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Departamento de Agricultura dos Estados Unidos prevê que Brasil vá produzir 173 milhões de toneladas
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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta segunda-feira (24.03) novas projeções para a safra de soja brasileira do ciclo 2025/26, que será semeada a partir de setembro. De acordo com o adido do USDA em Brasília, a área plantada deve atingir 48,2 milhões de hectares, superando os 47,3 milhões estimados para 2024/25.
Se confirmadas as previsões, o Brasil deve registrar mais uma safra recorde, com produção estimada em 173 milhões de toneladas de soja, acima das 169,5 milhões esperadas para o ciclo atual. Esse crescimento reflete o avanço da tecnologia no campo, com variedades de sementes mais produtivas e melhores práticas de manejo adotadas pelos produtores.
A soja brasileira segue fortalecendo sua presença no mercado internacional. As exportações devem atingir um recorde de 112 milhões de toneladas em 2025/26, acima das 108,3 milhões previstas para o ciclo atual. Esse avanço será impulsionado pela crescente demanda chinesa e pela desvalorização do real, que torna o produto brasileiro mais competitivo no cenário global.
“Espera-se que os produtores brasileiros continuem a contar com tecnologia inovadora em sementes e proteção de culturas para manter altos rendimentos”, afirmou o adido do USDA. Contudo, ele ressaltou que o uso de insumos de alta tecnologia dependerá da rentabilidade final da safra 2024/25.
O processamento de soja também deve crescer no próximo ciclo, alcançando 57 milhões de toneladas em 2025/26, um aumento de 1% em relação ao ciclo atual. Esse crescimento será sustentado pelo aumento da demanda tanto no mercado interno quanto nas exportações de farelo e óleo de soja.
A produção de farelo de soja deve chegar a 43,89 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja deve atingir 11,4 milhões de toneladas. O consumo interno de óleo deve crescer para 10,1 milhões de toneladas, refletindo o avanço do biodiesel e do setor de alimentos.
O mercado de soja tem sido influenciado por variáveis como o avanço da colheita brasileira e as tarifas comerciais entre Estados Unidos e China. Nos últimos meses, os preços da oleaginosa oscilaram na Bolsa de Chicago (CBOT), registrando alta em janeiro e fevereiro, mas revertendo a tendência em março, com queda de 3,5% nas cotações.
No Brasil, a Conab revisou para cima a projeção da safra 2024/25, agora estimada em 167,4 milhões de toneladas. A produtividade média subiu para 3.527 kg/ha, com destaque para os ganhos em Mato Grosso (+2,9%), Goiás (+7,4%), Piauí (+4,6%) e Tocantins (+3,4%).
A pressão da colheita impactou os preços internos, com quedas observadas em fevereiro. Em Sorriso (MT), a saca de soja chegou a R$ 106,40. Contudo, a demanda chinesa ajudou na recuperação das cotações em março, com os prêmios de exportação no porto de Paranaguá subindo de 18 para 56 centavos de dólar por bushel.
No cenário global, os estoques chineses seguem em queda devido a atrasos nos embarques brasileiros. Como resultado, a China aumentou suas estimativas de esmagamento para 105 milhões de toneladas, reforçando a posição do Brasil como fornecedor estratégico. A menor dependência da China em relação à soja americana consolida o Brasil como líder na exportação global da oleaginosa.
A projeção do USDA para 2025/26 reforça a importância da soja brasileira no cenário mundial. O desafio para os produtores segue sendo a rentabilidade, especialmente diante da volatilidade cambial e dos custos de produção. No entanto, a perspectiva de uma safra recorde e a demanda aquecida mantêm o Brasil na liderança do mercado global de soja.
Fonte: Pensar Agro
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Prefeitura realiza chamamento público e fomenta agricultura familiar
Ao optar pela produção local, Executivo garante produtos de qualidade na merenda e incentiva a fixação e gera renda aos produtores no campo
A Prefeitura de Várzea Grande realiza, nesta segunda-feira (5), o credenciamento, por meio de chamamento público dos produtores da agricultura familiar, que atenderão ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) dentro do Município.
Segundo a coordenadora de inspeção da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Kelly Enciso Alves, a ação visa aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural, além de garantir a segurança alimentar dentro das escolas.
“É importante garantirmos ações como essas para a economia e renda da agricultura familiar do nosso Município, além disso estamos colaborando para uma alimentação de qualidade, garantindo a segurança alimentar para nossas crianças com produtos genuinamente várzea-grandense”, disse Kelly.
A agente de contratação da Secretaria de Administração, Dalciney Fidelis Nogueira, relata que a ação visa fomentar a economia local. “Nosso Município ganha muito ao incentivar a agricultura familiar, o trabalho do campo, e principalmente, garantindo uma alimentação saudável aos alunos da rede municipal”, conta.
O presidente da Cooperativa de Comercialização de Agricultores Familiares de Economia Solidária e Extrativismo da Baixada Cuiabana (Coopeveg), com sede em Várzea Grande, Laudêncio Bispo Evangelista, explicou que a cooperativa é composta por aproximadamente 107 cooperados e tem como um dos principais focos a distribuição de alimentos à alimentação escolar.
“Produzimos produtos como melão, melancia, abóbora, quiabo e diversas folhas, garantindo que eles cheguem com qualidade para as escolas do nosso Município. O PNAE ajuda muito os produtores que estão diariamente trabalhando e colaborando com o desenvolvimento de Várzea Grande”, afirmou Laudêncio Bispo.

