AGRONEGÓCIO
Universitários de Agronomia e Florestal exercitam técnicas experimentais no Campo da Embrapa Amapá
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Eles conheceram in loco novas tecnologias para o estado do Amapá.
Alunos dos cursos de Engenharia Agronômica, campus Território dos Lagos, e de Engenharia Florestal, campus Macapá, da Universidade do Estado do Amapá (UEAP), fizeram exercícios práticos para as disciplinas Estatística Básica e Estatística Experimental em diversos experimentos da Embrapa Amapá, durante visita técnica ao Campo do Cerrado, na manhã da terça-feira, 31/5. Acompanhados do professor Perseu da Silva Aparício, eles conheceram in loco dados e informações de planejamento, espaçamentos, desenvolvimento de plantas e frutos, referentes a diversas tecnologias agrícolas e florestais instaladas neste campo.
Sob o sol intenso desta fase de transição inverno-verão amazônico, a programação contou com a monitoria técnica do pesquisador Nagib Melém, que apresentou os experimentos das tecnologias referentes a sistema de produção e cultivares de açaí de terra firme, citrus e a área de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). “Além de todo esse conhecimento técnico, destaco também a interação proporcionada entre pesquisa e ensino, estamos aqui diante de estudantes que tiveram um longo período de isolamento social (devido a pandemia do novo coronavírus) e entram direto na experiência de conhecer in loco um campo experimental. Muitos conheceram hoje uma instituição de pesquisa e a realidade do campo experimental. É uma satisfação contribuir com a UEAP e seus estudantes nessa formação”, afirmou o pesquisador.
O professor Perseu Aparício destacou que as atividades práticas e acadêmicas realizadas no campo da Embrapa têm o objetivo de exercitar a mensuração de experimentos de várias espécies agrícolas para os alunos avaliarem qual tipo de tratamento dado a estas culturas são mais indicadas ao produtor rural. “Dentro desta dinâmica, a Embrapa instala experimentos e é parceira da Universidade, contribuindo para preparar nossos alunos com qualidade para o mercado de trabalho. O aluno que tem essa possibilidade de práticas em campo, avaliando as culturas diretamente e colocando em prática o que vê em sala de aula, sai mais preparado e com mais facilidade para ser absorvido pelo mercado, agregando ao setor produtivo profissionais preparados para fortalecer a cadeia produtiva dessas culturas”.
Depoimentos:
Aluna de Engenharia Agronômica: Regiane Castilho Corrêa. “Escolhi este curso porque já tenho formação na área, sou técnica agropecuária e quero complementar para levar conhecimentos e tecnologias para os agricultores. Também sou agricultura e extensionista há 11 anos. Nesta visita de hoje me chamou a atenção o sistema ILPF, uma tecnologia que pode ser adaptada para nossa região, para trazer benefícios para a parte agrícola e pecuária e para o meio ambiente. A ILPF é uma vertente que está sendo trabalhada e discutida e tem potencial de desenvolvimento para nosso estado”.
Aluno de Engenharia Agronômica: Luiz Carlos Pastana de Sousa. “Eu sou natural do município de Gurupá, estado do Pará. Agora estou morando no Amapá e estudo no campus Território dos Lagos, no município de Amapá, para cursar Agronomia. Fiz a opção por este curso porque é uma área muito voltada para a questão agrícola, e como o nosso estado se desenvolvendo é uma boa oportunidade de formação profissional. Achei esta visita técnica ao campo da Embrapa muito produtiva, me chamou a atenção os conhecimentos e a tecnologia da cultivar de açaí de terra firme BRS Pai D’´Égua, assim como também a questão de espaçamentos, a diferença de tamanhos de uma planta para outra, o que será importante na seleção para produzir as melhores mudas. É todo um conhecimento novo, este é o primeiro contato com o campo e achei muito produtivo”.
Aluno de Engenharia Florestal: Ewerton França. “A ideia de cursar Engenharia Florestal é como forma de ajudar de maneira efetiva na preservação, manutenção e até o mesmo no uso consciente dos recursos naturais, especialmente na Amazônia. E as atividades práticas, como essa realizada do campo experimental da Embrapa, vem para que a gente vivencie parte do que estaremos habilitados a fazer daqui alguns anos e também para que a gente comece a colocar em prática aquilo que estamos vendo na academia. Essa experiência é fundamental para que a gente entenda cada vez a importância do engenheiro florestal nas ações que envolvem o uso consciente e otimizado dos recursos naturais”
Aluna de Engenharia Florestal: Verena Holanda. “Escolhi este curso porque já gostava de estudar sobre as plantas, mas era algo muito básico, então optei por adicionar um conhecimento técnico a isso. Na visita de campo a gente vê como realmente é o trabalho, e como executar de forma correta. Então a gente leva um conhecimento teórico desenvolvido em sala de aula e une a experiência que a gente adquire conforme a gente vai avançando dentro do campo, como quais os melhores lugares para pisar e como fazer as tarefas de forma mais produtiva. Estar em campo é sempre muito bom para o desenvolvimento da parte prática do curso, e também acho divertido, então é importante e bem-vindas programações como a da Embrapa, que nos convida a ter essas boas oportunidades”.
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

