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LEGISLATIVO

Câmara de vereadores é procurada para mediar conflito entre impro e Poder executivo em Rondonópolis

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A suspensão do Certificado de Regularidade Previdenciária-CRP , foi parar na Câmara de vereadores na tarde desta terça-feira (25), durante a Ordem do Dia.

A ideia foi buscar apoio junto ao Legislativo na negociação entre Instituto Municipal de Previdência de Rondonópolis- Impro e o Poder Executivo na celeuma que se instalou quanto à suspensão do certificado.

O documento que é emitido pelo Ministério da Previdência Social é a certificação exigida pelo governo federal como garantia de que a Prefeitura vai cumprir com os critérios e exigências estabelecidos na Lei nº 9.717, de 1998, que é a Lei Geral dos Regimes Próprios, e em seus regulamentos.

A lei em questão é o amparo legal dos segurados, de que o município vai manter em dia os repasses e legislações previdenciárias.

Acontece que todo ano deve ser criada uma lei estabelecendo o novo cálculo atuarial, que por sua vez, é aplicado no exercício do ano seguinte.

Foi exatamente o atraso na criação desta lei, que segundo o presidente do Impro, Roberto Carlos de Carvalho, resultou na suspensão do Certificado de Regularidade Previdenciária- CRP.

A administração municipal só encaminhou o projeto de lei em fevereiro deste ano, quando foi aprovado pela Câmara de vereadores. O Impro garante que enviou uma minuta de lei para a gestão municipal em meados do ano passado.

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Ainda segundo o Impro, o município teria alterado o projeto, sem consultar os órgãos jurídicos e o Instituto, mais que isso, que o projeto de lei enviado para a Câmara estaria em desconformidade com as legislações federais e por isso a suspensão do CRP.

CONSEQUÊNCIAS

O Ministério da Previdência Social entendeu que a ação está em desacordo com a legislação federal e o sistema eletrônico do Ministério da Previdência bloqueou a emissão da CRP.

Também foi verificada uma diferença de alíquota e por isso a cobrança contra o município no valor de R$ 1,5 milhão.

COMPLICAÇÕES

Outra problemática dentro do tema é a ausência de concurso público municipal, somada ao aumento no número de servidores aposentados e pensões. Isso provoca o aumento nos valores das alíquotas previdenciárias para o município.

REAÇÃO DO EXECUTIVO

Diante da suspensão do CRP, a prefeitura decidiu por questionar na justiça. A ação foi proposta na semana passada e tramita na Vara Federal de Rondonópolis, solicitando a emissão do certificado liminarmente.

O entendimento da Procuradoria Geral do município, é que a lei municipal de fevereiro deste ano que estabeleceu a alíquota de contribuição atende a legislação.

Durante a reunião, o Procurador Geral do Município, Rafael Santos de Oliveira, disse que tudo está de acordo com a legalidade (lei municipal) e que o município está tranquilo.

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Em relação à cobrança de R$ 1,5 milhão diante da alegação de diferenças dos valores das alíquotas, Rafael entende que é ilegal. “Se o prefeito pagar, aí sim, ele pode responder por improbidade administrativa”, afirma o procurador.

Ele disse também que a lei enviada pelo município foi minutada pelo próprio Impro e não entende porque agora quer uma reforma na legislação.

De acordo com a Secretária Municipal de Gestão de Pessoas, Carla Carvalho, a suspensão do CRP não comprometeu o pagamento dos servidores.

Porém, a informação passada por alguns vereadores, é de que a suspensão do certificado já está comprometendo os pagamentos de algumas empreiteiras, responsáveis por algumas obras públicas em Rondonópolis. Isso pode representar obras paradas.

Por fim, a Procuradoria Geral do Município enfatizou que vai aguardar a decisão da Justiça quanto ao pedido de liminar. Somente depois disso vai se posicionar quanto ao pagamento ou não de R$ 1,5 milhão aos cofres do Impro.

Participaram da reunião; a Diretoria e Procuradoria do Instituto Municipal de Previdência de Rondonópolis- Impro, secretários municipais, Procuradoria do município, além dos vereadores.

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Município de Rondonópolis se prepara para previsão de seca extrema e altas temperaturas

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NoneFoto – Marcos Miraglia
A previsão de incidência do fenômeno Super El Niño, que deve elevar consideravelmente as temperaturas no segundo semestre de 2026, já começa a gerar mobilização no poder público em Rondonópolis. Diante dos comunicados recebidos, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap) informou que tem atuado na tomada de decisões no início do ano para que o município possa sofrer o mínimo possível com essa situação alertada nos próximos meses.

O Boletim de Risco de Fogo, elaborado pela consultoria GMG Ambiental, por exemplo, apontou que as altas temperaturas previstas devem elevar os focos de calor na região em que Rondonópolis está inserido em até 80%, colocando em alerta máximo biomas como a Amazônia Legal, o Cerrado e o Pantanal. Conforme o secretário municipal de Meio Ambiente, Álvaro Fachim, uma das ações com vistas a esse cenário em âmbito local é o trabalho de limpeza e abertura de aceiros em áreas com histórico de queimadas.

Outra ação com vistas a reduzir os espaços propensos a propagação de fogo é o trabalho de recolhimento de resíduos em pontos irregulares, seguindo uma determinação do prefeito Cláudio Ferreira. O secretário informa que Rondonópolis possui mais de 20 bolsões de lixo, altamente propensos a proliferação de fogo, que estão sendo regularmente triados e limpos. Nesse contexto, o Município também tem reforçado a fiscalização para evitar o descarte irregular de resíduos.

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Com vistas a esse período de estiagem, Álvaro diz ainda que o Comitê de Combate ao Fogo já iniciou seus trabalhos em Rondonópolis e deve promover novas reuniões para detalhar as estratégias de enfrentamento às queimadas, em parceria com diversos órgãos. De antemão, ele diz que a convocação de brigadistas está sendo feita e que caminhões-pipas já estão disponíveis.

Além do poder público fazer sua parte, o secretário faz o pedido para que a população da cidade contribua diante dessa perspectiva, ajudando a prevenir focos de fogo, com limpeza de seus terrenos e evitando o descarte irregular de lixo. A intenção, segundo ele, é trabalhar para se aproximar do feito obtido em 2025, quando Rondonópolis teve uma redução de 87,05% de queimadas em relação a 2024.

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