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Palestra aborda os desafios técnicos do complexo de enfezamentos do milho

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Os enfezamentos são considerados atualmente um dos principais desafios fitossanitários da cadeia produtiva do milho no Brasil, já que podem reduzir em mais de 70% a produção de grãos em plantas suscetíveis. Durante o XXXXIII Congresso Nacional de Milho e Sorgo, que será promovido nos formatos presencial (em Sete Lagoas, MG) e on-line de 12 a 15 de setembro de 2022, o assunto será tratado na palestra “Complexo de enfezamentos – Desafios técnicos” pelo pesquisador Charles Martins de Oliveira, da Embrapa Cerrados (DF). A apresentação vai integrar o painel “Os desafios do manejo de enfezamentos na cultura do milho”, no dia 14, a partir das 10h20.

Os enfezamentos são doenças vasculares e sistêmicas que ocorrem na cultura do milho. São provocados por dois patógenos distintos: o espiroplasma, agente causal do enfezamento pálido, e o fitoplasma, que causa o enfezamento vermelho. Ambos são transmitidos pela cigarrinha-do-milho Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae), o único inseto-vetor conhecido no Brasil. Desde 2015, grandes populações desse inseto-vetor têm sido registradas nas diferentes regiões produtoras de milho, como Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e, mais recentemente, no Rio Grande do Sul, no Paraná e em Santa Catarina. 

A complexidade das relações entre planta, inseto-vetor, patógenos e condições ambientais dificultam o manejo desse patossitema. “Os maiores desafios envolvem o desenvolvimento de resistência genética de híbridos de milho aos patógenos ou ao inseto-vetor, o conhecimento de aspectos ecológicos e comportamentais da cigarrinha-do-milho, o estabelecimento de períodos mais prolongados de tempo sem milho no campo e a necessidade de ações conjuntas de manejo por parte dos produtores em nível regional”, explica Oliveira.

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Na palestra, o pesquisador vai detalhar o conjunto de boas práticas agrícolas que devem ser adotadas regionalmente e implementadas ao longo de todo o ano para o manejo dos enfezamentos do milho e da cigarrinha-do-milho. As práticas envolvem a eliminação das plantas voluntárias de milho, antecedendo a semeadura; o tratamento com inseticida das sementes de milho e a pulverização das plantas com inseticidas químicos e/ou biológicos entre a emergência e o estágio V8; o uso de híbridos de milho mais resistentes ou tolerantes a essas doenças; evitar a semeadura de novas áreas de milho próximas a plantios mais velhos, com sintomas dos enfezamentos; reduzir as janelas de semeadura; reduzir as perdas de grãos na colheita e no transporte; e evitar a semeadura de milho sobre milho ou a semeadura de gramíneas após o milho. 

Segundo Oliveira, os surtos epidêmicos dos enfezamentos do milho e os altos níveis populacionais da cigarrinha-do-milho observados em diversas regiões do Brasil não parecem ser um problema esporádico e passageiro. “As mudanças no sistema de produção de milho nos últimos anos, com aumento crescente de área plantada, amplas janelas de plantio, diversificação de épocas de semeadura e disseminação de plantas voluntárias de milho, são uma realidade consolidada”, afirma o pesquisador, acrescentando que o convívio com enfezamentos vai exigir mudanças no sistema de produção do milho para restabelecer períodos de entressafra maiores e a redução das fontes de alimento para a cigarrinha-do-milho nesses períodos, como a eliminação de plantas voluntárias de milho. 

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Ele aponta, ainda, a necessidade de ações conjuntas de órgãos oficiais, da iniciativa privada e de produtores para a adoção das práticas agrícolas recomendadas para o manejo das doenças e do inseto-vetor nas paisagens agrícolas e em escala regional.

A programação do XXXXIII Congresso Nacional de Milho e Sorgo está disponível em: http://www.abms.org.br/cnms/Home.html. As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de setembro.

Serviço

Palestra: “Complexo de enfezamentos – Desafios técnicos” – Charles Martins de Oliveira, pesquisador da Embrapa Cerrados
Data: 14/09/2022
Horário: 10h20 às 10h50, durante o painel “Os desafios do manejo de enfezamentos na cultura do milho” do XXXXIII Congresso Nacional de Milho e Sorgo

Fonte: Embrapa

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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

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Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.

Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.

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Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.

Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

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