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Café fermentado atrai produtores e cafeterias interessados em novos aromas e sabores
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Quando sentiu no ar um cheiro agradável e intensamente doce, o cafeicultor e membro da Comissão Técnica de Cafeicultura da FAEP Tumoru Sera, de Congonhinhas (Norte Pioneiro), percebeu que o café que estava trabalhando havia dias em um tambor de fermentação estava no ponto certo para a secagem. Isso porque os grãos, que fermentavam lentamente, atingiram um ponto em que os aromas e sabores ficaram exacerbados. Prova disso é que o produto levou o primeiro lugar na 19ª edição do Concurso Café Qualidade Paraná, na categoria Fermentação Induzida, que passou a vigorar na competição naquele ano.
A rigor, a fermentação dos grãos de café é considerada um defeito e acaba por diminuir o valor do produto. Porém, quando o processo é positivo, induzido de forma controlada, é possível obter sabores e aromas diferenciados e cada vez mais desejados por baristas e cafeterias especializadas.

O café vencedor de Tumoru, por exemplo, de acordo com os avaliadores do concurso, possui notas de abacaxi, caju, pitanga, uvas passas, uma acidez cítrica brilhante, corpo licoroso, com finalização longa e doce. Trata-se de uma complexa combinação de sabores de frutas vermelhas e amarelas. Essas características renderam nota 86,6.
De acordo com a técnica do Departamento Técnico (Detec) do Sistema FAEP/SENAR-PR, Jéssica D’angelo, a produção de cafés especiais com fermentação induzida vem atraindo cada vez mais cafeicultores no Paraná. “Este método consiste na condução e no controle do processo fermentativo, por meio de microrganismos específicos. O que antes era apenas experimental, hoje já é uma realidade”, afirma.
Segundo o secretário executivo da Câmara Setorial do Café e integrante da comissão organizadora do concurso, Paulo Sérgio Franzini, a nova categoria do concurso surgiu por dois motivos: necessidade de diferenciar os cafés fermentados de outros tipos e uma realidade constatada no mercado. “Quando o lote vai para a parte [de análise] sensorial do concurso, os cafés com fermentação induzida acabam tendo um desempenho diferente. Alguns jurados achavam o café bom, porém exótico. Acabava causando dificuldades no critério de classificação”, relata. “Começou a ter uma demanda de cafeterias, baristas, por cafés diferenciados, exóticos. Dessa forma alguns produtores do Norte Pioneiro começaram a desenvolver esse café com fermentação positiva”, complementa.
No caso de Tumoru, após pesquisar, trocar experiências com outros técnicos e produtores, decidiu apostar na fermentação induzida. No seu caso foram utilizados seis tambores com capacidade de 100 litros, com válvulas de controle e monitoramento da temperatura. Os grãos utilizados ficaram acondicionados cerca de 10 dias, em um processo de fermentação semi carbônica. A saca de 60 quilos do café campeão foi adquirida por uma cafeteria de Londrina ao preço de R$ 10 mil. “É bastante estimulante. Tanto que a gente cata o fruto a dedo, como se fosse um passarinho”, afirma o produtor.
De acordo com a instrutora do SENAR-PR na área de cafés especiais, Joana D’Arc, a produção de cafés fermentados ainda ocupa um nicho de mercado, mas já está no radar das cafeterias e de profissionais do ramo. “Como o volume de produção é menor, num leilão esse café fermentado fica mais caro. Os baristas também usam esse café em concursos, quanto mais exótico, mais sofisticado o aroma, mais diferenciado, mais eles vão pontuar”, afirma.
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.
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