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Trigos para a alimentação humana e animal são destaques da Embrapa no Show Rural de Inverno

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A Embrapa, em parceria com a Fundação Meridional, irá participar do Show Rural Coopavel edição especial de Inverno, a ser realizado pela cooperativa Coopavel, em Cascavel (PR), entre 23 e 25 de agosto, apresentando seu portifólio de cultivares de trigo e de triticale para o Paraná. Também está prevista a realização da palestra Trigo para alimentação animal: pastejo ou volumoso conservado, com o pesquisador Osmar Conte, da Embrapa Trigo. A palestra será realizada diariamente, sempre às 9h30, na vitrine de Tecnologias da Embrapa, no Show Rural de Inverno.

O mercado de cultivares com cereais de inverno evoluiu muito na última década, tanto em qualidade quanto em diversidade. Os usos incluem cultivares de trigo que atendem tanto a indústria moageira (pães, massas e biscoitos), quanto a indústria de proteína animal (carne, leite, ovos). Novas oportunidades também fomentam a área de cultivo com cereais de inverno, com demanda para exportação e produção de biocombustíveis. Além do trigo, o triticale tem sido o cereal mais demandado na fabricação de rações e com grande potencial para o mercado de biocombustíveis, devido a rusticidade e alto potencial produtivo no campo, além de atributos tecnológicos como maiores teores de lisina e triptofanos na ração, e melhor conversão de amido para produção de etanol.

Para atender as demandas do mercado, a Embrapa apresenta no Show Rural de Inverno as cultivares de trigo BRS Gralha-Azul, BRS Sabia, BRS Sanhaço, BRS Atobá, BRS Jacana, BRS Belajoia e BRS Reponte. A Embrapa também irá apresentar uma cultivar de  triticale – BRS Surubim – além de cultivares de trigo para forrageamento animal. “Selecionamos as cultivares com alta produtividade, estabilidade, sanidade e qualidade tecnológica para diferentes usos na alimentação humana ou animal, destaca o pesquisador André Prando, da Embrapa Soja.

Trigo BRS Jacana 
Recém lançada, a cultivar BRS Jacana é um trigo da classe Pão, ideal para o fabrico do tradicional “pão francês”. Possui ciclo precoce, grão duro e é moderadamente resistente ao acamamento. Seu rendimento de grãos e estabilidade de produção, aliados à qualidade tecnológica, proporcionam ao agricultor e à indústria uma rentável opção de trigo pão. As regiões de indicação são:  Paraná (região 1, 2 e 3)  Santa Catarina (regiões 1 e 2) e São Paulo (região 2).

Trigo – BRS Atobá
O BRS Atobá é uma cultivar de trigo melhorador de ciclo precoce com ampla adaptabilidade e estabilidade de rendimento de grãos nas três regiões tritícolas. A cultivar apresenta porte baixo e boa resistência ao acamamento, à germinação pré-colheita e à debulha natural, além de boa tolerância ao crestamento. Esta cultivar também tem ótima sanidade, sendo moderadamente resistente à giberela, manchas foliares e ferrugem da folha. Por sua grande força de glúten, sua principal aplicação é no fabrico de pão industrial, mistura com farinhas fracas e produção de massas. As regiões de indicação são:  Paraná (1, 2 e 3), Santa Catarina ( 1 e 2), São Paulo (2) e Mato Grosso de Sul (3).

Trigo – BRS Sanhaço
O BRS Sanhaço é um trigo de ciclo médio, com boa capacidade de perfilhamento em regiões mais frias. A cultivar apresenta boa resistência às manchas foliares, giberela, debulha e ao acamamento. Este trigo é da classe Pão, considerando as médias de força de glúten e estabilidade de farinha. Possui maior destaque nas regiões tritícolas 1 e 2 para rendimento de grãos, com alta estabilidade em todas as épocas de semeadura. O ciclo médio é de 112 dias e a altura média das plantas é de 77 cm. As regiões de adaptação são: Santa Catarina (Regiões 1 e 2); Paraná (Regiões 1, 2 e 3); São Paulo (Região 2) e Mato Grosso do Sul (Região 3).

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BRS Gralha-Azul
A cultivar BRS Gralha-Azul é um trigo da classe Pão/Melhorador apta para produção de farinha usada para a fabricação do tradicional pão “francês”. Além da sua alta força de glúten e tenacidade, BRS Gralha-Azul apresenta estabilidade para qualidade tecnológica, boa resistência à germinação pré- colheita, garantindo a qualidade do grão, e boa resistência a doenças. Possui moderada resistência à ferrugem da folha, oídio, manchas foliares, vírus do mosaico comum do trigo e ao vírus do nanismo amarelo da cevada. As regiões de adaptação são: Santa Catarina (regiões 1 e 2), Paraná (regiões 1, 2 e 3), São Paulo (região 2) e Mato Grosso do Sul (região 3). Possui ciclo médio de 124 dias e altura média de 83 cm, lembrando que as características dependem das condições edafoclimáticas.

Trigo – BRS Sabiá
A cultivar BRS Sabiá é um trigo da classe Pão, ideal para a fabricação do tradicional “pão francês”. Além de precoce e produtivo, a cultivar tem ampla adaptação e pode ser semeada em qualquer época recomendada para a cultura. A BRS Sabiá apresenta estabilidade para qualidade tecnológica e para rendimento de grãos, e rápido arranque inicial. Tem boa tolerância ao crestamento e boa resistência ao oídio e moderada resistência às manchas foliares, ao vírus do mosaico comum do trigo e ao vírus do nanismo amarelo da cevada. As regiões de adaptação são: Santa Catarina (regiões 1 e 2), Paraná (regiões 1, 2 e 3), São Paulo (região 2) e Mato Grosso do Sul (região 3). 

Trigo – BRS Reponte
Trigo com baixo custo de produção e elevado potencial produtivo, BRS Reponte está entre os campeões de produtividade nos ensaios conduzidos na Região Sul. Apresenta qualidade tecnológica Pão nas regiões de adaptação 1 (RS, SC e PR) e Doméstico nas regiões 2 (RS e SC). Também se enquadra no perfil de trigo exportação, nova modalidade de comercialização em desenvolvimento, caracterizada por trigos produtivos, com força de glúten W entre 200-220 e teor de proteína acima de 12%. Com ciclo precoce e maturação em 133 dias, altura média de 87 cm. Destaque para a resistência ao oídio e moderada resistência à giberela. Rendimentos entre 80 e 100 sc/ha.

Trigo – BRS Belajoia 
Cultivar de ciclo precoce, indicada para as regiões 1 e 2 do RS e SC e região 1 do PR, que entrega o melhor pacote fitossanitário do mercado, permitindo redução de custos no controle de doenças. Além disso, apresenta potencial produtivo competitivo, proporcionando aos agricultores melhor custo x benefício. Apresenta também diferentes características de tipo de planta como pequeno porte, tolerância ao acamamento e excelente perfilhamento. Todas essas características combinadas permitem que a cultivar BRS Belajoia seja o trigo para o produtor que busca rentabilidade com menor custo. Média de rendimentos entre 50 e 65 sc/ha.

Triticale BRS Surubim
A BRS Surubim é uma cultivar de triticale produtiva, de ciclo precoce para espigamento e médio para maturação. Além disso, apresenta grande
estabilidade e adaptação e excelente comportamento agronômico, pois incorpora características como rusticidade e resistência ao acamamento. Apresenta resistência ao oídio e à ferrugem da folha, além de boa tolerância ao crestamento. Sua principal aplicação é na mistura na farinha de trigo para fabricação de biscoitos. As regiões de indicação são: Paraná (1, 2 e 3), Santa Catarina (1,2) e São Paulo (2). “Esta nova cultivar destaca-se pela sanidade e produtividade, sendo uma excelente opção para diversificação de culturas no inverno para produção de grão focando também na alimentação animal”, avalia Prando.

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Trigos para forragem animal
A Embrapa desenvolveu cultivares de trigo destinadas aos sistemas de produção da agricultura familiar na região Sul, voltado especialmente para a agropecuária na atividade leiteira e de engorde de novilhas em integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Com ciclo vegetativo mais longo, os trigos permitem o pastejo dos animais na época de escassez de forragens, chamados de vazio outonal e vazio primaveril. As cultivares visam múltiplos usos pela agropecuária, como pastejo, silagem, fenação ou colheita de grãos para fornecer no cocho. Durante o Show Rural de Inverno estarão na vitrine as cultivares BRS Pastoreio e BRS Tarumaxi.

Trigo – BRS Pastoreio
Trigo de duplo propósito, destinado tanto à produção de grãos quanto à alimentação animal. O ciclo tardio (espigamento em 133 dias e maturação 156 dias), garante elevada produção de forragem (2.442 kg/ha na soma de dois cortes) com grande oferta de pasto ou feno. Desenvolvido com reduzida presença de aristas, o trigo BRS Pastoreio é indicado, especialmente, para silagem de planta inteira.  A produtividade na silagem (massa verde) chega a 28.059 kg/ha e o rendimento de grãos (após dois cortes) é de 3.037 kg/ha (média de cinco locais do RS). A cultivar está adaptada às regiões 1 e 2 do Rio Grande do Sul.

Trigo – BRS Tarumaxi 
Cultivar indicada para a produção de forragem, com ênfase na produção de pasto em sistemas de integração lavoura-pecuária no Sul do Brasil. É uma cultivar de ciclo tardio, adaptada ao período prolongado de pastejo, com semeaduras em março/abril com oferta de forragem até o final de outubro, que viabiliza forragem de alto valor nutritivo no outono/inverno, quando as pastagens tradicionais apresentam taxa de crescimento reduzida no Sul do Brasil. Para suprir o vazio outonal, a cultivar de trigo BRS Tarumaxi foi adaptada a curtos períodos de calor, suportando as oscilações de temperatura que variam de 10ºC a 30ºC, frequentes no outono e na primavera da Região Sul. Outro avanço na cultivar é a tolerância ao alumínio do solo além de excelente sanidade, resistente à ferrugem da folha e moderadamente resistente às manchas foliares, mosaico, germinação na espiga, debulha e ao acamamento. Rendimento entre 3 e 16 ciclos de pastejos, com potencial de conversão animal de 1,66 kg leite ou ganho de 1,09 peso vivo por kg MS consumido.

Serviço:
Palestra “Trigo para alimentação animal: pastejo ou volumoso conservado”, com o pesquisador Osmar Conte, da Embrapa Trigo.
Data: 23, 24 e 25 de agosto
Hora: 9h30
Local: Vitrine de tecnologias da Embrapa no Show Rural Coopavel

Texto: Lebna Landgraf e Joseani Antunes 

Fonte: Embrapa

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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