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Energia ruim causou prejuízos à população e à imagem do Sanear, diz presidente Paulo José

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Nos últimos três meses o Sanear registrou 57 protocolos por má prestação de serviço pela Energisa, concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica em Mato Grosso. Os problemas foram listados nas reclamações formalizadas junto ao Procon e também nas agências responsáveis pela fiscalização do serviço de energia elétrica em Mato Grosso (Ager-MT) e no país (ANEEL).

“Tivemos grandes prejuízos econômicos, mas o dano maior foi causado ao cidadão. As interrupções e oscilações no fornecimento de energia provocam paralisações no sistema e muitas vezes deixam milhares de pessoas sem água”, disse o presidente do Sanear, Paulo José, citando uma das consequências do serviço ruim prestado pela Energisa.

“Há também um dano moral. Trabalhamos muito para universalizar os serviços de água, esgoto e coleta de lixo e recebemos vários prêmios nacionais. Mas hoje, infelizmente, a nossa atuação e a nossa imagem são prejudicadas por causa destas falhas no fornecimento de energia”, lamentou.

Conforme o relatório divulgado pelo Sanear, em agosto foram 20 protocolos de reclamações, em Setembro o número chegou a 21 e só nos 15 primeiros dias de outubro somaram 16 – mais que uma por dia.

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Os problemas mais comuns são a falta de energia, falta de fase, tensão abaixo do normal e oscilações. A equipe técnica registrou a queima de equipamentos, fusíveis, disjuntores, drives de acionamento de motores, softstartes e inversores de frequência além da perda de vários motores elétricos.

Os danos causaram ainda transtornos indiretos como a paralisação do abastecimento, rompimento de tubulações, adversidades operacionais nas regiões mais altas da cidade e a perda de receita.

“Quando o sistema é paralisado deixamos de fornecer água, que é a nossa principal atividade. Isso tem um impacto enorme da nossa receita”, explicou Paulo José.” As falhas na energia elétrica também causam danos à nossa rede de esgotamento sanitário”, completou.

Além das reclamações junto ao Procon e agências fiscalizadoras, o presidente do Sanear também promoveu nesta semana uma reunião com representantes de vários setores da sociedade civil e de órgãos públicos. Eles decidiram formar uma frente para cobrar soluções urgentes da Energisa e também das autoridades públicas do Estado e da União.

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O movimento elaborou uma série de reivindicações que serão apresentadas na próxima segunda-feira (23) à diretoria da Energisa e também aos representantes do Governo do Estado e da bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional.

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Município de Rondonópolis se prepara para previsão de seca extrema e altas temperaturas

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NoneFoto – Marcos Miraglia
A previsão de incidência do fenômeno Super El Niño, que deve elevar consideravelmente as temperaturas no segundo semestre de 2026, já começa a gerar mobilização no poder público em Rondonópolis. Diante dos comunicados recebidos, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap) informou que tem atuado na tomada de decisões no início do ano para que o município possa sofrer o mínimo possível com essa situação alertada nos próximos meses.

O Boletim de Risco de Fogo, elaborado pela consultoria GMG Ambiental, por exemplo, apontou que as altas temperaturas previstas devem elevar os focos de calor na região em que Rondonópolis está inserido em até 80%, colocando em alerta máximo biomas como a Amazônia Legal, o Cerrado e o Pantanal. Conforme o secretário municipal de Meio Ambiente, Álvaro Fachim, uma das ações com vistas a esse cenário em âmbito local é o trabalho de limpeza e abertura de aceiros em áreas com histórico de queimadas.

Outra ação com vistas a reduzir os espaços propensos a propagação de fogo é o trabalho de recolhimento de resíduos em pontos irregulares, seguindo uma determinação do prefeito Cláudio Ferreira. O secretário informa que Rondonópolis possui mais de 20 bolsões de lixo, altamente propensos a proliferação de fogo, que estão sendo regularmente triados e limpos. Nesse contexto, o Município também tem reforçado a fiscalização para evitar o descarte irregular de resíduos.

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Com vistas a esse período de estiagem, Álvaro diz ainda que o Comitê de Combate ao Fogo já iniciou seus trabalhos em Rondonópolis e deve promover novas reuniões para detalhar as estratégias de enfrentamento às queimadas, em parceria com diversos órgãos. De antemão, ele diz que a convocação de brigadistas está sendo feita e que caminhões-pipas já estão disponíveis.

Além do poder público fazer sua parte, o secretário faz o pedido para que a população da cidade contribua diante dessa perspectiva, ajudando a prevenir focos de fogo, com limpeza de seus terrenos e evitando o descarte irregular de lixo. A intenção, segundo ele, é trabalhar para se aproximar do feito obtido em 2025, quando Rondonópolis teve uma redução de 87,05% de queimadas em relação a 2024.

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