AGRONEGÓCIO
Pesquisa inédita da Embrapa estabelece padrões para análise de ingredientes proteicos vegetais
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Suprir a necessidade de padronizar as análises de ingredientes proteicos vegetais – visando atender à crescente demanda mundial de produção de alimentos plant-based (à base de plantas) – é a finalidade do “Guia para caracterização tecnológica-funcional de ingredientes proteicos para o mercado de produtos de origem vegetal”, elaborado por uma equipe da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro). A seleção das propriedades tecnológicas de interesse foi inicialmente realizada por meio de consultas à literatura especializada para ingredientes e alimentos proteicos, desde livros-textos e artigos científicos até fichas técnicas de ingredientes, disponíveis nos mercados nacional e internacional. No total, foram analisados 27 artigos científicos.
Em seguida, foram realizados testes em laboratório. Como matérias-primas, foram utilizados concentrado proteico de soja, isolado proteico de soja, concentrado proteico de ervilha, isolado proteico de ervilha, farinha de feijão-fava, concentrado proteico de feijão-fava (adquiridos comercialmente), farinha de feijão-carioca e concentrado proteico de feijão-carioca, sendo os dois últimos obtidos em projetos em andamento na Embrapa Agroindústria da Alimentos.
A pesquisadora Janice Lima explica que existem diversos ingredientes proteicos vegetais destinados à produção dos alimentos plant-based, no entanto, ainda não existe padronização nacional ou internacional de metodologias para a determinação dessas propriedades. “A falta de padronização dificulta a comparação dos resultados obtidos tanto em pesquisas científicas quanto pelas indústrias”, diz.
No guia, é apresentado um conjunto de metodologias adaptadas e/ou melhoradas para cinco determinações em ingredientes proteicos vegetais: capacidade emulsificante e estabilidade de emulsão; capacidade de formação de espuma e estabilidade de espuma; capacidade de absorção de água e de óleo; solubilidade em água e capacidade de formação de gel.
De acordo com a pesquisadora Caroline Mellinger, a publicação destina-se a laboratórios de análise, indústrias e pesquisadores, podendo ser um documento de referência entre os profissionais da área. “Espera-se que esse guia auxilie na obtenção de resultados representativos e comparáveis para cada um dos métodos analisados, ajudando no direcionamento da aplicação dos ingredientes proteicos vegetais em alimentos”, destaca.
A previsão é que o documento seja traduzido para o inglês visando tornar-se referência internacional no tema abordado. Os dados obtidos e organizados já passaram a compor o portfólio de análises do Laboratório de Bioquímica da Embrapa Agroindústria de Alimentos fortalecendo a capacidade analítica do laboratório.
A equipe que produziu o documento conta com pesquisadoras, analistas e bolsistas de mestrado e doutorado da Embrapa. Vale destacar que a publicação surgiu a partir da necessidade de caracterização de produtos gerados nos projetos em andamento: “Desenvolvimento de insumos proteicos vegetais a partir de pulses para substituição de proteína animal em alimentos”, financiado pela Embrapa; e “Proteínas de feijão como ingredientes alternativos para produtos à base de carne”, financiado pelo The Good Food Institute (GFI).
Serviço:
Nome da publicação: Guia para caracterização tecnológica-funcional de ingredientes proteicos para o mercado de produtos de origem vegetal
Autores: Caroline Mellinger Silva, Janice Ribeiro Lima, Ilana Felberg, Melicia Cintia Galdeano, Tatiana de Lima Azevedo, Lucas de Paiva Gouvêa e Rodrigo Fernandes Caldeira.
Endereço eletrônico para download: https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1142116/guia-para-caracterizacao-tecnologica-funcional-de-ingredientes-proteicos-para-o-mercado-de-produtos-de-origem-vegetal
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

