A Secretária Municipal de Educação Mara Gleibe, se reuniu na manhã desta terça-feira (9) no auditório da Semed, com 82 diretores da rede escolar representando a ADESMUR – Associação dos Diretores de Escolas Municipais de Rondonópolis, para contestar, rebater e esclarecer informações veiculadas nas redes sociais por conta de uma suposta falta de materiais de higiene e da merenda escolar na rede municipal.
Os diretores da rede escolar presentes também se mostraram insatisfeitos com as informações veiculadas nas redes sociais dando conta dessa suposta falha.
Ocorre que das 82 unidades escolares do município, apenas 25 integram a gestão centralizada, ou seja: são coordenadas diretamente pela Semed. Enquanto que as demais 57, integram o grupo da chamada ‘gestão plena’, que recebem a verba da merenda escolar do município e administram as compras e demandas de cada unidade, relativas a merenda escolar. Todavia, cabe a Semed repassar mensalmente os materiais de consumo, de acordo com as demandas de cada unidade e isso tem ocorrido regularmente.
Ainda assim, a secretária saiu em defesa dos diretores, afirmando que conhece o trabalho e o esforço de cada um e não vê nenhuma verdade nessas informações infundadas divulgadas em vídeo nas redes sociais.
“Estas informações divulgadas nas redes sociais não são verdadeiras! Os trabalhos dos nossos diretores são de muita responsabilidade! As crianças das nossas unidades, das nossas escolas elas têm uma alimentação balanceada, com qualidade e em abundância, de acordo com a quantidade correta indicada por nutricionistas para cada criança”, explica Mara. E continua, “a maioria das nossas escolas são descentralizadas (gestão plena), então a gente repassa um valor para cada unidade fazer frente as despesas com alimentação e merenda escolar” pontuou.
Conforme a secretária, a preocupação da gestão em oferecer um ensino de qualidade fez com que os valores da merenda escolar fossem reajustados recentemente em 51,52%, passando de R$ 0,33 para R$ 0,50/dia por aluno, já como forma de garantir o poder de compra das escolas, frente aos aumentos de preços do mercado. E ela garante: “os pais e mães de alunos podem ficar tranquilos, pois as nossas escolas estão abastecidas com alimentos suficientes e na quantidade correta para atender cada unidade”.
Presidente da Adesmur – Marcos Roberto Mesquita de Souza…
ADESMUR Para o presidente da Adesmur – Marcos Roberto Mesquita de Souza, “as informações divulgadas nas redes sociais causaram desconforto para os membros da associação, pois não condizem com a realidade. “Eu enquanto membro da Adesmur e membro do Conselho de Alimentação, passamos nas unidades verificando e quando há alguma denúncia a gente vai até o fornecedor ver o que está acontecendo. E de um tempo para cá, não tem acontecido nenhum problema nesse sentido! E a gente vê pelas fotos enviadas das escolas e nas conversas com os colegas, que essas denúncias não condizem com a realidade. Mas vamos estar verificando, novamente, essas denúncias e ver o que está acontecendo. Temos feito o acompanhamento muito próximo, e não vimos que estivesse faltando algum item na parte de alimentação”, explicou.
Ainda segundo Marcos Roberto, a denúncia de que estaria faltando papel higiênico nas unidades também não procede. Ele inclusive rebate e explica que a informação é falsa, pois a própria unidade escolar que ele dirige tem sido sempre muito bem atendida e abastecida pela Semed, pois esse item conforme ele, é considerado essencial nas unidades escolares e tem sido ofertado com abundância.
A presidente do Conselho de Alimentação Escolar da Semed, Deuvânia Amaral Ferreira, também fez questão de contestar as informações, repassando que tem feito o acompanhamento permanente da merenda escolar em todas as unidades escolares da rede municipal, e não identificou nenhum caso que confirme as denúncias veiculadas.
Adriano Gomes de Oliveira, integrante do Conselho de Educação da Semed, viu com preocupação as denúncias, pois segundo ele, afetam diretamente, não apenas a administração, mas sobretudo, a maioria dos diretores da rede municipal que compõem o chamado grupo de gestão plena nas escolas.
A previsão de incidência do fenômeno Super El Niño, que deve elevar consideravelmente as temperaturas no segundo semestre de 2026, já começa a gerar mobilização no poder público em Rondonópolis. Diante dos comunicados recebidos, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap) informou que tem atuado na tomada de decisões no início do ano para que o município possa sofrer o mínimo possível com essa situação alertada nos próximos meses.
O Boletim de Risco de Fogo, elaborado pela consultoria GMG Ambiental, por exemplo, apontou que as altas temperaturas previstas devem elevar os focos de calor na região em que Rondonópolis está inserido em até 80%, colocando em alerta máximo biomas como a Amazônia Legal, o Cerrado e o Pantanal. Conforme o secretário municipal de Meio Ambiente, Álvaro Fachim, uma das ações com vistas a esse cenário em âmbito local é o trabalho de limpeza e abertura de aceiros em áreas com histórico de queimadas.
Outra ação com vistas a reduzir os espaços propensos a propagação de fogo é o trabalho de recolhimento de resíduos em pontos irregulares, seguindo uma determinação do prefeito Cláudio Ferreira. O secretário informa que Rondonópolis possui mais de 20 bolsões de lixo, altamente propensos a proliferação de fogo, que estão sendo regularmente triados e limpos. Nesse contexto, o Município também tem reforçado a fiscalização para evitar o descarte irregular de resíduos.
Com vistas a esse período de estiagem, Álvaro diz ainda que o Comitê de Combate ao Fogo já iniciou seus trabalhos em Rondonópolis e deve promover novas reuniões para detalhar as estratégias de enfrentamento às queimadas, em parceria com diversos órgãos. De antemão, ele diz que a convocação de brigadistas está sendo feita e que caminhões-pipas já estão disponíveis.
Além do poder público fazer sua parte, o secretário faz o pedido para que a população da cidade contribua diante dessa perspectiva, ajudando a prevenir focos de fogo, com limpeza de seus terrenos e evitando o descarte irregular de lixo. A intenção, segundo ele, é trabalhar para se aproximar do feito obtido em 2025, quando Rondonópolis teve uma redução de 87,05% de queimadas em relação a 2024.
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