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PEC que visa paralisar criação de unidades de conservação foi tema de audiência pública nesta segunda (15)

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 12/2023, que veda a criação de novos parques estaduais, foi tema de audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na tarde desta segunda-feira (5). O debate reuniu argumentos contrários à medida, expostos por pesquisadores e representantes do Ministério Público e de organizações da sociedade civil.

O projeto enviado pelo governo do estado prevê que unidades de conservação só poderão ser criadas após regularização de 80% das 47 unidades já existentes. Além disso, a criação dessas áreas dependerá de “disponibilidade de dotação orçamentária necessária para a completa e efetiva indenização aos proprietários afetados”, diz a proposta. 

O promotor de Justiça, Marcelo Caetano Vacchiano, considera que há vícios no texto. “A norma impediria que os municípios criassem unidades de conservação, enquanto a Constituição Federal fala para criar. Caso seja aprovada, poderia vir uma ADI [Ação Direta de Inconstitucionalidade]”, adiantou. “Nós não temos dúvidas que em caso de aprovação em plenário, o projeto vai ser judicializado porque os vícios são gritantes”, afirmou a consultora jurídica do Observatório Sociambiental de Mato Grosso (Observa-MT).

O secretário executivo do Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Formad), Herman Oliveira, estima que, ao condicionar a criação de unidades de conservação à regularização fundiária das áreas que existem, a proibição de novos parques perduraria por, no mínimo, dez anos. “É algo descolado da realidade. A proposta não se sustenta dos pontos de vista socioambiental, jurídico, fundiário”, criticou.

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Coordenadora do Programa Xingu, a advogada Biviany Rojas acredita que sejam poucos os proprietários que estavam nas áreas de conservação, antes da criação dos parques existentes. “Com base na validação dos cadastros ambientais rurais feitos pela Secretaria de Meio Ambiente, chegamos a avaliação que esses proprietários representam cerca de 3% da área de todas as unidades de conservação de Mato Grosso”, afirmou. Ela disse também que o Estado abrirá mão do melhor instrumento contra o desmatamento caso impeça a criação de novos parques de conservação.

Participantes da audiência lembraram que o trabalho da Comissão Estadual do Zoneamento Socioeconômico Ecológico de Mato Grosso indica a necessidade de criação de novas unidades de conservação no estado, o que não seria possível com a aprovação da PEC. “Parece haver uma preparação para que já haja um impedimento constitucional para criação de unidades de conservação quando chegar à Assembleia o projeto do zoneamento”, avaliou o deputado Lúdio Cabral (PT), requerente da discussão. 

“Nós tivemos a oportunidade de realizar essa audiência pública. A partir do que foi falado aqui, a gente vai buscar o convencimento dos deputados em torno ou da rejeição da proposta ou da retirada dela pelo governo ou do arquivamento pela Mesa Diretora”, explicou Cabral. 

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Outra preocupação exposta diz respeito à administração das unidades de conversação do estado. Pessoas que participaram de reunião criticaram a falta de investimentos e de destinação de recursos humanos para manutenção dos parques. Foram citados acidentes no Parque Estadual da Serra Azul, incluindo um último acontecido no fim de maio, quando um adolescente de 15 anos veio à óbito depois de escorregar e bater a cabeça numa cachoeira. 

Homenagens – Na reunião, também foram feitas homenagens à professora da Universidade Federal de Mato Grosso Michèle Sato, falecida no último 16 aos 63 anos, e ao indigenista brasileiro Bruno Pereira e ao jornalista britânico Dom Phillips, assassinados há um ano durante expedição no Vale do Javari, segunda maior terra indígena do país, no interior do Amazonas.

Fonte: ALMT – MT

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Mauro mantém liderança e hoje Medeiros ficaria com a 2ª vaga;

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RDNEWS

Pesquisa veritá estimuladaO deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Medeiros (PL), reduziu a vantagem do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), que segue na liderança da corrida eleitoral em Mato Grosso. Medeiros aparece como o segundo nome mais citado na modalidade estimulada da pesquisa divulgada pelo Instituto Veritá, na quinta-feira (7). A eleição para o Senado terá duas vagas em disputa para mandato de oito anos e, no atual cenário, o parlamentar desponta entre os favoritos para conquistar a segunda cadeira.

Neste cenário, quando se é apresentado o nome dos pré-candidatos como primeiro voto, Medeiros apareceu com 29,5% das intenções de voto, um crescimento expressivo em relação aos 22,2% da pesquisa anterior. Com isso, reduziu drasticamente a distância para Mauro, que aparece com 30,7%, gerando um empate técnico.

Montagem/Rdnews

Mauro Mendes e José Medeiros disputa ao Senado 2026

 Ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e o deputado federal José Medeiros (PL)

Abaixo estão a deputada Janaina Riva (MDB) com 13,2%; senador Carlos Fávaro (PSD) com 8%; produtor rural Antonio Galvan (Avante) com 6,2%; senador Jayme Campos (União BrasiL) com 4,9%; Margareth Buzetti (PP) com 2,5%. Ela ainda é seguida pela ex-federal Rosa Neide (PT) e pelo ex-senador Pedro Taques (PSB), com 2,2% e 2,1%. Brancos e nulos e os que não responderam somam 12%.

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Veritá/Rdnews

Pesquisa veritá espontânea

  Espontânea

Já na espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Medeiros saltou de 18% para 23,7% das intenções de voto. Mauro segue líder com 41%, mesmo tendo perdido 6%. A deputada Janaina segue em terceiro com 14,1%, registrando perda de 0,5%. Os dados ainda indicam que outros citados não ultrapassaram 10%, sendo eles: senadores Fávaro e Wellington Fagundes (PL), tem 9% e 7,1%. Enquanto Galvan tem 2,4% empatado tecnicamente com ex-senador Pedro Taques (PSB), deputada federal Coronel Fernanda (PL), Otaviano Pivetta (Republicanos) e Jayme Campos (União Brasil), com 0,4% e 2,4%.

Pesquisa

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 30 de abril deste ano, com 1.220 entrevistados. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos e o nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral sob número MT-01285/2026.

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