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Em Rondonópolis, Juventude do MST protesta contra pecuarista que desmatou o Pantanal

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Foto:MST

Nesta quarta-feira, 5 de junho, observamos nas maiores cidades brasileiras atos promovidos por diversos segmentos ligados à preservação do Meio Ambiente e contra atos criminosos de desmatamento praticados diante da ganância de grandes empresários, principalmente ligados ao agronegócio.

Em Rondonópolis não foi diferente, a Juventude do MST escrachou
o escritório do fazendeiro Claudecy Oliveira Lemes.

Ele é acusado de gastar mais de R$ 25 milhões em ações de desmate químico. Entre julho e agosto do ano passado ele foi notificado nove vezes em função de crimes ambientais. Desde 2019 ele já foi notificado 15 vezes, o valor da multa é de R$ 5 bilhões, mas ainda não foi paga.

Além disso também foram aplicados nove termos de embargo e interdição em razão de degradações ambientais praticadas por ele. Mesmo assim ele continua impune.

Em abril deste ano, mais uma vez, a Justiça de Mato Grosso manteve a decisão negando a prisão preventiva do pecuarista Claudecy Oliveira Lemes.

As áreas desmatadas quimicamente por ele que totalizam 81 mil hectares no Pantanal mato-grossense, foi classificado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), como o maior dano ambiental já registrado no Estado. A área desmatada equivale ao território da cidade de Campinas, em São Paulo.

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Foram lançados sobre a vegetação do Pantanal, 25 agrotóxicos diferentes, um deles tem a substância 2,4-D – a mesma usada na Guerra do Vietnã.

A ação da Juventude do MST em Rondonópolis, faz parte da Jornada Nacional em Defesa da Natureza e dos seus Povos e integra a 15ª Jornada Nacional da Juventude Sem Terra.

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Município de Rondonópolis se prepara para previsão de seca extrema e altas temperaturas

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NoneFoto – Marcos Miraglia
A previsão de incidência do fenômeno Super El Niño, que deve elevar consideravelmente as temperaturas no segundo semestre de 2026, já começa a gerar mobilização no poder público em Rondonópolis. Diante dos comunicados recebidos, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap) informou que tem atuado na tomada de decisões no início do ano para que o município possa sofrer o mínimo possível com essa situação alertada nos próximos meses.

O Boletim de Risco de Fogo, elaborado pela consultoria GMG Ambiental, por exemplo, apontou que as altas temperaturas previstas devem elevar os focos de calor na região em que Rondonópolis está inserido em até 80%, colocando em alerta máximo biomas como a Amazônia Legal, o Cerrado e o Pantanal. Conforme o secretário municipal de Meio Ambiente, Álvaro Fachim, uma das ações com vistas a esse cenário em âmbito local é o trabalho de limpeza e abertura de aceiros em áreas com histórico de queimadas.

Outra ação com vistas a reduzir os espaços propensos a propagação de fogo é o trabalho de recolhimento de resíduos em pontos irregulares, seguindo uma determinação do prefeito Cláudio Ferreira. O secretário informa que Rondonópolis possui mais de 20 bolsões de lixo, altamente propensos a proliferação de fogo, que estão sendo regularmente triados e limpos. Nesse contexto, o Município também tem reforçado a fiscalização para evitar o descarte irregular de resíduos.

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Com vistas a esse período de estiagem, Álvaro diz ainda que o Comitê de Combate ao Fogo já iniciou seus trabalhos em Rondonópolis e deve promover novas reuniões para detalhar as estratégias de enfrentamento às queimadas, em parceria com diversos órgãos. De antemão, ele diz que a convocação de brigadistas está sendo feita e que caminhões-pipas já estão disponíveis.

Além do poder público fazer sua parte, o secretário faz o pedido para que a população da cidade contribua diante dessa perspectiva, ajudando a prevenir focos de fogo, com limpeza de seus terrenos e evitando o descarte irregular de lixo. A intenção, segundo ele, é trabalhar para se aproximar do feito obtido em 2025, quando Rondonópolis teve uma redução de 87,05% de queimadas em relação a 2024.

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