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Relatório aponta balanço positivo de sequestro de carbono em fazendas de associados da Aprosoja-MT

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Relatório aponta balanço positivo de sequestro de carbono em fazendas de associados da Aprosoja-MT

Os resultados foram apresentados durante o Seminário Mercado de Carbono na Agricultura, nesta terça-feira (05.04), na sede da entidade

Jefferson Eduardo – Ascom Aprosoja-MT

05/04/2022

O relatório apresentado durante Seminário Mercado de Carbono na Agricultura, pelo consultor da Delta CO² Sustentabilidade, Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, refere-se ao balanço de carbono da produção de soja de fazendas associadas à Associação dos produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), da safra 2020/2021.  Os resultados indicam que as emissões de gases do efeito estufa foram de 0,57 toneladas de carbono por hectare; enquanto que as remoções (sequestro de carbono) foram de 2,24 toneladas de carbono por hectare.

De acordo com Cerri, foi realizada uma estimativa das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), e também a quantificação de carbono do solo devido a adoção de práticas de manejo conservacionistas. “Os resultados, portanto, mostram um balanço de carbono negativo, ou seja, benéfico, pois indica que houve maior remoção do que emissão no referido ano de avaliação”.

Com o tema Oportunidades dos Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) a consultora da Pineda e Krahn, Samanta Pineda, apresentou ao produtor rural como fazer a regularização ambiental de forma mais econômica possível e mostrou caminhos, inclusive para financiar títulos verdes. “O produtor terá impactos positivos ambientais, e ele pode fazer isso, se custeando, no final quando estiver tudo no conforme, como fala o mercado internacional Compliance (que cumpre e observa rigorosamente a legislação à qual se submete dentro de seus princípios éticos nas suas tomadas de decisões), ele vai poder oferecer serviços ambientais”, assegurou Pineda.

“Esse é um momento de virada para o produtor rural, ele sai das multas e regras ambientais, para um caminho de premiação. Quem fizer direito e certo, vai ter uma recompensa, vai finalmente ter o valor da sustentabilidade agregado ao seu produto”, explicou Samanta.

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Ainda de acordo com a consultora, a Organização das Nações Unidas (ONU) lista 65 serviços ambientais passíveis de remuneração, no Brasil são cerca de dez. “É aí podemos falar em carbono que é o mais conhecido, mas temos também a biodiversidade, água, solo, paisagem, educação ambiental, e tudo isso já tem no dia a dia do produtor rural, precisamos só valorar isso, fazer o produtor atentar que ele pode agregar, e as formas como ele vai ganhar com isso”, pontuou ela.

Na palestra sobre o Mercado de Carbono, o consultor e especialista no assunto, Éder Zanetti, explicou que ao longo dos últimos anos, o cultivo agrícola foi considerado emissor de Gases de Efeito Estufa (GEE) por conta de substituição de uso da terra de florestas nativas para áreas antropizadas. O cultivo antropogênico da terra era uma ameaça e que por isso as emissões GEE das florestas tropicais representavam um problema para o mundo.

“Na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26), ficou estabelecido que o uso antropogênico da terra é a solução para as mudanças climáticas, e que as florestas tropicais, assim como todas as demais, são parte desta solução. Com isso surgiu a oportunidade de geração de créditos de carbono da agricultura tropical, e isso pode acontecer nas propriedades rurais”, explicou Zanetti.

A estratégia para trabalhar essa nova realidade, nos mercados de carbono, o voluntário e o oficial, com o apoio da Plataforma de Negócios com Bens e Serviços Ambientais e Ecossistêmicos (PNBSAE), também foi apresentada. “Precisamos desenvolver as métricas brasileiras (metodologias MRV), que vão servir para medir a quantidade de créditos de carbono gerados pelas atividades de projeto, os empreendimentos rurais, do nosso País. Com isso, poderemos planejar melhorar nossas ações”, concluiu.

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O produtor rural de Sapezal, Pedro Beppler, disse que esse Seminário de Carbono na Agricultura traz assuntos importantes que na maioria das vezes não se tem ideia do que é e de como isso pode auxiliar o homem do campo. “Muitas vezes a gente só pensa em trabalhar e acaba não vendo as grandes possibilidades que o mercado de carbono pode nos oferecer e aqui nesse encontro eu estou tendo essa oportunidade, de que forma isso é possível até para eu poder passar para meus filhos que vão poder colher os frutos desses estudos”, declarou Beppler.

O coordenador da Sustentabilidade da Aprosoja-MT, Zilto Donadello, afirmou que esse é o primeiro Seminário que a entidade está fazendo. “Estamos apresentando um estudo que a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ) e a Aprosoja-MT estão fazendo sobre o estoque de carbono no solo, tanto em floresta nativa como em área de produção. A soja/milho é importante mostrarmos isso ao produtor, que a muitos anos vem sendo criticado. Nós estamos conseguindo demonstrar que a produção agrícola não é vilã, mas sim fixadora de carbono e ela vem a somar positivamente nesta questão, com dados importantes e com um novo mercado ativo ambiental”, assegurou Donadello.
 

Fonte: Rosangela Milles

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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