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E-Lab 65/66 – Instituições públicas debatem a ‘cultura do erro’ como parte do processo criativo

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O estímulo à participação criativa de servidores na construção de soluções para o ambiente público abriu os debates realizados pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, nessa segunda-feira (29 de maio), durante o Encontro de Laboratórios de Inovação de Mato Grosso, E-LAB 65/66. O código 65/66 faz referência ao código de telefonia utilizado em Mato Grosso, que marca simbolicamente a proposta do Poder Judiciário em integrar e democratizar as discussões com a participação de diferentes agentes de inovação, distribuídos de norte a sul e de leste a oeste do Estado.
 
Idealizado pelo Laboratório de Inovação (InovaJusMT), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o evento reunirá até a próxima quarta-feira (31 de maio), servidores e agentes públicos que atuam em laboratórios de inovação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), do Ministério Público Estadual e do Governo do Estado, para juntos debaterem a troca de experiência na entrega de serviços à população.
 
Os debates tiveram início com a palestra ‘A importância dos laboratórios para inovação dos serviços públicos’, ministrada pelo servidor público federal da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Rodrigo Narcizo. Segundo ele, a inovação na oferta eficiente de serviços públicos passa estrategicamente pelo grau de estímulo a que é submetido o servidor. Quanto mais estimulado e reconhecido for o servidor, maior e melhor será a entrega de resultados à população. Diferente do conceito tecnológico imaginado pela maioria das pessoas, a inovação pode ser aplicada para o aprimoramento das mais diferentes áreas de serviço, como também para a construção de arranjos que promovam melhorias no ambiente de trabalho.
 
O papel do líder também é estratégico no processo de inovação. Quanto mais receptivo às tecnologias que envolvem o aprimoramento do serviço público, maiores serão as possibilidades de criação e engajamento da equipe, traduzidas em respostas rápidas e criativas à sociedade e ao próprio ecossistema organizacional da instituição.
 
“O agente de inovação precisa ser reconhecido e valorizado pela instituição. E nesse processo, o líder é o teto da inovação. Quanto mais participativo e consciente for o líder, maior o processo de criação e envolvimento dos servidores. A inovação precisa ser ‘patrocinada’ pela gestão, que deve manter a equipe estimulada. A vida útil dos laboratórios e do processo de inovação dentro das instituições está diretamente vinculada ao alinhamento e a vontade política da gestão. Quanto maior o envolvimento, maior o engajamento e maior o retorno ao cidadão”, definiu Rodrigo Narcizo.
 
Os laboratórios de inovação também são espaços de interconexão entre diferentes setores de uma mesma empresa ou instituição, criados como ambientes para a testagem de ideias e projetos, a chamada prototipagem. Como parte do processo criativo, os laboratórios são ambientes seguros, onde as possibilidades de erro e acerto são admitidas como necessárias ao processo criativo. “O medo de errar inibe o processo criativo, e nesse sentido, grande parte das organizações inibem seus colaboradores no momento em que dizem que o erro não é admitido, que erro é sinônimo de gasto público. A cultura de que o erro é ruim, de que o erro deve ser punido, e punido com rigor, tem inibido o desenvolvimento de projetos extraordinários na gestão pública”, frisa Narcizo.
 
Compreender as possibilidades de erro e acerto como parte do processo criativo, foi debatido durante a mesa “Experimentar e Falhar. É permitido?”, mediada pelo juiz titular da 3ª Vara Cível da Comarca de Cuiabá, juiz-membro do Tribunal Regional Eleitoral, e especialista em Direito Digital, Cyber Segurança e Data Protection, Luiz Octávio Sabóia Ribeiro.
 
O painel contou com a participação da coordenadora do InovaJusMT e também coordenadora do E-Lab 65/66, a juíza auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça Viviane Brito Rebello, além da presença do superintendente de Governança em Inovação em Práticas Públicas da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplag), Washington Silva, e da contribuição dada pelo palestrante Rodrigo Narcizo, que permaneceu nos debates.
 
Para o juiz Octávio Sabóia, o processo de inovação passa necessariamente pela testagem do produto, com espaço para erro e acerto, admitidos como parte do processo criativo dentro da organização.
 
“O período da pandemia é um exemplo do espaço onde erros e acertos tiveram que ser admitidos pelas instituições como parte do processo de criação, e de resposta ao cidadão. As organizações públicas se viram obrigadas a confiar em suas equipes, no sentido de errar e acertar, testar e experienciar o “fazimento” de diferentes soluções para assegurar a continuidade do atendimento ao cidadão. A pressão gerada pelo momento fez com que as instituições se voltassem para o seu corpo técnico, onde todos tiveram que participar do processo criativo”, frisa Sabóia.
 
Uma proposta interessante é a criação de espaços transversais de cooperação, com laboratórios voltados para modelos de inovação aberta, onde cabeças pensantes de diferentes instituições podem trabalhar conjuntamente para a solução de ‘dores’ e desafios comuns, criando uma rede de colaboração transversal. A ideia foi defendida pelos participantes com uma alternativa rápida para soluções comuns, onde cada parceiro pode contribuir com o aprimoramento da expertise desenvolvida em sua área de atuação.
 
A união de esforços e ideias entre os parceiros do E-Lab 65/66 foram ressaltados pela coordenadora do InovaJusMT, Viviane Brito como resultado da preocupação compartilhada pelas instituições no sentido de aprimorar o atendimento ao cidadão. “Percebo que a preocupação da gestão pública é garantir resultados, e resultados rápidos, algo que também me preocupa. Como sermos céleres e eficientes diante da demanda social que cresce de forma acelerada. A gestão pública precisa buscar métodos para planejar cada vez mais rápido e ao mesmo tempo, precisamos do tempo de maturação necessário para cada nível de ideia. E nessa dinâmica, é imprescindível não deixarmos que o medo do errar crie uma barreira no momento de ‘pensar’ solução; e o desafio é pensar muito, pensar bastante, pensar com eficiência e pensar com foco em soluções exequíveis”, concluiu.
 
O superintendente de Governança do Estado, Washigton Silva destacou a iniciativa inovadora do Poder Judiciário em reunir parceiros focados no processo criativo dentro da gestão pública, e parabenizou Judiciário pela construção participativa para a realização do evento.
 
“Temos trabalhado muito para desmistificar dentro do serviço público que inovação vai muito além do setor de tecnologia da informação. O maior obstáculo para a inovação não é tecnológico, mas sim humano. Temos uma cultura voltada para controlar e manter o status quo e não para inovar, todo o processo dentro do serviço público é baseado em uma filosofia de evitar o erro. Imagina se Santos Dumont tivesse desistido no primeiro erro, ou no primeiro acidente que ele sofreu? Certamente teríamos demorado mais para ter o avião. Toda startup, por exemplo, sabe que vai fazer e que vai dar errado, ele não presume que vai dar certo, ele presume que vai dar errado, a questão é ele saber que quanto mais rápido ele errar, mais rápido ele vai aprender, e mais rápido ele vai ter um diferencial competitivo. E quando temos um projeto que faz sentido, o erro estratégico quer fazer com que aquele mesmo projeto seja aplicado para os 141 municípios, antes que a ideia seja maturada e testada. Aí na primeira falha do projeto, ele é demonizado e abortado pelo serviço público”, defende Washington.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto ampliada do público durante a palestra, ao fundo no palco, os debates estão sentados em formato de semicírculo. Ao centro a juíza Viviane Brito, a sua esquerda o juiz Octávio Sabóia e a extrema esquerda, o participante Rodrigo Narcizo. À direita, o servidor do Governo do Estado Washington Silva.Segunda imagem: O servidor público federal da Agência Nacional de Aviação Civil, Rodrigo Narcizo palestrante do dia concede entrevista à TV.Jus. Ele usa óculos de grau e veste blazer cinza escuro com gravata listrada em tons de lilás. Terceira imagem: Foto mais próxima dos participantes sentados em pufs brancos com a logo do Inovajus e ao fundo telão com a logo do E-Lab.
 
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Naiara Martins/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Governo de MT investe mais de R$ 300 milhões em infraestrutura em Rondonópolis

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O Governo de Mato Grosso realiza investimentos que superam R$ 300 milhões em obras de infraestrutura no município de Rondonópolis. São ações que contemplam o asfaltamento de rodovias que ligam a cidade até distritos e comunidades, asfalto novo e recuperação nos distritos industriais, além de uma nova ponte sobre o Rio Vermelho.

Por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), o Governo está finalizando a pavimentação de três rodovias que ligam importantes localidades, que antes não tinham uma via asfaltada para chegar até a sede municipal.

É o caso da MT-383, que liga Rondonópolis, a partir do Parque de Exposições, até a comunidade de Três Pontes e a Vila Naboreiro. A obra está pronta e recebeu um investimento de R$ 46,5 milhões para asfaltar 27,8 quilômetros.

O asfaltamento de 42,3 km da MT-471, que dá acesso ao Assentamento Carimã, também está sendo concluído. É um investimento de R$ 43,3 milhões, que também vai estimular o turismo na região, conhecida por um complexo com cachoeiras, trilhas e balneários.

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Com um investimento de R$ 38,6 milhões, a obra para asfaltar a estrada que dá acesso à Comunidade do Miau a partir do Praia Clube também está na reta final. São asfaltados 29,12 km, beneficiando também moradores da Gleba Rio Vermelho, que estão no local desde 1990.

As obras do Governo também trazem benefícios dentro da área urbana, com a construção de uma nova ponte sobre o Rio Vermelho e a extensão da Avenida W11. As duas ações representam um investimento de R$ 30,5 milhões, garantindo a quarta ligação entre os dois lados da cidade.

Também foram firmados convênios com a prefeitura de Rondonópolis. Dois deles foram destinados a recuperar e asfaltar ruas dos distritos industriais do município. Um deles garantiu R$ 68,5 milhões, sendo R$ 50 milhões do Estado para o distrito antigo, e outro garantiu R$ 65,3 milhões, sendo R$ 60 milhões da Sinfra-para asfaltar o Distrito Vetorasso, obras já em fase final.

Outros convênios firmados com o municípios garantem a construção da Feira do Jardim Atlântico, aquisição de academias ao ar livre, instalação de 20.684 luminárias do Programa MT Iluminado, entrega de máquinas, revitalização de campos de futebol e praças públicas.

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Fonte: Governo MT – MT

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