Em Rondonópolis
Vereador Anderson Bananeiro de Rondonópolis é confrontado por colegas após críticas à secretária-adjunta de Agricultura
POLÍTICA MT
A recente sessão ordinária da Câmara Municipal de Rondonópolis, realizada no dia 2, foi marcada por intensos debates sobre a atuação da secretária-adjunta de Agricultura, Katiane Salomão. Durante a discussão, a gestora enfrentou críticas e também recebeu apoio de alguns vereadores.

O vereador Anderson Bananeiro (PRD) foi uma das vozes mais críticas, argumentando que Katiane não tem atendido adequadamente às demandas apresentadas pelos parlamentares, principalmente no que diz respeito às necessidades da zona rural. Ele mencionou um suposto favorecimento a certos grupos e relatou que, para resolver questões, tem recorrido diretamente ao secretário de Meio Ambiente, Álvaro Fachin, “pulando” a adjunta.
Em contrapartida, o vereador Adilson do Naboreiro (MDB) defendeu Katiane, ressaltando que ela assumiu a pasta em um cenário de dificuldades e falta de recursos, e que tem se esforçado para realizar seu trabalho. Naboreiro também destacou que, ao contrário do que Bananeiro afirmou, Katiane tem se mostrado disponível para atender a todas as solicitações. Ele ainda mencionou que um dos assessores de Bananeiro havia estado na secretaria, mas não contribuiu para melhorias significativas na zona rural durante seu tempo na pasta.
O vereador Wesley Cláudio (Novo) juntou-se à defesa de Katiane, elogiando sua capacidade de conduzir as ações da secretaria. Cláudio questionou a postura de Bananeiro, sugerindo que ele poderia estar buscando soluções imediatas para todas as demandas e insinuando que poderia haver questões pessoais entre os dois.Esse embate evidencia as tensões políticas e as diferentes perspectivas sobre a gestão da agricultura no município, refletindo as complexidades que envolvem o trabalho legislativo e a administração pública.
Fonte: Política
POLÍTICA MT
Abílio Brunini endurece fiscalização após Operação Gorjeta e mantém corridas de rua

Foto: divulgação
Em resposta aos desdobramentos da Operação Gorjeta, que investiga o desvio de mais de R$ 5 milhões em emendas parlamentares, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, anunciou uma mudança drástica na gestão de recursos públicos. Apesar do escândalo que afastou o presidente da Câmara, Chico 2000, e colocou outros sete vereadores sob suspeita, o Executivo municipal confirmou que o calendário de corridas de rua da capital será preservado.
O Novo Modelo de Controle: “Tolerância Zero”
Para garantir a continuidade dos eventos sem o risco de novas fraudes, a prefeitura implementará um sistema inédito de vigilância. A estratégia central é a criação de um setor de inteligência compartilhado dentro da estrutura administrativa da capital.
As principais medidas incluem:
* Parceria com a Polícia Civil: Agentes atuarão diretamente no monitoramento da execução de emendas e contratos.
* Termo de Ajustamento: Um novo regramento operacional para fiscalizar a destinação e o pagamento de recursos.
* Fiscalização Preventiva: O controle será contínuo e técnico, visando barrar irregularidades antes que os pagamentos sejam efetuados.
Preservação do Esporte e da Saúde
Brunini enfatizou a necessidade de separar a má conduta de agentes públicos do valor social dos eventos esportivos. Para o prefeito, suspender as corridas seria punir a população por crimes cometidos por políticos.
“As corridas são instrumentos de saúde e inclusão. O foco não é o cancelamento, mas o fortalecimento dos mecanismos de controle para que cada real chegue ao seu destino final”, pontuou o gestor.
Eventos tradicionais como a Corrida do Legislativo e a Corrida do Bom Jesus estão confirmados, mas agora operam sob o novo padrão de transparência e o olhar atento da Polícia Civil de Mato Grosso.
Impacto Político e Transparência
A iniciativa de trazer a polícia para dentro da Prefeitura busca dar uma resposta rápida à crise institucional e à forte cobrança da sociedade por accountability. Ao assumir o protagonismo da fiscalização, Abílio Brunini tenta transformar um cenário de corrupção em um marco de boa governança, estabelecendo Cuiabá como um modelo de cooperação interinstitucional no combate ao desvio de verbas parlamentares.

