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EU ACREDITO!

PAULO JOSÉ CORREIA

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Baixo, magro, mestiço, descendente de índios bororos e terenas, nascido aqui pertinho de Rondonópolis, na região de Mimoso, Cândido Mariano Rondon tinha tudo para não dar certo. Remou contra todas as probabilidades e venceu, se tornando um dos brasileiros mais importantes da História. Um dos mais reverenciados no mundo.

Herói do Exército, Pai das Comunicações, líder da Expedição Roosevelt-Rondon, indicado para o Nobel da Paz pelo físico Albert Einstein, a trajetória de Rondon deve ou deveria servir de farol para muitos.

Percorreu durante a sua vida mais de 40 mil quilômetros a pé, a cavalo e em frágeis embarcações para conhecer um Brasil profundo, então inóspito, em quase três dezenas de expedições. Tinha como meta realizar levantamentos topográficos de rios e extensos territórios.

Nas andanças por aqui, Rondon e sua tropa ficavam na Fazenda Velha, onde passa hoje a avenida W11, via importante da nossa cidade, chegavam a pé ao Casario e, de lá, atravessavam o rio de balsa para chegar ao Cais.

Quantos de nossos ancestrais também saíram de terras distantes, no final do século 19, em busca de um sonho? Alguns vieram a pé do Nordeste atrás de um lugar para plantar. Outros em comitivas em busca de ouro e pedras preciosas, se alojando em localidades como Poxoréo e Guiratinga.

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Esse acreditar trouxe meus pais Joaquim e Rita Maria até aqui também. Na zona rural, enfrentaram o desafio de criar seis filhos em um lugar que não tinha nada. Sobravam dificuldades.

Minha tarefa com seis, sete anos era ajudar na roça e levar marmitas para meus irmãos na hora do almoço. Podia até faltar o pão, mas uma coisa que jamais faltou foi união e a certeza de que venceríamos as dificuldades juntos.

Saímos da roça e viemos para a cidade, onde pude estudar e ser o primeiro da família a ter um curso superior. Fui professor de Geografia por 15 anos, constitui família e ao lado minha parceira de vida, Elisiane, fui galgando outros espaços e abençoado com dois filhos, Amanda e Lucas.

Na vida pública, convidado pelo então prefeito Zé Carlos do Pátio, assumi um setor habitacional que contava à época com dois funcionários. Era o ano de 2009. Hoje olho para trás e vejo que construímos mais de 30 mil casas e apartamentos desde então. Entregamos mais de 35 mil títulos de propriedade. Aquele departamento habitacional é hoje uma das principais secretarias do município, com 150 funcionários, todos trabalhando para cumprir o desafio de zerar o déficit habitacional na cidade nos próximos anos.

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E foi assim também no Sanear, posto que assumi com a perda da saudosa companheira Terezinha. O saneamento de Rondonópolis é contado em prosa e verso pelo Brasil, virou exemplo, conquistando reportagens nacionais e premiações.

Por isso, como não acreditar que Rondonópolis nasceu para ser ‘Rondonopolo’, cidade polo em agroindústria, saúde, educação, tecnologia, serviços, comércio, construção civil e tanto mais. Uma cidade, enfim, polo em desenvolvimento humano e qualidade de vida.

Rondonópolis nasceu do acreditar. E esse também é o DNA de quem nasce aqui. Está no nosso sangue pensar grande, ousar, acreditar.

*Paulo José Correia, ex-secretário municipal de Habitação e ex-presidente do Sanear, é pré-candidato a prefeito de Rondonópolis pelo PSB

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Município de Rondonópolis se prepara para previsão de seca extrema e altas temperaturas

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NoneFoto – Marcos Miraglia
A previsão de incidência do fenômeno Super El Niño, que deve elevar consideravelmente as temperaturas no segundo semestre de 2026, já começa a gerar mobilização no poder público em Rondonópolis. Diante dos comunicados recebidos, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap) informou que tem atuado na tomada de decisões no início do ano para que o município possa sofrer o mínimo possível com essa situação alertada nos próximos meses.

O Boletim de Risco de Fogo, elaborado pela consultoria GMG Ambiental, por exemplo, apontou que as altas temperaturas previstas devem elevar os focos de calor na região em que Rondonópolis está inserido em até 80%, colocando em alerta máximo biomas como a Amazônia Legal, o Cerrado e o Pantanal. Conforme o secretário municipal de Meio Ambiente, Álvaro Fachim, uma das ações com vistas a esse cenário em âmbito local é o trabalho de limpeza e abertura de aceiros em áreas com histórico de queimadas.

Outra ação com vistas a reduzir os espaços propensos a propagação de fogo é o trabalho de recolhimento de resíduos em pontos irregulares, seguindo uma determinação do prefeito Cláudio Ferreira. O secretário informa que Rondonópolis possui mais de 20 bolsões de lixo, altamente propensos a proliferação de fogo, que estão sendo regularmente triados e limpos. Nesse contexto, o Município também tem reforçado a fiscalização para evitar o descarte irregular de resíduos.

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Com vistas a esse período de estiagem, Álvaro diz ainda que o Comitê de Combate ao Fogo já iniciou seus trabalhos em Rondonópolis e deve promover novas reuniões para detalhar as estratégias de enfrentamento às queimadas, em parceria com diversos órgãos. De antemão, ele diz que a convocação de brigadistas está sendo feita e que caminhões-pipas já estão disponíveis.

Além do poder público fazer sua parte, o secretário faz o pedido para que a população da cidade contribua diante dessa perspectiva, ajudando a prevenir focos de fogo, com limpeza de seus terrenos e evitando o descarte irregular de lixo. A intenção, segundo ele, é trabalhar para se aproximar do feito obtido em 2025, quando Rondonópolis teve uma redução de 87,05% de queimadas em relação a 2024.

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