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Estudante quer ser 1ª médica de comunidade quilombola: “Sem auxílio do Governo de MT seria impossível”

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Descendente de escravos, a estudante de medicina Nádia Silviely Benites Saturnino, de 22 anos, é uma das beneficiadas com a bolsa de estudo de R$ 900 por mês, concedida pelo Governo de Mato Grosso aos acadêmicos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) de origem quilombola. Sem apoio financeiro, ela afirma que seria impossível dar sequência aos estudos.

Como o curso é integral, a estudante não tem condições de trabalhar para pagar as despesas e o Auxílio Piqui, fornecido pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), vai ajudar na permanência dela na faculdade para que possa se tornar a primeira médica da comunidade quilombola Ribeirão do Itambé, em Chapada dos Guimarães, da qual faz parte.  

“Esse auxílio é a realização de sonhos, porque hoje não tenho como trabalhar. Se Deus quiser, vou ser a primeira médica da comunidade”, declarou a jovem, que sempre estudou na Escola Estadual Vereador Amarílio Gomes da Silva, que fica na comunidade Ribeirão dos Cocais, em Nossa Senhora do Livramento, e agora iniciou o segundo semestre da graduação.

O projeto contempla 56 estudantes da UFMT que concluíram o ensino médio em escolas da rede estadual, no início do curso. A seleção dos beneficiados é feita com base na análise do histórico escolar e na nota do Enem. 

Nádia chegou a fazer dois anos e meio de farmácia, mas tinha vontade mesmo era de fazer medicina. “Era um sonho ambicioso, porque do lugar de onde eu venho, de acordo com a minha realidade, apesar da minha mãe ter feito o melhor que ela pode, era um sonho ambicioso. Jamais teria condições de pagar um curso assim”, comentou.

Ela viu no Programa de Inclusão de Estudantes Quilombolas (PROINQ) uma possibilidade de ingressar na faculdade de medicina.

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A estudante é tataraneta de Ana Martinha da Silva, que era filha de escravos e morreu aos 123 anos, em 2004, quando Nádia ainda era pequena. Por causa da idade, Ana Martinha chegou a entrar para o Guiness Book (Livro dos Recordes) como a mulher mais idosa do mundo.

A mãe de Nádia é professora e foi a primeira da família a se formar na faculdade e sempre a incentivou a estudar.

Agora, ela espera ser referência para outros estudantes da comunidade. Atualmente, poucos moradores têm curso superior ou estão na faculdade.

A bolsa contribui com a quebra de barreiras e torna possíveis planos que aparentemente eram distantes. Aos 43 anos, Aracirdo Martins está cursando agronomia, quase 20 anos depois de ter terminando o ensino médio.

“Essa é uma ótima oportunidade para nós na universidade. E não importa a idade, se a gente quiser, se empenhar, conseguimos chegar ao objetivo. A minha comunidade conta comigo para fazer a diferença e ser referência”, contou. Até agora não há ninguém na família dele com curso superior e ele deve ser o primeiro. 

Outra vez, ele tentou fazer faculdade, mas não conseguiu continuar. “Antes comecei a fazer engenharia mecânica, mas tive que trancar porque não tive condições de me manter e agora houve essa oportunidade”, explicou Aracirdo, que é da Comunidade Mata Cavalo, também no município de Nossa Senhora de Livramento.

A renda da maioria das famílias quilombolas é baixa e é praticamente impossível o estudante se manter na cidade para frequentar as aulas, como avalia o acadêmico de direito Douglas Marques, da Comunidade Capão Verde, em Poconé.

“Esse programa é muito especial, principalmente para quem é do interior, que não tem moradia, não tem onde ficar. Sem auxílio é quase impossível, porque são famílias que ganham em torno de um salário mínimo e não teriam como pagar aluguel, alimentação”, pontuou o jovem de 18 anos.

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Projeto de MT é referência

Com a concessão do auxílio, o Governo de Mato Grosso incentiva a inclusão das minorias, como destaca a superintendente de Diversidades da Seduc, Lúcia dos Santos.

O projeto desenvolvido em Mato Grosso, onde há mais de 100 comunidades quilombolas, é referência para outros estados. “Outros estados já nos procuraram, porque somos pioneiros nesse programa. E acreditamos também que esses estudantes serão referência para uma população que sempre foi ignorada socialmente”, declarou.

O benefício tem o objetivo de evitar a evasão escolar e ajudar os estudantes no início da faculdade. “Essa bolsa é mais um incentivo do Governo do Estado aos estudantes que concluíram o ensino médio na rede estadual, para que possam se manter pelos oito primeiros meses da faculdade. Com isso, vamos dar a oportunidade para que eles possam ingressar no mercado de trabalho”, pontuou o secretário estadual de Educação, Alan Porto. 

Por ano, 145 vagas em todos os cursos são destinadas aos estudantes inscritos no PROINQ. “A UFMT criou essa política para dar direito com equidade aos povos originários, aos povos quilombolas. O processo de seleção é o coeficiente de rendimento escolar dos alunos do ensino médio das escolas públicas do estado de Mato Grosso”, explicou o pró-reitor de Ensino de Graduação da instituição, Adelmo Carvalho.

Fonte: GOV MT

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Governo de MT investe mais de R$ 300 milhões em infraestrutura em Rondonópolis

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O Governo de Mato Grosso realiza investimentos que superam R$ 300 milhões em obras de infraestrutura no município de Rondonópolis. São ações que contemplam o asfaltamento de rodovias que ligam a cidade até distritos e comunidades, asfalto novo e recuperação nos distritos industriais, além de uma nova ponte sobre o Rio Vermelho.

Por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), o Governo está finalizando a pavimentação de três rodovias que ligam importantes localidades, que antes não tinham uma via asfaltada para chegar até a sede municipal.

É o caso da MT-383, que liga Rondonópolis, a partir do Parque de Exposições, até a comunidade de Três Pontes e a Vila Naboreiro. A obra está pronta e recebeu um investimento de R$ 46,5 milhões para asfaltar 27,8 quilômetros.

O asfaltamento de 42,3 km da MT-471, que dá acesso ao Assentamento Carimã, também está sendo concluído. É um investimento de R$ 43,3 milhões, que também vai estimular o turismo na região, conhecida por um complexo com cachoeiras, trilhas e balneários.

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Com um investimento de R$ 38,6 milhões, a obra para asfaltar a estrada que dá acesso à Comunidade do Miau a partir do Praia Clube também está na reta final. São asfaltados 29,12 km, beneficiando também moradores da Gleba Rio Vermelho, que estão no local desde 1990.

As obras do Governo também trazem benefícios dentro da área urbana, com a construção de uma nova ponte sobre o Rio Vermelho e a extensão da Avenida W11. As duas ações representam um investimento de R$ 30,5 milhões, garantindo a quarta ligação entre os dois lados da cidade.

Também foram firmados convênios com a prefeitura de Rondonópolis. Dois deles foram destinados a recuperar e asfaltar ruas dos distritos industriais do município. Um deles garantiu R$ 68,5 milhões, sendo R$ 50 milhões do Estado para o distrito antigo, e outro garantiu R$ 65,3 milhões, sendo R$ 60 milhões da Sinfra-para asfaltar o Distrito Vetorasso, obras já em fase final.

Outros convênios firmados com o municípios garantem a construção da Feira do Jardim Atlântico, aquisição de academias ao ar livre, instalação de 20.684 luminárias do Programa MT Iluminado, entrega de máquinas, revitalização de campos de futebol e praças públicas.

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Fonte: Governo MT – MT

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