores, em todo o território nacional”, complementou.
Por outro lado, Moretti destacou a necessidade de abrir caminhos para novas parcerias com empresas privadas internacionais, por exemplo, em países do Oriente Médio, em uma abordagem “ganha-ganha”. São iniciativas capazes de gerar conhecimentos para as empresas e os governos dos Emirados Árabes ao mesmo tempo em que obtenham ganhos que possam ser investidos no desenvolvimento de pesquisas e geração de tecnologias para a agricultura brasileira.
Parcerias no Oriente Médio
Ele lembrou que há quatro anos, a Embrapa vem desenvolvendo trabalhos de parcerias com instituições dos Emirados Árabes, com um relacionamento forte com o Centro Internacional de Agricultura Biossalina (ICBA), empresa árabe que há mais de 10 anos se dedica a desenvolver tecnologias para ambientes com água de alta concentração de sais.
“No Semiárido brasileiro, há espécies de plantas forrageiras tolerantes à água salgada. Elas são parte do interesse do ICBA, no acordo firmado com a Embrapa. Já os brasileiros visam conhecer os materiais genéticos dos árabes e as tecnologias já desenvolvidas por eles”, explicou, lembrando que tanto em regiões dos Emirados Árabes quanto em regiões do Semiárido brasileiro há ambientes caracterizados por alta concentração de sais na água.
“As salicórnias, espécie de vegetação com amplo desenvolvimento em áreas salinas associadas às linhas costeiras, várzeas de maré e lagos salgados, podem ser introduzidas na alimentação animal e na agropecuária dos Emirados”, exemplificou.
- Saiba mais em: Acordo Embrapa-Emirados prevê trocas de materiais genéticos
Moretti também lembrou que a Embrapa e a Abu Dhabi Agriculture & Food Safety Authority (ADAFSA) assinaram, em novembro de 2021, um Memorando de Entendimento que representa iniciativas de cooperação científica entre as duas instituições, em pelo menos cinco temas de trabalho para a execução de projetos bilaterais: cultivo de hortaliças, produção de mandioca e frutas, prospecção genética, fruteiras e melhoramento genético de forrageiras.
- Saiba mais em: Embrapa e ADAFSA assinam cooperação para projetos bilaterais
Durante a missão aos Emirados, a Embrapa iniciou diálogo visando possibilidades de construção de um Memorando de Entendimento junto a G42, empresa privada de inteligência artificial com sede em Abu Dhabi, para o desenvolvimento de uma árvore genômica para animais, vegetais, plantas e micro-organismos.
Para o gestor da Embrapa, o Brasil tem grandes oportunidades de estar mais presente no sudeste asiático, além do fornecimento de proteína animal que já se dá por meio das exportações de carnes. Há, segundo o presidente, outras oportunidades, considerando que, em 2030, 50% da classe média vai estar na Ásia. “O Brasil precisa estar presente, numa relação ganha- ganha, visando também a captação de recursos para ajudar o produtor rural brasileiro”, complementou.
Embrapa continua sendo uma empresa pública
“Esta semana divulgamos que a Embrapa por intermédio do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) poderá ter participação no capital minoritário de empresas privadas. É importante ressaltar, entretanto, que não deixaremos de ser uma empresa pública, pertencente ao Estado brasileiro. A Embrapa possui ativos, como seu banco genético, que são uma questão de segurança nacional. O que estamos fazendo é abrir frentes para captar mais valor e permitir que as tecnologias cheguem mais rápido na ponta”, disse.
O presidente lembrou que desde o início de seu mandato vem enfatizando a importância de que a Embrapa permaneça como empresa pública, como fica claro, segundo ele, na entrevista concedida ao jornal Correio Braziliense em janeiro de 2020.
- Confira a entrevista: Moretti: Não privatizar a Embrapa foi uma decisão acertada.
Aposta em três grandes pilares da pesquisa agropecuária
O presidente da Embrapa disse que para os próximos anos a Empresa aposta em três pilares: sustentabilidade, bioeconomia e edição genômica:
“Não existe nenhuma cadeia de negócio no mundo que deixará de ser afetada pela necessidade de descarbonização. E o Brasil e a Embrapa já são referências mundiais para muitos países com o Plano ABC de Agricultura de Baixo Carbono. Já saímos do discurso e partimos para ação, estamos bem mais avançados do que muitos países da Europa e da América do Norte”.
Com relação ao segundo pilar, ou seja, a bioeconomia, destacou a recente descoberta do Biomaphos pela Embrapa e o desenvolvimento, em parceria com o setor privado, de bioinsumos, biopesticidas e biofungicidas. Já com relação à Edição Genômica, considera um grande salto da ciência o lançamento da Cana Flex I e Cana Flex II.
Saiba mais em: Ciência brasileira desenvolve primeira cana não transgênica editada do mundo
Como desafios, acredita ser necessário avançar no mercado de carbono para aproveitamento de oportunidades. “Em 2020, lançamos a Carne Carbono Neutro e estamos desenvolvimento protocolos para leite, soja, algodão, couro e café de baixo carbono. Agora precisamos pensar na cadeia produtiva como um todo aproveitando os 240 bilhões de dólares disponíveis no mercado de compensação de carbono”, finalizou.
Dentro da programação da missão aos Emirados Árabes, ainda no dia 13, o representante da Embrapa esteve presente na inauguração do escritório da CNA em Dubai. As atividades integram a missão técnica do presidente, iniciada no dia 6 de fevereiro em Londres e que será finalizada na próxima semana, com programações previstas em Dubai e termina em Abu Dhabi.
- Confira as entrevistas concedidas pelo presidente da Embrapa na Gulfood:
https://www.youtube.com/watch?v=j_AJcw1ap2Y
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

