AGRONEGÓCIO
Boleiras alagoanas compartilham experiências
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Uma equipe técnica do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) esteve em Coqueiro Seco (AL), em 8 de junho, para acompanhar as iniciativas do projeto Boleiras das Alagoas, coordenado pela Embrapa Alimentos e Territórios (Maceió, AL). O intuito foi conhecer um pouco da experiência e do ofício das boleiras, que se destacam pelo saber-fazer tradicional, uma herança da cultura e das tradições dos povos formadores do Brasil.
Boleiras das Alagoas é um projeto financiado pelo Fida, cujos recursos são executados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no âmbito do projeto Dom Helder Câmara. A ideia é promover o ofício e a autonomia econômica sustentável das boleiras, além de compartilhar conhecimento e usar a experiência para capacitar e inspirar outras mulheres.
Os representantes do Fundo, Alexandra de Sá Pereira M. Teixeira, Hardi Michael Wulf Vieira e Rodrigo Dias, foram acompanhados por Pedro Antônio Bavaresco e Geuzomar Soares Ferreira, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Um grupo de sete boleiras e um boleiro de Coqueiro Seco e Santa Luzia do Norte, municípios onde se iniciaram as atividades do projeto, esteve presente.
As boleiras falaram do orgulho da profissão – uma herança familiar, da rotina de trabalho, dos desafios enfrentados no dia a dia e do entusiasmo em participar das ações que já estão contribuindo para a valorização e a melhoria das condições do trabalho tradicional. Depois da conversa, os visitantes puderam degustar os produtos típicos produzidos especialmente à base de mandioca, milho e coco. Pamonha, pé de moleque assado na folha de bananeira, grude, tapioca e bolo de milho compuseram o cardápio.
A equipe ainda teve a oportunidade de visitar as instalações na casa da boleira e marisqueira Maria do Carmo dos Santos, a dona Carminha, que aprendeu o ofício com a mãe, ensinou às filhas e agora repassa o conhecimento para as netas. “Eu sou muito feliz, amo o que eu faço”, contou, com orgulho.
Para Hardi Michael Wulf Vieira, foi muito positivo acompanhar as ações e perceber como as mulheres estão interagindo. Ele acredita que a realização de atividades conjuntas pode fortalecer o grupo, inclusive criando uma identidade visual e desenvolvendo ações colaborativas que unam as boleiras e gerando mais valorização de seu ofício e renda para elas.
Maria Betânia Barros, secretária de Turismo de Coqueiro Seco, agradeceu pelo apoio das instituições, as quais também ajudam a desenvolver os municípios. “O trabalho está bem dinâmico e tem avançado bastante”, reconheceu a secretária. O município conta com 45 profissionais cadastradas e tem incentivado a participação das mulheres em feiras e eventos, agregando valor à atividade das boleiras.
Pedro Soares, secretário de Cultura e Turismo de Santa Luzia do Norte, se emocionou ao falar do início do projeto e das dificuldades para convencer as mulheres a participar, em razão do descrédito delas por conta de várias outras iniciativas frustradas. Agora ele se mostra confiante e entusiasmado. “Nós passamos a conhecer o que é realmente a valorização desses bolos tradicionais, porque tem todo um processo de produção”, disse o secretário, conhecido como poeta Pedão.
O envolvimento das secretarias e dos municípios, por meio do Consórcio Intermunicipal do Sul de Alagoas (Conisul), é essencial para o sucesso da iniciativa, de acordo com Rodolfo Oliveira, analista da Embrapa Alimentos e Territórios. Ele ressaltou a importância de a ideia do projeto ter partido dos governos municipais, que pediram o apoio da Embrapa, para aliar o conhecimento técnico ao saber-fazer das boleiras tradicionais.
“O que estamos fazendo aqui é uma experiência piloto, que será multiplicada em municípios do Semiárido”, disse o chefe-geral da Embrapa Alimentos e Territórios, João Flávio Veloso, que destacou a relevância do ofício das boleiras. “A gente vê a força das mulheres, que muitas vezes estão em situação de vulnerabilidade e invisibilidade.” Ele falou da importância da conexão do alimento, enquanto patrimônio alimentar e cultural, com o desenvolvimento dos territórios, que é feito, principalmente, pelas pessoas que neles vivem.
Algumas das boleiras também já puderam compartilhar suas experiências durante o Encontro dos Povos das Águas, Florestas e Campos de Alagoas, quando tiveram a oportunidade de apresentar o seu ofício e o seu modo de saber-fazer. O evento foi realizado em 3 de junho, no campus Maragogi do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), e integrou o XI Simpósio Nordestino de Etnobiologia e Etnoecologia focado no tema “Ampliando as fronteiras do conhecimento”.
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Capacitação No início de maio ocorreu a primeira capacitação para os pontos focais municipais do projeto Boleiras das Alagoas. O objetivo foi orientar os pontos focais na aplicação de questionário para levantamento de informações que subsidiarão um estudo socioeconômico referente à situação social, econômica e da produção de, pelo menos, 100 boleiras em áreas rurais e periurbanas de 16 municípios do estado. A capacitação ministrada pelo professor Renato Lobo, do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), do campus Marechal Deodoro, contou com a participação de representantes de 8 municípios. Eles também assistiram à apresentação do projeto e das próximas etapas previstas, feita pela equipe da Embrapa. Além da elaboração do estudo socioeconômico, haverá ações de capacitação de 10 boleiras nos municípios de Coqueiro Seco e Santa Luzia do Norte, pioneiros na iniciativa. O técnico da Embrapa Alimentos e Territórios Elias Rodrigues vem registrando em vídeo o trabalho dessas mulheres desde 2021. O material audiovisual será usado na produção de cursos de ensino a distância (EaD). Outras 90 boleiras dos demais 14 municípios selecionados serão capacitadas, por meio de workshop presencial, com apresentação dos vídeos feitos durante a primeira etapa. Os 14 municípios integrantes do projeto são: Arapiraca, Batalha, Belo Monte, Cacimbinhas, Delmiro Gouveia, Feira Grande, Igaci, Lagoa da Canoa, Pão de Açúcar, Quebrangulo, Santana do Ipanema, São Sebastião, Taquarana e Traipu. “Será uma conversa de boleiras para boleiras, nessa capacitação com o audiovisual”, explica a pesquisadora Patrícia Bustamante, coordenadora do projeto. Haverá, ainda, rodas de conversa, visitas entre pares, e debates com técnicos. Os cursos envolverão os aspectos históricos da produção de bolos, boas práticas para a fabricação de bolos artesanais, aspectos de saúde e bem-estar, e integração com redes de turismo comunitárias nacionais e internacionais. Outros temas abordados referem-se a ingredientes, equipamentos e embalagens, associativismo e cooperação, noções de matemática e conceitos relativos a custos de produção, lucro, além do acesso a crédito e microcrédito. |
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.
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