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Empresa é investigada por despejar efluentes no Escondidinho

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Assessoria

Fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) encontraram alterações no córrego Escondidinho durante fiscalização rotineira levantando o questionamento sobre possível poluição do corpo hídrico.

Moradores da região também notaram manchas esbranquiçadas no solo e odor pungente e desagradável e por isso registraram imagens dessas mudanças e encaminharam para a Prefeitura de Rondonópolis como forma de denúncia.

A equipe da Semma coletou amostras da água em três pontos diferentes do córrego e enviou para laboratório de análise. Assim como os colaboradores do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear) colheu pequenas porções para serem avaliadas pela engenheira química da autarquia.

Os resultados das análises físico-químicas comprovam alteração na qualidade da água com presença sulfeto total e fósforo total fora dos padrões estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Outro pronto comprovado pelo material coletado é o nível elevado de DQO, quando há consumo de muito oxigênio no processo de degradação comprometendo diretamente a vida aquática.

A empresa produtora de biocombustível investigada foi autuada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso em 2021 e foi notificada em agosto deste ano pela Semma por estar em desacordo com a licença ambiental obtida aplicando multa de R$ 400 mil, porém a empresa recorreu e o processo ainda não foi finalizado.

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Na última sexta-feira (6) moradores próximos da empresa registraram nova denúncia de despejo irregular sendo realizado durante a madrugada. Assim, a Semma realizou novamente coleta de material na região do Jardim Tancredo Neves, Pedra 90, Rosa Bororo e Parque Escondidinho para enviar a um terceiro laboratório e obter mais um laudo de análise.

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Município de Rondonópolis se prepara para previsão de seca extrema e altas temperaturas

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NoneFoto – Marcos Miraglia
A previsão de incidência do fenômeno Super El Niño, que deve elevar consideravelmente as temperaturas no segundo semestre de 2026, já começa a gerar mobilização no poder público em Rondonópolis. Diante dos comunicados recebidos, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap) informou que tem atuado na tomada de decisões no início do ano para que o município possa sofrer o mínimo possível com essa situação alertada nos próximos meses.

O Boletim de Risco de Fogo, elaborado pela consultoria GMG Ambiental, por exemplo, apontou que as altas temperaturas previstas devem elevar os focos de calor na região em que Rondonópolis está inserido em até 80%, colocando em alerta máximo biomas como a Amazônia Legal, o Cerrado e o Pantanal. Conforme o secretário municipal de Meio Ambiente, Álvaro Fachim, uma das ações com vistas a esse cenário em âmbito local é o trabalho de limpeza e abertura de aceiros em áreas com histórico de queimadas.

Outra ação com vistas a reduzir os espaços propensos a propagação de fogo é o trabalho de recolhimento de resíduos em pontos irregulares, seguindo uma determinação do prefeito Cláudio Ferreira. O secretário informa que Rondonópolis possui mais de 20 bolsões de lixo, altamente propensos a proliferação de fogo, que estão sendo regularmente triados e limpos. Nesse contexto, o Município também tem reforçado a fiscalização para evitar o descarte irregular de resíduos.

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Com vistas a esse período de estiagem, Álvaro diz ainda que o Comitê de Combate ao Fogo já iniciou seus trabalhos em Rondonópolis e deve promover novas reuniões para detalhar as estratégias de enfrentamento às queimadas, em parceria com diversos órgãos. De antemão, ele diz que a convocação de brigadistas está sendo feita e que caminhões-pipas já estão disponíveis.

Além do poder público fazer sua parte, o secretário faz o pedido para que a população da cidade contribua diante dessa perspectiva, ajudando a prevenir focos de fogo, com limpeza de seus terrenos e evitando o descarte irregular de lixo. A intenção, segundo ele, é trabalhar para se aproximar do feito obtido em 2025, quando Rondonópolis teve uma redução de 87,05% de queimadas em relação a 2024.

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