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Painéis da Embrapa sobre covid-19 tiveram mais de 60 mil usuários
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A Embrapa Territorial encerrou, em maio, o trabalho de atualização diária dos painéis com dados espacializados da ocorrência de casos e óbitos de covid–19 no Brasil. A iniciativa durou mais de dois anos, com informações disponíveis para toda a população e outras reservadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Até 1º de maio deste ano, os painéis criados receberam mais de 60 mil usuários.
A ideação do trabalho começou em 17 de março de 2020, quando o País começava a registrar os primeiros óbitos pela doença. À época, a única forma de acompanhar a evolução da pandemia do novo coronavírus pelo território nacional era por uma tabela disponibilizada pelo Ministério da Saúde. A iniciativa da Embrapa Territorial foi pioneira em apresentar dados na forma de mapas e gráficos. Eles foram estruturados mediante o uso do ArcGIS – software de geoprocessamento – sobre o banco de dados abertos disponibilizado pelo Ministério da Saúde.
O produto mantido exclusivamente para o Mapa, com acesso restrito, analisava a situação da doença nos municípios com estabelecimentos que processam produtos de origem animal, controlados pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). “No momento em que ainda faltavam informações sobre a doença e não se sabia exatamente qual poderia ser o impacto sobre um município severamente acometido, era fundamental o conhecimento de dados dos locais onde se concentram boa parte da produção e, principalmente, processamento de produtos de origem animal, para garantir quantidade e qualidade de fornecimento para a nossa população e também para os mercados internacionais”, explicou o chefe-geral da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti.
No e-mail de agradecimento à Embrapa pelo trabalho, o diretor Luís Eduardo Pacifici Rangel, da Secretaria-Executiva do Mapa, afirmou: “Acreditamos que o trabalho foi de imenso valor e contribuiu para o sucesso que tivemos na manutenção da produção e abastecimento”.
Para a chefe-adjunta de Pesquisa & Desenvolvimento, Lucíola Magalhães, o trabalho e o seu resultado mostrou mais uma vez a capacidade e a agilidade da equipe em utilizar “ferramentas de gestão de dados e informação para atendimento de demandas estratégicas não só de longo, mas também de curto prazo”.
A exigência de atualização diária dos painéis foi o maior desafio enfrentado pela equipe da Embrapa Territorial. “Como os dados são atualizados e disponibilizados diariamente pelo Ministério da Saúde, houve a necessidade de obter e extrair os dados de interesse das tabelas que estavam no formato .csv e transformá-los no formato .xls para serem incrementados e atualizados nos painéis”, esclareceu o analista Osvaldo Oshiro, responsável pela atividade. Na elaboração dos painéis, a equipe também atuou na inserção dos elementos, como gráficos, histogramas e layout.
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

