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”Assassinaram a Cadeia da Pesca no Estado de Mato Grosso, afirma Júnior Mendonça”

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“O que fizeram com os trabalhadores e trabalhadoras que dependem da pesca para viver e sustentar suas famílias foi um verdadeiro assassinato”.

A afirmação foi feita pelo vereador Júnior Mendonça (PT), presidente da Câmara Municipal de Rondonópolis, durante o uso da Tribuna Livre na Sessão Ordinária desta quarta-feira (28).

Além disso, o parlamentar de Rondonópolis criticou os subsídios oferecidos pelo Governo do Estado em contrapartida à proibição da pesca durante os próximos cinco anos.

“O que ficou estabelecido é uma “bolsa miséria”, um valor insignificante, que vai rebaixar esses trabalhadores e trabalhadores e suas famílias a níveis inferiores à linha da pobreza”, lamentou Mendonça.

Júnior Mendonça foi enfático ao dizer que, segundo seu entendimento, os parlamentares estaduais que votaram a favor do projeto de autoria do Executivo Estadual, proibindo a pesca pelo período de cinco anos, agiram como homens que não valorizam, nem respeitam o trabalhador e a trabalhadora.

O parlamentar foi além, disse não estar vencido diante do que aconteceu nesta quarta-feira na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso -AL/MT com a aprovação do projeto, e conclamou todos os vereadores de Rondonópolis a abrir a discussão sobre o tema, “não podemos permitir que o próprio Sistema trabalhe contra a classe trabalhadora. Não vamos decretar a fome e a miséria dessas famílias”, finalizou Júnior Mendonça.

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PROJETO APROVADO

Na proposta, o transporte, armazenamento e comercialização do pescado ficará proibida a partir de 1º de janeiro de 2024 por um período de cinco anos.

O projeto foi aprovado com 15 votos favoráveis e oito contrários, os deputados Lúdio Cabral (PT)
e Valdir Barranco (PT), foram contra a proposta desde a chegada da matéria na AL, votando contra nas duas votações.

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Município de Rondonópolis se prepara para previsão de seca extrema e altas temperaturas

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NoneFoto – Marcos Miraglia
A previsão de incidência do fenômeno Super El Niño, que deve elevar consideravelmente as temperaturas no segundo semestre de 2026, já começa a gerar mobilização no poder público em Rondonópolis. Diante dos comunicados recebidos, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap) informou que tem atuado na tomada de decisões no início do ano para que o município possa sofrer o mínimo possível com essa situação alertada nos próximos meses.

O Boletim de Risco de Fogo, elaborado pela consultoria GMG Ambiental, por exemplo, apontou que as altas temperaturas previstas devem elevar os focos de calor na região em que Rondonópolis está inserido em até 80%, colocando em alerta máximo biomas como a Amazônia Legal, o Cerrado e o Pantanal. Conforme o secretário municipal de Meio Ambiente, Álvaro Fachim, uma das ações com vistas a esse cenário em âmbito local é o trabalho de limpeza e abertura de aceiros em áreas com histórico de queimadas.

Outra ação com vistas a reduzir os espaços propensos a propagação de fogo é o trabalho de recolhimento de resíduos em pontos irregulares, seguindo uma determinação do prefeito Cláudio Ferreira. O secretário informa que Rondonópolis possui mais de 20 bolsões de lixo, altamente propensos a proliferação de fogo, que estão sendo regularmente triados e limpos. Nesse contexto, o Município também tem reforçado a fiscalização para evitar o descarte irregular de resíduos.

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Com vistas a esse período de estiagem, Álvaro diz ainda que o Comitê de Combate ao Fogo já iniciou seus trabalhos em Rondonópolis e deve promover novas reuniões para detalhar as estratégias de enfrentamento às queimadas, em parceria com diversos órgãos. De antemão, ele diz que a convocação de brigadistas está sendo feita e que caminhões-pipas já estão disponíveis.

Além do poder público fazer sua parte, o secretário faz o pedido para que a população da cidade contribua diante dessa perspectiva, ajudando a prevenir focos de fogo, com limpeza de seus terrenos e evitando o descarte irregular de lixo. A intenção, segundo ele, é trabalhar para se aproximar do feito obtido em 2025, quando Rondonópolis teve uma redução de 87,05% de queimadas em relação a 2024.

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