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MANDIOCA/CEPEA: Menor oferta e demanda firme impulsionam preços da raiz e da fécula
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Cepea, 11/07/2022 – As diminuições nas áreas plantadas nas duas últimas temporadas vêm limitando a oferta de raiz de mandioca ao longo deste ano. Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, indicam que a baixa oferta da matéria-prima tem sido reforçada também pelo clima desfavorável no ano passado – geadas, seca e altas temperaturas em alguns períodos –, que prejudicaram a produtividade e, sobretudo, reduziram o teor de amido das raízes. E este último caso, por sua vez, faz com que fecularias necessitem aumentar o volume de esmagamento de raiz para conseguir manter a oferta de fécula estável.
Levantamento do Cepea mostra que, no primeiro semestre, o esmagamento de mandioca pela indústria de fécula totalizou 1,16 milhão de toneladas, crescimento de 7% na comparação com o mesmo período de 2021. Por outro lado, a extração de amido pela indústria de fécula caiu de 27% no primeiro semestre de 2021 para 24,5% de janeiro a junho de 2022. Como resultado, houve queda de 3,4% na produção de fécula entre a primeira metade de 2021 e o mesmo período deste ano.
Este cenário vem elevando os preços da raiz de mandioca e dos derivados, que operam nos maiores patamares nominais das respectivas séries históricas do Cepea, iniciadas em janeiro de 2002. Para a mandioca, dados do Cepea mostram que a média de negociação no primeiro semestre deste ano foi de R$ 779,90/t (R$ 1,3563 por grama de amido), com alta de 76% frente à de janeiro a junho de 2021. Em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI), a elevação é de 54%. Quanto à fécula, na primeira metade do ano, o valor médio (FOB fecularia) foi de R$ 4.243,26/tonelada (R$ 106,08 por saca de 25 kg), avanço de 70,9% frente ao mesmo período de 2021. Em termos reais, o aumento é de 49,2%.
Cálculos do Cepea mostram que o consumo aparente de fécula nos primeiros meses de 2022 foi de 269,6 mil toneladas, queda de 1,7% na comparação com igual período do ano passado. A soma do consumo aparente com as exportações do derivado ao longo do semestre é de 293,7 mil toneladas, 1,8% acima da do mesmo período de 2021 – e também superior à produção acumulada. Diante disso, houve dificuldades de a indústria de fécula formar estoques, e estas unidades encerraram o primeiro semestre com volume médio de estoque 10% menor que o de janeiro a junho de 2021.
No front externo, a demanda internacional aquecida mantém as exportações de fécula em bom ritmo. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foram 24 mil toneladas escoadas no período, 66% a mais que na primeira metade de 2021. O preço médio do derivado brasileiro aumentou 20,8% na mesma comparação.
Nos atuais patamares de preços – sem considerar a rentabilidade –, parte dos agricultores tem sinalizado aumentar a área plantada na temporada 2022/24. Entretanto, o desafio maior ainda são os custos de produção, que certamente deverão ser superiores aos das últimas safras. Em um quadro de inflação, a indústria de fécula tem dificuldades em repassar as valorizações da matéria-prima, seja para o varejo ou para os segmentos industriais. Assim, as margens devem continuar apertadas para as fecularias, o que pode acarretar em mais avanços na verticalização da produção ao longo deste ano.
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre as pesquisas do Cepea a respeito do mercado de mandioca, clique aqui.
Contatos: (19) 3429-8836 ou 8837 e [email protected] – Responsáveis: Pesquisadores Lucilio Alves e Fábio Isaias Felipe
Fonte: CEPEA
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Mercado de defensivos ganha nova opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem

Uma mistura exclusiva, idealizada para ser o melhor produto para primeira aplicação na soja. Assim é o Scudeiro Nortox, que está chegando ao mercado. A Nortox é a maior fabricante nacional de agroquímicos. “Fizemos todas as combinações possíveis entre todos os grupos de fungicidas e chegamos à conclusão de que a mistura de dois triazois foi a melhor opção para o controle da mancha-alvo e da ferrugem sem correr grandes riscos de resistência”, afirma o diretor comercial João Marcos Ferrari. “A Nortox não vende ativos. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto para a primeira aplicação da soja”, acrescenta Ferrari.
Celio Hiroyuki Fudo, gerente de Desenvolvimento de Produtos, também se mostra empolgado com os resultados. “A combinação dos dois melhores princípios ativos – Protioconazol e Tebuconazol – garantiu controle da ferrugem asiática e mostrou excelente performance no controle de outras doenças da soja. Os vários estudos realizados pelos principais fitopatologistas, assim como os estudos realizados pela nossa equipe, atestaram a eficácia e seletividade do Scudeiro”, destacou ele.
Thiago Polles, Líder de Desenvolvimento de Mercado, destaca que o Scudeiro (Protioconazol + Tebuconazol) é um fungicida sistêmico de amplo espectro de controle, com registro também para as culturas do algodão, milho, trigo, cevada e sorgo, entre outras, dispensando o uso de óleo adjuvante. Algumas das principais doenças de culturas como a soja, algodão, milho e trigo acabam sobrevivendo de um ano para o outro na própria palhada da cultura “hospedeira. Assim, há a necessidade de manejarmos de forma integrada no controle dessas doenças, como a mancha-alvo e ferrugem-asiática, que ganham destaque na cultura da soja devido à severidade proporcionada”, explica Thiago Polles. Ele observa que o Scudeiro tem uma formulação diferenciada. “Desenvolvido em 27 instituições de pesquisa do Brasil e nos Ensaios Cooperativos, o Scudeiro comprovou a eficiência no controle de doenças como mancha-alvo e ferrugem-asiática, assegurando a produtividade e seletivo a cultura da soja”, prossegue Polles.
Maicom Tumiate, gerente de Registro e Desenvolvimento, ressalta que o produto foi priorizado pelo Ministério da Agricultura por ser uma composição (formulação) exclusiva e inédita e também por ter síntese do produto técnico e formulação no Brasil. Por sua vez, Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação, afirmou que o lançamento do Scudeiro dá sequência ao novo posicionamento na comunicação da empresa com o mercado. A Nortox, que completa 70 anos em abril de 2024, tinha seus produtos nomeados pelo ativo de maior destaque, juntando-se as iniciais das misturas. “Por ser uma mistura exclusiva e com nome comercial, o Scudeiro Nortox também demanda uma nova estratégia própria de marketing. Isso vale tanto para ele quanto para outras novidades que estão a caminho”, ressalta Lucas Morais.

