AGRONEGÓCIO
Chefe-geral da Embrapa Clima Temperado é reconduzido por mais dois anos
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A recondução do pesquisador Roberto Pedroso de Oliveira como chefe-geral da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS) foi publicada no dia 11 de abril, na portaria 458 do Boletim de Comunicações Administrativas (BCA) da Embrapa. No cargo desde outubro de 2019, Pedroso assume o segundo mandato, com possibilidade de renovação por mais um período de dois anos.
De acordo com indicadores internos da Empresa, de 2019 a 2021 a Embrapa Clima Temperado passou da faixa D para a faixa B no que diz respeito às avaliações no Sistema Embrapa de Gestão (SEG) – instrumento para gestão da programação de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação (PD&I). A Unidade também melhorou seus índices de desempenho em captação de recursos externos, relacionamento com o setor produtivo e parceria com outras Unidades.
Gestão intitucional e administrativa
Dentre os principais resultados em termos institucionais no período estão a liberação de cerca de 3 milhões de reais em Termos de Execução Descentralizada (TEDs), a atuação em oito políticas públicas e a participação em 33 grupos de trabalhos externos nacionais e em redes internacionais. A adaptação às restrições da pandemia, com novas estratégias de comunicação à inovação, também é um dos pontos altos.
Em 2022, a Unidade também se destacou pela participação em grandes eventos do setor agropecuário. Nos últimos anos, tem atuado como co-realizadora da Abertura Oficial da Colheita do Arroz no Rio Grande do Sul e da Expofeira de Pelotas. Além disso, tem sido responsável pela participação institucional da Embrapa em eventos como Expointer e Expoagro Afubra, que movimentaram, neste ano, 65 mil e 130 mil pessoas, respectivamente.
Na área administrativa, A Unidade se destacou com a execução orçamentária de 3 milhões de reais, em duas semanas, de recursos recebidos no fim do ano. Também houve melhoria da segurança jurídica e das dependências físicas da Unidade; e redução de custos em termos de horas extras, de pagamento de insalubridade e periculosidade e de serviços de limpeza. A criação de um Comitê Local de Monitoramento e Prevenção ao Coronavírus também foi importante, com a execução de medidas que evitaram a contaminação interna do vírus.
Atuação em Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação
Com relação à PD&I, um dos pontos altos está na atuação: foram 115 projetos, em 12 portfólios de pesquisa, com predominância de temas e cadeias pertinentes à região de clima temperado. Atualmente, a Unidade lidera programas de melhoramento para culturas como batata, pêssego, nectarina, ameixa, morango, amora e mirtilo; e se envolve nos programas de melhoramento de arroz e forrageiras.
Outro ponto importante foi a captação de recursos via SEG, por meio da execução de projetos do Tipo II, ligados ao desenvolvimento e validação de soluções tecnológicas. E a captação de recursos internos e externos, por meio de projetos do Tipo III, de inovação aberta, com parceria e contrapartida formalizada com o setor produtivo.
Ainda foram captados recursos externos com valor global na ordem de 28,9 milhões de reais por meio de contratos e convênios de PD&I. Ao todo, foram realizadas parcerias em projetos com 47 Unidades da Embrapa, entre Unidades Centrais e Descentralizadas, e firmados 175 contratos e convênios com 164 parceiros. Em termos de entregas, além das inúmeras soluções tecnológicas, destaca-se também a produção de 929 publicações técnicas no período.
Equipe de gestão
Pedroso foi empossado chefe-geral pela portaria 1.269, de 21 de outubro de 2019, após participação em processo seletivo interno, mas a solenidade de posse ocorreu em março de 2020. Junto dele, integraram a equipe de gestão o analista Carlos Leandro Padilha Barneche, na Chefia de Administração; e os pesquisadores José Francisco da Silva Martins, na Chefia de Pesquisa & Desenvolvimento; e Enilton Fick Coutinho, na Chefia de Transferência de Tecnologia.
Na gestão das bases físicas, assumiram os pesquisadores André Andres, como coordenador da Estação Experimental Terras Baixas (ETB); e Luís Fernando Wolff, como coordenador da Estação Experimental Cascata (EEC); e o analista Nelson Pires Feldberg, como coordenador da Estação Experimental de Canoinhas (EECan). O pesquisador Júlio José Centeno da Silva assumiu como assessor de relações institucionais.
Perfil
Roberto Pedroso de Oliveira é engenheiro agrônomo, especialista em Biotecnologia, mestre e doutor em Ciências, com concentração em Energia Nuclear na Agricultura, e pós-doutor em Citricultura. É natural de Sorocaba/SP e tem 54 anos. Sua trajetória como pesquisador teve início em 1994, na Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA). Atua na Embrapa Clima Temperado desde 2002, onde trabalha com melhoramento genético participativo, produção de mudas em ambiente protegido e sistemas de produção integrada e orgânica de frutas e de óleos essenciais de citros.
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

