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Sanear, orgulho de Rondonópolis
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Paulo José Correia
Em Rondonópolis temos muitas coisas que nos enchem de orgulho e satisfação. Uma delas é o saneamento básico. Diferente do que ocorre na maioria dos municípios brasileiros, aqui conseguimos universalizar o fornecimento de água tratada, a coleta e tratamento de esgoto, o recolhimento do lixo e, mais recentemente, também a coleta domiciliar dos resíduos recicláveis. A TV Globo, dias atrás, destinou uma reportagem de quase 5 minutos retratando essa conquista.
Devemos reconhecer que a sequência de bons resultados foi fruto de boas escolhas. A primeira delas foi resistir a onda privatista que varria o país na década de 1990. Ao invés de ‘vender’ nosso saneamento, o mantivemos sob controle público. Criamos o Sanear, autarquia vinculada à Prefeitura, e isso fez muita diferença na hora de pleitear investimentos no município.
O passo seguinte coube à classe política e à nossa equipe técnica. Aproveitando o bom relacionamento nos dois primeiros governos do presidente Lula e também da presidente Dilma, emplacamos bons projetos e a revolução aconteceu. Entre recursos onerosos e não onerosos, investimos mais de R$ 300 milhões para redimensionar o nosso saneamento e os resultados vieram.
Ampliamos e reforçamos o nosso sistema de captação e distribuição de água tratada. A coleta e tratamento de esgoto, que antes atendia menos de 30% da população, hoje ocorre em todos os bairros. Fomos o primeiro município de Mato Grosso a ter um aterro sanitário e a universalizar a coleta seletiva domiciliar. Resumindo, antecipamos em 30 anos o cumprimento das metas impostas no Marco Legal do Saneamento no Brasil.
O esforço e a capacidade de realização de várias gestões, destacando aqui o trabalho da saudosa companheira Terezinha Silva, tornaram Rondonópolis referência para o país. Sob o comando do prefeito José Carlos do Pátio, recebemos prêmios importantes e rotineiramente somos visitados por autoridades de outros municípios em busca de orientações para superar problemas que já equacionamos.
É importante dizer que os avanços no saneamento também impactaram positivamente a nossa economia. Enquanto muitas cidades brasileiras têm projetos de investimentos parados por falta de água, esgoto ou de destinação adequado do lixo, aqui todos os empreendimentos (comerciais, industriais, imobiliários etc.) já nascem com a garantia de saneamento. E tudo isso acompanhando o rápido crescimento demográfico do município– que segundo o último censo ganhou mais de 50 mil habitantes na década passada.
Claro que devemos celebrar esses resultados. Mas é preciso também continuar nos preparando para o futuro e evitar que esse patrimônio seja destruído.
No primeiro caso asseguro que o Sanear está tomando as providências: renovou e ampliou a frota do Sanear, investiu na qualificação da equipe, tem um moderno programa de redução de perdas e prioriza sempre a eficiência. Também já encaminhou ao Governo do Presidente Lula projetos para o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que totalizam R$ 190 milhões. A articulação está adiantada e deve propiciar, entre outras conquistas, uma nova Estação de Tratamento de Esgoto e a mudança da nossa matriz energética, focando em fontes renováveis como a energia solar.
Estamos cuidando do futuro. E precisamos da atenção de todos para garantir que o Sanear continue nas mãos dos rondonopolitanos.
Agora, escolhido pelo meu partido, o PSB, como pré-candidato a prefeito, estou pronto para debater o que conquistamos e avaliar com todos o que podemos avançar. Venha com a gente!
*PAULO JOSÉ CORREIA é professor, ex-secretário de Habitação, ex-presidente do Sanear e pré-candidato a prefeito de Rondonópolis
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Ferramentas Digitais na Educação: Integrando Teoria e Prática por Meio de WebTV

George Ribeiro
O desenvolvimento humano, efeito da intervenção educacional, depende da capacidade de educadoras e educadores apresentarem ferramentas diversas que integram a teoria assimilada à prática resultante.
A Educação é decisão, experiência, transformações, autonomia, liberdade, identidade e humanidade, irrestrita no entendimento de que a resposta não é sobre a educação, é sobre ela e sobre nós, porque é por meio dela que nos vemos e vemos o outro, que nós nos amadurecemos.
A partir da minha experiência em plataforma digital de WebTV, em que eu apresentava o programa Prosa & Poesia, no Mato Grosso News, eu pude me inspirar a ter como objetivo de pesquisa de dissertação o papel das plataformas digitais como ferramenta educacional na escola pública.
Sob a perspectiva de que as relações dialógicas pensadas por Bakhtin transcendem os espaços confinados das instituições educacionais, inclusive as limitações temporais, a utilização das atuais e cada vez mais acessíveis ferramentas de mídias digitais são promissoras no que tange a preservação histórico-cultural, registro do saber literário e o exercício da exposição para acessibilidade, difusão e elemento motivador do aprofundamento à pesquisa.
As crianças são “potencialmente teóricas”, diria Bell Hooks – a negra insurgente – quando questionadas e provocadas. Esses saberes oriundos de uma pedagogia progressiva, efeito de um diálogo lúcido, quando sistematizados, são ricos elementos integradores de conhecimento. Dessa forma, essas vozes podem ser captadas independentemente do tempo, incorporadas ao meio e servindo de subsídio para a análise da vivência educacional e cultural, não só pelo prisma do educador como também do estudante e a sua comunidade que se relaciona com o material divulgado.
A apresentação de trabalho sempre foi um recurso pedagógico para o desenvolvimento das habilidades do estudante, na representação, o seu lugar de fala, respeitando seus saberes intrínsecos, aglutinados aos novos saberes e à oportunidade da exposição mais ampla para avaliação do conhecimento e a sua partilha.
Quando se faz o exercício de expor o que foi lido, estudado, que já é entendido como efetivo recurso de sala de aula, a percepção sensorial é aumentada e também a responsabilidade informacional. Cogita-se que a dimensão ganhe status maior na proposta em que a interação seja feita com o registro e a exposição, por exemplo, numa programação de WebTV, como eu proponho na análise dissertativa.
*George Ribeiro é rondonopolitano, professor da rede pública de ensino, mestrando em Educação PPGEdu | UFR, membro da Academia Rondonopolitana de Letras – ARL, cadeira nº 9. Redes Sociais: @georgeribeiroo.

