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Estudo mostra que bioinsumos podem gerar economia superior a R$ 27 bilhões
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O documento destaca o uso de bioinsumos como uma solução eficaz para as principais culturas de gramíneas do Brasil, como arroz, milho, trigo, cana-de-açúcar e pastagens, proporcionando uma alternativa sustentável aos fertilizantes químicos.
A iniciativa faz parte do Projeto Nitro+, uma estratégia do Mapa voltada para ampliar o uso de inoculantes em gramíneas, como já ocorre com as leguminosas, como a soja, que se beneficiam há anos dessa biotecnologia. A ideia é alavancar a produção agropecuária de forma mais sustentável e eficiente, reduzindo a dependência de fertilizantes importados e aumentando a competitividade internacional do Brasil.
Durante o evento, o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Pedro Neto, destacou a necessidade de consolidar os processos de inovação na agropecuária brasileira. Para ele, um dos grandes desafios é “tangibilizar” a inovação, ou seja, torná-la acessível e aplicável a todos os agricultores, independentemente do tamanho de suas propriedades. “É essencial que essas inovações agreguem valor ao que é produzido no campo, aumentando a sustentabilidade e a produtividade da nossa agropecuária”, afirmou Neto.
O estudo foi elaborado em parceria com a Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e o Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras, instituições que contribuíram para desenvolver uma análise detalhada sobre o uso de bioinsumos em gramíneas e os impactos dessa tecnologia na agricultura. Neto elogiou a colaboração entre as entidades e reforçou o compromisso do Mapa em continuar trabalhando para fortalecer o setor agropecuário por meio da inovação.
O representante do IICA no Brasil, Gabriel Delgado, ressaltou a importância da colaboração entre governo, setor privado, instituições de pesquisa e organizações internacionais para o avanço da agricultura sustentável no país. “Esse estudo é um exemplo claro do que é possível conquistar quando todos os setores trabalham juntos em prol de um objetivo comum. O tema dos bioinsumos se tornou prioritário, tanto para o governo brasileiro quanto para o IICA”, afirmou Delgado.
A utilização de bioinsumos, que inclui micro-organismos benéficos, biofertilizantes e bioestimulantes, traz uma série de vantagens para o agricultor, como o aumento da produtividade e a redução dos custos com insumos químicos. Além disso, esse modelo de produção é mais resiliente às mudanças climáticas e às oscilações do mercado internacional de fertilizantes.
O fortalecimento do ecossistema de inovação em bioinsumos no Brasil envolve diversos atores, como institutos de pesquisa, startups, universidades, investidores e governos estaduais. A criação de uma rede de inovação é essencial para impulsionar o uso de tecnologias mais sustentáveis no campo, reduzindo a dependência de insumos externos e promovendo uma agricultura mais eficiente e competitiva.
Além disso, o estudo coloca o Brasil em uma posição estratégica para liderar o debate global sobre agricultura sustentável. A redução das emissões de gases de efeito estufa, prevista com o uso de bioinsumos, pode contribuir significativamente para que o país atinja suas metas ambientais, ao mesmo tempo em que fortalece sua produção agropecuária.
Após a apresentação do estudo, o evento contou com três painéis que abordaram diferentes aspectos da inovação no setor agrícola. O primeiro painel foi conduzido por Alessandro Cruvinel, diretor de Apoio à Inovação para a Agropecuária do Mapa, e por Marcos Pupin, diretor de Assuntos Regulatórios da ABBI, que traçaram um panorama sobre o mercado de bioinsumos no Brasil e os avanços no desenvolvimento de novas tecnologias.
No segundo painel, Luana Nascimento, pesquisadora do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras, apresentou os principais resultados do estudo, destacando os impactos positivos que os bioinsumos podem trazer para as culturas de gramíneas e a importância de expandir o uso dessa tecnologia em todo o país.
Por fim, no terceiro painel, Jorge Luiz Jardim Teixeira, gerente do Departamento de Agronegócios e Alimentos da Finep, abordou o apoio institucional para projetos de inovação em bioinsumos e bioeconomia, reforçando o papel do governo em fomentar o desenvolvimento tecnológico no setor agropecuário.
Fonte: Pensar Agro
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Prefeitura realiza chamamento público e fomenta agricultura familiar
Ao optar pela produção local, Executivo garante produtos de qualidade na merenda e incentiva a fixação e gera renda aos produtores no campo
A Prefeitura de Várzea Grande realiza, nesta segunda-feira (5), o credenciamento, por meio de chamamento público dos produtores da agricultura familiar, que atenderão ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) dentro do Município.
Segundo a coordenadora de inspeção da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Kelly Enciso Alves, a ação visa aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural, além de garantir a segurança alimentar dentro das escolas.
“É importante garantirmos ações como essas para a economia e renda da agricultura familiar do nosso Município, além disso estamos colaborando para uma alimentação de qualidade, garantindo a segurança alimentar para nossas crianças com produtos genuinamente várzea-grandense”, disse Kelly.
A agente de contratação da Secretaria de Administração, Dalciney Fidelis Nogueira, relata que a ação visa fomentar a economia local. “Nosso Município ganha muito ao incentivar a agricultura familiar, o trabalho do campo, e principalmente, garantindo uma alimentação saudável aos alunos da rede municipal”, conta.
O presidente da Cooperativa de Comercialização de Agricultores Familiares de Economia Solidária e Extrativismo da Baixada Cuiabana (Coopeveg), com sede em Várzea Grande, Laudêncio Bispo Evangelista, explicou que a cooperativa é composta por aproximadamente 107 cooperados e tem como um dos principais focos a distribuição de alimentos à alimentação escolar.
“Produzimos produtos como melão, melancia, abóbora, quiabo e diversas folhas, garantindo que eles cheguem com qualidade para as escolas do nosso Município. O PNAE ajuda muito os produtores que estão diariamente trabalhando e colaborando com o desenvolvimento de Várzea Grande”, afirmou Laudêncio Bispo.

