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Patenteado bico de pulverização eletrostática desenvolvido na Embrapa Meio Ambiente

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Dispositivo reduz em mais de 50% quantidade de agrotóxicos

Um novo tipo de dispositivo de bico de pulverização pneumática eletrostática, que emprega a eletrificação por indução, aumenta a deposição e melhora a eficiência de deposição de gotas de defensivos nos respectivos alvos,  desenvolvido por Aldemir Chaim e Luiz Guilherme Wadt, da Embrapa Meio Ambiente, foi patenteada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial, em agosto de 2022. 

A técnica usual de aplicação de defensivos agrícolas caracteriza-se pelo emprego de bicos hidráulicos, cujos princípios de funcionamento foram desenvolvidos no século XIX e não atualizadas até hoje. As gotas formadas pelos bicos hidráulicos conseguem manter alguma velocidade após a formação, mas rapidamente desaceleram, podendo ser alteradas pelos ventos ou pela evaporação acelerada, fazendo com que as partículas não atinjam o alvo. Pesquisas têm apontado que a deposição efetiva agrotóxicos nas culturas raramente ultrapassa 50% do volume aplicado mesmo com os pulverizadores mais modernos.

Nos sistemas tradicionais de eletrificação por indução, as gotas eletrificadas sempre são atraídas de volta para o eletrodo de indução, provocando molhamento do mesmo, ao ponto de gotejamento, o que gera desperdício, além de problemas de curto circuito do sistema que assim para de funcionar. Conforme o pesquisador Aldemir Chaim esse novo bico usa ar em alta velocidade para pulverizar a calda, assoprando as gotas para longe do efeito de retro atração do eletrodo de indução, o qual se apresenta com polarização elétrica oposta às partículas eletrificadas. Contudo, o maior diferencial desse equipamento é que ele possui um fino fio de aço inox no interior do ducto de deslocamento da calda, que facilita a chegada das cargas elétricas que saem do solo, movimentando-se pelo liquido, sem resistências, para a região da zona de formação de gotas. Uma das extremidades desse fio de aço inox fica posicionada, a um ou dois milímetros do ponto de emergência do líquido na zona de formação de gotas, o que proporciona a formação de um gigantesco campo elétrico garantindo assim altíssima intensidade de eletrificação das gotas.

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O uso de gotas com carga eletrostática tem se mostrado uma técnica promissora para aumentar a deposição de defensivos nas plantas. Quando uma nuvem de partículas carregadas eletricamente se aproxima de uma planta, ocorre o fenômeno da indução, de modo que a superfície do vegetal se eletrifica com cargas elétricas de sinal oposto ao das gotas que estão chegando. Como consequência, a planta atrai fortemente as partículas líquidas eletrificadas, promovendo assim uma melhoria na deposição, inclusive na face abaxial das folhas. 

O analista Luiz Guilherme Wadt destaca outro aspecto importante, caracterizado pela repulsão mútua entre as gotas. Uma vez que possuem cargas da mesma polaridade as gotas eletrificadas não colidem entre si, formando um jato mais espalhado e por isso haverá uma melhora na distribuição dos defensivos nas plantas, considerando uma distribuição espacial mais homogênea das gotas pulverizadas. Outro aspecto extremamente relevante é que a atração eletrostática tem relação inversa ao tamanho das gotas, havendo um maior aproveitamento das gotas pequenas.

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Pelo fato das gotas eletrificadas serem fortemente atraídas pelo objeto aterrado mais próximo (no caso a planta), a perda de defensivos para o solo também é muito menor do que aquela que ocorre com uso da pulverização convencional.

Segundo Chaim, algumas pesquisas mostram que o emprego da eletrostática pode reduzir com facilidade, em mais de 50%, os ingredientes ativos recomendados nos tratamentos fitossanitários sem reduzir a eficácia biológica e além disso, reduz os efeitos colaterais dos agrotóxicos sobre os organismos que vivem no solo, considerando que as perdas para o solo podem ser 20 vezes menores do que as que ocorrem em uma pulverização convencional. 

Fonte: Embrapa

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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