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Projeto apoia produção de açaí na região Tarauacá-Envira

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A Embrapa Acre iniciou, no mês de abril, o projeto “Cultivo Racional de Açaizeiro”, desenvolvido na Regional Tarauacá-Envira, em parceria com produtores familiares, extrativistas, técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Acre (Emater) e Secretarias de agricultura do Estado e dos municípios de Feijó e Tarauacá. Com vigência para dois anos, a iniciativa é um dos 11 projetos componentes do projeto “Bioeconomia e sociobiodiversidade de cadeias produtivas de importância na agricultura familiar com ênfase nos biomas Cerrado e Amazônia”, que visa apoiar a estruturação, fortalecimento e aprimoramento de diversas cadeias produtivas nos biomas Amazônia e Cerrado.

Com potencial para beneficiar 100 famílias rurais, o projeto conta com ações de transferência de tecnologias, com foco na melhoria dos sistemas produtivos de açaí solteiro (Euterpe precatoria) e açaí de touceira (Euterpe oleracea). O Plano de Trabalho contempla atividades como produção de mudas, implantação de Unidades de Referência Tecnológica (URT), caracterização de Sistemas Agroflorestais (SAFs) e de populações nativas de açaí-solteiro, bem como capacitações sobre boas práticas na colheita e pós-colheita de frutos.

Também estão previstos eventos técnicos para fortalecimento das relações entre os diferentes elos da cadeia produtiva nos dois municípios beneficiados, incluindo a realização de intercâmbio em áreas de cultivo mapeadas pelo projeto e em Unidades Demonstrativas de SAFs com açaí conduzidas pela Embrapa e parceiros.

De acordo com o analista Daniel Papa, coordenador do projeto, entre os resultados esperados está a realização de estudo prospectivo sobre as áreas de cultivo racional do açaí solteiro e de touceira e suas principais características, além de levantamento de áreas de floresta nativa com alta densidade de açaí solteiro. 

“O objetivo do trabalho é fortalecer a produção de açaí em SAFs, valorizar a floresta como fonte alternativa de renda, gerar novas oportunidades de negócio no contexto da bioeconomia e conciliar a produção extrativista com conservação ambiental, contribuindo para maior sustentabilidade da cadeia produtiva”, destaca.

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Trabalho de campo

A primeira expedição do projeto foi realizada na região do rio Jurupari e em áreas de plantio do Polo Agroflorestal e trechos da BR-364, em Feijó. Junto com produtores rurais, a equipe iniciou as atividades de levantamento da ocorrência de açaí solteiro em áreas de floresta primária e identificação de cultivos de açaí solteiro em SAFs.

Segundo o pesquisador Tadário Kamel, nessas localidades o trabalho de inventário florestal acontece em parcelas definidas e envolve a medição do diâmetro, altura e espaçamento das palmeiras, além de levantamento de informações sobre o histórico de plantio das espécies consorciadas, coletas de solos e avaliação da produção de frutos.

“No Polo Agroflorestal identificamos cultivos de açaí solteiro com aproximadamente oito anos de idade, já com algumas plantas apresentando emissão de cachos e em início de produção, fato que demonstra a capacidade de adaptação dessa palmeira. Já na região do rio Jurupari verificamos alta densidade de açaí solteiro nativo produtivo, com cerca de 200 indivíduos por hectare, taxa que confirma o elevado potencial produtivo da região”, afirma.

Ainda de acordo com o pesquisador, as experiências bem-sucedidas com a produção de açaí em SAF servirão de base para a construção de arranjos produtivos com espécies frutíferas como banana, ingá, café, cupuaçu, seringueira e madeireiras como mogno e ipê, estratégia que deverá fortalecer a atividade produtiva.

Papa explica que o trabalho de campo também envolve o georreferenciamento e mapeamento com o uso de drone das parcelas de inventário florestal, tanto em áreas de povoamento nativo de açaí como em cultivos implantados. “A realização do inventário físico em parcelas possibilita informações pontuais da área, enquanto o uso de drone permite ampliar essa cobertura e conhecer melhor a inserção dos açaizeiros na paisagem florestal e sua distribuição na área. Esse conhecimento é essencial para estimar o potencial produtivo de açaizais nativos e planejar a produção”, ressalta.

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Açaí e Bioeconomia

O açaí representa fonte de renda para milhares de famílias rurais da Amazônia. A coleta do fruto é a segunda maior atividade econômica extrativista da região, superada apenas pela extração de látex.

Desde 2018 a Embrapa Acre desenvolve estudos referentes a essa cadeia produtiva na região Tarauacá-Envira, que responde por cerca de 50% da produção no Acre, de acordo com dados do IBGE. Os frutos são matéria prima para agroindústrias de processamento dos municípios de Feijó e Plácido de Castro.

O uso sustentável de recursos da biodiversidade amazônica, incluindo o açaí,  pode integrar um contexto emergente da bioeconomia, modelo de produção que tem sido destacado como estratégico para o desenvolvimento socioeconômico da região. Esse cenário de aproveitamento racional da espécie pode promover a melhoria dos sistemas de produção e gerar alternativas de renda e qualidade de vida para as comunidades rurais amazônicas.

Apoio

As ações do projeto “Bioeconomia e Sociobiodiversidade de cadeias produtivas de importância na agricultura familiar com ênfase nos Biomas Cerrado e Amazônia”, são desenvolvidas com recursos do programa Bioeconomia Brasil – Sociobiodiversidade, por meio de parceria entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Embrapa. O objetivo geral do programa é fortalecer as cadeias produtivas do açaí, cupuaçu, castanha do Brasil, piaçava, mandioca, meliponicultura e baunilhas brasileiras por meio da melhoria do acesso a soluções tecnológicas e conhecimentos por agricultores familiares e comunidades tradicionais.

Fonte: Embrapa

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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