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Centenas de pessoas prestigiaram a audiência pública da Câmara de Vereadores na Exposul

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A audiência pública que teve como tema “Os Desafios da Agricultura Familiar para o Futuro”, promovida pela Câmara de vereadores e prefeitura municipal de Rondonópolis, marcou oficialmente a abertura da 49ª Exposul, na noite desta segunda-feira (7).

Em 49 anos de história, este é um fato inédito, a valorização e inserção do pequeno produtor em um cenário voltado exclusivamente ao Agronegócio – produção em larga escala.

“É preciso parabenizar o presidente do Sindicato Rural, Lucindo Zamboni, que traz para Rondonópolis um evento pujante, organizado, e sobretudo, plural”, disse Júnior Mendonça, que falou ainda, “ precisamos valorizar o pequeno produtor, pois é ele quem coloca o alimento na mesa do brasileiro e da brasileira. Esta é a oportunidade para buscarmos políticas públicas efetivas e eficazes, para aliviar o sofrimento dessa classe produtora”.

Para o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Rondonópolis, Lucindo Zamboni Júnior, a iniciativa da Câmara Municipal, através do presidente, vereador Júnior Mendonça (PT), em ouvir os pequenos produtores e buscar alternativas, representa a oportunidade de valorizar o trabalhador do campo.

Várias demandas foram apresentadas durante o evento, a maior parte delas referente à logística, infraestrutura e necessidade de apoio técnico.

“Precisamos gradear e nivelar nossas áreas de plantio, para tanto são necessários mais maquinários. Precisamos que o governo libere recursos para a patrulha mecanizada e a formação de mais técnicos para poder orientar o pequeno produtor rural”, Juca Lemos, produtor de melancia.

Carlos, produtor da Região do Macaíba, defendeu durante audiência pública, o sonho antigo e a luta constante daquela comunidade; um “Cinturão Verde”.

“Acreditamos que a partir do Cinturão Verde teremos a oportunidade de trabalhar e fornecer alimentos de qualidade à nossa população e ainda gerar emprego e renda para centenas de famílias”, Carlos Macaíba.

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Vários pequenos produtores rurais também aproveitaram a oportunidade para lamentar o fato de que ainda existam pontes de madeira na zona rural de Rondonópolis e cidades circunvizinhas. Eles solicitaram a substituição por aduelas ou pontes de concreto. Segundo o produtor Wesley Cláudio, algumas regiões, como por exemplo, na Cascata (Assentamento Primavera), que fica na divisa com o município de São José do Povo, a situação está insustentável.

Júnior Mendonça chamou a atenção para a falta de acesso a tecnologia e políticas públicas de fomento. O parlamentar acredita que somente através do investimento e do incentivo do poder público seja possível transformar a realidade dessas milhares de famílias. Provendo a sucessão familiar com a diminuição do êxodo rural. “precisamos manter os nossos jovens no campo, seguindo o exemplo dos pais, produzindo o alimento que vem para nossa mesa. É possível sim incentivar os jovens a continuar no campo”.

ENCAMINHAMENTOS

De acordo com o representante do Ministério de Desenvolvimento Agrário, Nelson Borges é importante a parceria entre os poderes, inclusive com os agentes financeiros, Banco do Brasil (BB), e Caixa Econômica Federal (CEF). Ele destacou que os recursos de créditos do “Plano Safra” para o país giram em torno de R$ 77 bilhões, desse montante, R$ 2,6 bilhões serão aplicados somente em Mato Grosso, dentro da Agricultura Familiar. “Este é o momento de união, elaboração de projetos, e sobretudo, buscar recursos para fomentar a atividade dessas famílias”, Nelson Borges.

O deputado estadual Valdir Barranco (PT), chamou a atenção para importância da Reforma Agrária, que segundo ele, é muito mais que a simples titularização. Barranco destaca importância da demanda do Georreferenciamento. “Precisamos unir forças, Prefeitura , Câmara, Governo do Estado e governo federal, para regularizar a situação dessas milhares de famílias, oferecer os títulos e melhores condições de trabalho”, Barranco.

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O deputado estadual Nininho (PSD), se comprometeu durante o evento em levar ao governo do Estado a demanda da mobilidade. “Se unam, elaborem projetos e vamos cobrar do governo. Extinguir de uma vez por todas essas famigeradas pontes de madeira”, Nininho.

O prefeito José Carlos do Pátio (PSB), se comprometeu em retomar o debate em torno do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), um subprograma do Programa Minha Casa Minha Vida (MC/MV) que tem por finalidade subsidiar a produção ou reforma de imóveis aos agricultores familiares e trabalhadores rurais, por intermédio de operações de repasse de recursos do Orçamento Geral da União – OGU ou de financiamento habitacional com recursos FGTS.

A noite desta segunda-feira também foi marcada por conquistas junto as comunidades indígenas que receberam das mãos do prefeito Zé Carlos do pátio e do presidente da câmera Júnio Mendonça chaves de veículos que vão auxiliá-los nas demandas do dia dia.

Na oportunidade, o presidente da Câmara também anunciou que deve ser votado ainda esta semana, um projeto de lei tornando a “Cavalgada”, evento realizado pela Exposul, Patrimônio Cultural Imaterial da sociedade Rondonopolitana.

Todas as demandas apresentadas durante audiência pública serão analisadas e encaminhadas através de propostas legislativas.

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Município de Rondonópolis se prepara para previsão de seca extrema e altas temperaturas

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NoneFoto – Marcos Miraglia
A previsão de incidência do fenômeno Super El Niño, que deve elevar consideravelmente as temperaturas no segundo semestre de 2026, já começa a gerar mobilização no poder público em Rondonópolis. Diante dos comunicados recebidos, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap) informou que tem atuado na tomada de decisões no início do ano para que o município possa sofrer o mínimo possível com essa situação alertada nos próximos meses.

O Boletim de Risco de Fogo, elaborado pela consultoria GMG Ambiental, por exemplo, apontou que as altas temperaturas previstas devem elevar os focos de calor na região em que Rondonópolis está inserido em até 80%, colocando em alerta máximo biomas como a Amazônia Legal, o Cerrado e o Pantanal. Conforme o secretário municipal de Meio Ambiente, Álvaro Fachim, uma das ações com vistas a esse cenário em âmbito local é o trabalho de limpeza e abertura de aceiros em áreas com histórico de queimadas.

Outra ação com vistas a reduzir os espaços propensos a propagação de fogo é o trabalho de recolhimento de resíduos em pontos irregulares, seguindo uma determinação do prefeito Cláudio Ferreira. O secretário informa que Rondonópolis possui mais de 20 bolsões de lixo, altamente propensos a proliferação de fogo, que estão sendo regularmente triados e limpos. Nesse contexto, o Município também tem reforçado a fiscalização para evitar o descarte irregular de resíduos.

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Com vistas a esse período de estiagem, Álvaro diz ainda que o Comitê de Combate ao Fogo já iniciou seus trabalhos em Rondonópolis e deve promover novas reuniões para detalhar as estratégias de enfrentamento às queimadas, em parceria com diversos órgãos. De antemão, ele diz que a convocação de brigadistas está sendo feita e que caminhões-pipas já estão disponíveis.

Além do poder público fazer sua parte, o secretário faz o pedido para que a população da cidade contribua diante dessa perspectiva, ajudando a prevenir focos de fogo, com limpeza de seus terrenos e evitando o descarte irregular de lixo. A intenção, segundo ele, é trabalhar para se aproximar do feito obtido em 2025, quando Rondonópolis teve uma redução de 87,05% de queimadas em relação a 2024.

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