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Audiência pública debate divisão de terras e fomento a agricultura familiar

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Foto: Ronaldo Mazza

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) presidiu na segunda-feira (2), no auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa, uma audiência pública que debateu os conflitos no campo e os desafios da reforma agrária em Mato Grosso.

A deputada federal, Professora Rosa Neide (PT-MT); o deputado estadual Lúdio Cabral (PT); membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); da Comissão Pastoral da Terra (CPT); de organizações públicas e assentados de todo o Estado puderam expor as necessidades de um problema histórico no Brasil, que é a divisão de terras.

Membro titular da Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e Regularização Fundiária, o parlamentar abriu a discussão com uma verdadeira aula didática de história sobre todo o processo de separação, organização, legislação e entrega de terras no país, e confirmou os inúmeros desafios e obstáculos que cercam o assunto.

“O desafio da desconcentração de terra no Brasil, remonta desde o seu processo de colonização, principalmente desde a criação das capitanias hereditárias e, a partir dali, já concentra dentro das 14 capitanias os privilegiados e os escolhidos. E mesmo após a queda das capitanias, o país teve um vasto vácuo sem qualquer lei agrária para favorecer todos os produtores. Nós fomos ter a primeira lei agrária só em 1850, que estabelecia que as terras não poderiam mais ser doadas e sim compradas, o que favoreceu ainda mais a concentração de terras, pois quem tinham mais condições de compra era só a elite brasileira”, explicou.

O Brasil ainda vive a concentração extrema de terras, onde menos de 1% dos proprietários agrícolas possui 45% da área rural do país, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB). De acordo com a mesma pesquisa, os proprietários estão à frente de 87% dos estabelecimentos, representando quase 95% das propriedades rurais. As grandes fazendas, com mais de mil hectares, concentram 43% do crédito agrícola. Mas são os pequenos que respondem por mais de 70% da produção de alimentos.  

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São esses problemas históricos que trazem a relevância e servem de apoio para as novas discussões em torno da problemática. O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Mato Grosso, Antônio Carneiro, é filho de camponeses expulsos da terra, mas que conseguiram ser assentados. “O que nós camponeses e assentados lutamos é pelo direito a terra para a gente produzir alimentos e levar justiça social. A produção de alimentos da agricultura familiar é a benfeitoria de alimentos saudáveis e, consequentemente, isso impactaria no preço dos alimentos na cidade. Vale lembrar que a atual forma de sociedade que vivemos, desde a Europa, quando se desenvolveu a reforma agrária, foi o que possibilitou o continente de ser o que é hoje. Temos de dizer que a reforma agrária não deve ser vista como política social e sim como política de desenvolvimento interno”, disse.

Durante a realização da audiência, tinham vária alimentos expostos no auditório Milton Figueiredo, local do debate, que simbolizavam a luta pela valorização da agricultura familiar, que deve ser aumentada com a reforma agrária. Uma das missões é multiplicar pequenos produtores para fomentar e ampliar a diversidade de culturas e, consequentemente, os alimentos na mesa do mato-grossense. Segundo Márcia Montanari, representante do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), temos de fortalecer as famílias de produtores do estado e incentivar a diversificação de plantios.

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“Uma das medidas mais importantes para a promoção da agroecologia e da produção de alimentos saudáveis é a reforma agrária, pois os sistemas que concentram muitas terras e que produzem apenas um tipo de cultivo demandam uma utilização de insumos e fertilizantes químicos, além de agrotóxicos. Toda essa utilização prejudica os alimentos, os cursos d’água e o ambiente, além de trazer processos de adoecimentos crônicos para os trabalhadores vinculados ao modelo produtivo do agronegócio, e também para as pessoas que moram nas cidades com intensa produção agrícola”, apresentou.

Além da divisão de terras, também foi tratado sobre dados de assentamentos já realizados pelo Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), em âmbito estadual, e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em âmbito federal.

Barranco terminou dizendo que audiência é uma parte importante do processo, mas que todos os encaminhamentos propostos no debate continuarão a serem discutidos. “A luta pela reforma agrária nesse país é uma luta que vem desde os primórdios da nossa colonização e até hoje não foi resolvida. E são audiências como essa que são importantes para utilizarmos o espaço para ouvir aqueles e aquelas diretamente impactados com esse déficit. Bem como a criação do comitê de conflitos e do comitê de mediação para os assuntos agrários”, finalizou.

Fonte: ALMT

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Mauro mantém liderança e hoje Medeiros ficaria com a 2ª vaga;

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Pesquisa veritá estimuladaO deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Medeiros (PL), reduziu a vantagem do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), que segue na liderança da corrida eleitoral em Mato Grosso. Medeiros aparece como o segundo nome mais citado na modalidade estimulada da pesquisa divulgada pelo Instituto Veritá, na quinta-feira (7). A eleição para o Senado terá duas vagas em disputa para mandato de oito anos e, no atual cenário, o parlamentar desponta entre os favoritos para conquistar a segunda cadeira.

Neste cenário, quando se é apresentado o nome dos pré-candidatos como primeiro voto, Medeiros apareceu com 29,5% das intenções de voto, um crescimento expressivo em relação aos 22,2% da pesquisa anterior. Com isso, reduziu drasticamente a distância para Mauro, que aparece com 30,7%, gerando um empate técnico.

Montagem/Rdnews

Mauro Mendes e José Medeiros disputa ao Senado 2026

 Ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e o deputado federal José Medeiros (PL)

Abaixo estão a deputada Janaina Riva (MDB) com 13,2%; senador Carlos Fávaro (PSD) com 8%; produtor rural Antonio Galvan (Avante) com 6,2%; senador Jayme Campos (União BrasiL) com 4,9%; Margareth Buzetti (PP) com 2,5%. Ela ainda é seguida pela ex-federal Rosa Neide (PT) e pelo ex-senador Pedro Taques (PSB), com 2,2% e 2,1%. Brancos e nulos e os que não responderam somam 12%.

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Veritá/Rdnews

Pesquisa veritá espontânea

  Espontânea

Já na espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Medeiros saltou de 18% para 23,7% das intenções de voto. Mauro segue líder com 41%, mesmo tendo perdido 6%. A deputada Janaina segue em terceiro com 14,1%, registrando perda de 0,5%. Os dados ainda indicam que outros citados não ultrapassaram 10%, sendo eles: senadores Fávaro e Wellington Fagundes (PL), tem 9% e 7,1%. Enquanto Galvan tem 2,4% empatado tecnicamente com ex-senador Pedro Taques (PSB), deputada federal Coronel Fernanda (PL), Otaviano Pivetta (Republicanos) e Jayme Campos (União Brasil), com 0,4% e 2,4%.

Pesquisa

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 30 de abril deste ano, com 1.220 entrevistados. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos e o nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral sob número MT-01285/2026.

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