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Pesquisador da Embrapa ganha prêmio em MBA de Gestão de Projetos entre mais de mil candidatos

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Anderson Oliveira, da Embrapa Semiárido, explorou a priorização de projetos em unidades de multiprodutos

O pesquisador da Embrapa Semiárido Anderson Oliveira foi o vencedor do prêmio “Professor Pedro Valentim Marques” no MBA em Gestão Executiva de Projetos da Universidade de São Paulo (USP). A monografia, defendida em agosto de 2021, foi considerada a melhor entre as cerca de 1.200 apresentadas no mesmo período. A pós-graduação (veja mais detalhes em quadro abaixo) foi uma ação conjunta entre a Secretaria de Pesquisa e Desenvolvimento (SPD) e a Gerência de Gestão de Pessoas da Secretária-geral (GGP/SGE), a partir da Supervisão de Educação Corporativa (Ecor), e capacitou 140 empregados de UCs e UDs.

Anderson Oliveira, que é o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Unidade desde fevereiro de 2022, abordou como tema principal de sua monografia a priorização de projetos de pesquisa agropecuária em unidades de multiprodutos. Segundo ele, esse tema é extremamente importante em um centro de pesquisa como a Embrapa Semiárido, que trabalha com mais de 50 produtos e diferentes temáticas. “É muito complicado você priorizar projetos em um universo de pesquisa, que abrange desde nutrição animal a seleção de cultivares de uvas para mesa”, exemplifica.

O pesquisador, que sempre esteve ligado a atividades de gestão, viu na pós-graduação a possibilidade de aprimorar os critérios de priorização de projetos a partir de conhecimentos eficientes de gerenciamento. Em seu trabalho de final de curso, desenvolvido sob a orientação do pesquisador da USP Glauber Santos, ele utilizou uma abordagem mais simplificada da ferramenta AHP (Analytic Hierarchy Process), que é usada na tomada de decisões complexas. O método AHP fornece um procedimento abrangente e racional para estruturar um problema, representar e quantificar seus elementos e relacionar esses elementos com as metas da organização.

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“A escolha de projetos é determinante para a gestão de PD&I da Unidade em relação aos objetivos estratégicos da Embrapa”, pontua o chefe de P&D, lembrando que nesse momento está em fase de adaptação dos ensinamentos aprendidos no MBA à rotina da Unidade. “O conhecimento adquirido na pós-graduação foi fundamental para aprimorar a governança de PD&I, especialmente no que se refere à gestão de tempo, custos, pessoas, riscos, qualidade e relacionamento com stakeholders”, acrescenta.

A premiação

Segundo Thales Barbosa, do Instituto Pecege, responsável pelo gerenciamento dos MBAs USP/Esalq, em parceria com a Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), todas as monografias que receberam a nota 10 foram submetidas à uma banca composta de professores da USP para definir a melhor. A do pesquisador Anderson Oliveira foi a escolhida entre as cerca de 1.200 defendidas no mesmo período. O nome do prêmio é uma homenagem ao professor da USP criador do Instituto Pecege, Pedro Valentim Marques.

Além de um certificado de reconhecimento de melhor monografia, Anderson Oliveira ganhou também uma bolsa de estudo integral em um dos cursos de MBA-EaD oferecidos pela USP/ESALQ.

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O MBA: 140 empregados capacitados em gestão de projetos

O MBA foi contratado em 2018, no âmbito do Macroprocesso de Inovação (MPI), e iniciado em 2019.

A capacitação de 140 empregados representa um aumento de quase 24 vezes no número de profissionais pós-graduados em gestão de projetos na Embrapa em relação a 2019, quando eram apenas seis, segundo levantamento da SPD e da GGP.

A contratação do MBA preencheu uma lacuna na gestão de PD&I da Embrapa. Com o curso ministrado pela USP, altamente conceituado no mercado, os pesquisadores e analistas que atuam na gestão de projetos e portfólios tiveram acesso a métodos, ferramentas, modelos e governanças mais adequados aos modernos conceitos de sucesso na gestão, possibilitando que trabalhem de maneira mais focada em prol da inovação.

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Fonte: Embrapa

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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